Aldeia Nagô
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Teatro Vila Velha apresenta espetáculo e oficina de dança com o diretor, dançarino e coreógrafo cearense Gerson Moreno 

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Criador da Cia. Balé Baião (CE), o artista de 52 anos de idade e mais de 30 de carreira, ocupa o Museu de Arte da Bahia com a obra-solo “Sobre o que permanece” e a oficina Danças Contemporancestrais: Afetos, Criação e Cena

Identidade, pertencimento e ancestralidade são alguns dos pilares que norteiam a existência criadora e criativa de Gerson Moreno. O multiartista cearense, que se expressa através das diversas linguagens cênicas, literárias e audiovisuais, se inquieta com o mundo por meio de uma consciência que abarca sua própria subjetividade, se entendendo como homem negro, gay, artivista, nordestino e interiorano, para transbordar no palco as suas obras. Em “Sobre aquilo que permanece”, Gerson se propõe a dançar suas causas e teimosias de ontem e hoje, incorporando e reverenciando lugares, pessoas, afetos, entidades sagradas afro-indígenas, patrimônios visíveis e invisíveis que ao longo da sua história compõem seus repertórios de criação e militância comunitária. 

Nessa obra, celebra os seus 52 anos de idade e, consequentemente, seus legados, que nascem, permanecem e confluem no Interior do Ceará, em Itapipoca. História de vida que se entrelaça a muitas outras histórias gerando percursos coletivos e experiências singulares de coexistência. Em sua proposta, ele tece uma cena-dança que se edifica em ritos crescentes de aproximação, reverência ancestral, compartilhamento de afetos, afagos, ofertas e acolhimentos, evocação de memórias e legados dançantes que perpassam décadas.  Apresentações nos dias 18 e 19 de janeiro, às 19h, no Museu de Arte da Bahia. Ingressos disponíveis através do Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/114284/d/354766/s/2392233 ou na presencialmente na bilheteria do evento. 

“Permanecer dançando aos 52 anos é sobretudo um ato político-poético de continuidade, resiliência e reinvenção no mundo, mas sobretudo um desejo inevitável de paragem, calmaria e autocuidado. Já não cabem por aqui excessos e apegos de outrora. O tempo do passo é de Oxalufã”, reflete o artista. 

Nessa colaboração com o Vila, Moreno também compõe a programação das Oficinas Vila Verão 2026, por meio da oficina Danças Contemporancestrais: Afetos, Criação e Cena. Nela, propõe investigar com os participantes narrativas e motrizes corporais inspiradas nos arquétipos dos Orixás afro-brasileiros, enfatizando suas memórias, afetos, histórias pessoais e, consequentemente, a composição coreográfica, edificando poéticas do corpo afro-ancestral contemporâneo.  Nos dias 19, 20, 21, 22, 23 e 24 de janeiro. E Mostra no dia 24/01. Horário: das 10h às 13h.

As ações integram uma parceria entre o Teatro Vila Velha e o Hub Cultural Porto Dragão, espaço da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria da Cultura do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar.

O espetáculo e a oficina fazem parte de “O Vila Ocupa o MAB” (projeto que integra as ações do programa de ocupação artística “O Vila Ocupa a Cidade”) mantém o eterno movimento de expansão das atividades do teatro por diferentes espaços da capital. 

Para ficar atualizado e bem informado sobre todos os eventos e projetos, acesse o instagram @teatrovilvelha e o site www.teatrovilavelha.com.br e acompanhe as novidades da programação.

O Teatro Vila Velha tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

SAIBA + SOBRE GERSON MORENO 

Gerson Moreno é artista interdisciplinar da Dança, da Imagem e da Palavra, dançarino-criador, performer, artista audiovisual, escritor, educador e pesquisador em danças referenciadas por narrativas afro-indígenas-interioranas, atuante no Ceará há mais de 30 anos. É graduado em pedagogia (FACEDI/UECE) com especialização em Educação Biocêntrica e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), onde investigou processos de aprendizagem e criação em danças afro-ancestrais. Coordena o Ponto de Cultura Galpão da Cena de Itapipoca, dirige a Cia Balé Baião e colabora com a Sec. de Educação de Itapipoca como coordenador da supervisão de Educação para as Relações Étnico-raciais.  

FICHA TÉCNICA: 

Performance e poesias: Gerson Moreno  

Assistência técnica: Amisadai Carlos 

Duração: 48 minutos 

Classificação: A partir de 15 anos 

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