15ª Mostra Ecofalante anuncia os filmes brasileiros selecionados
* obras fazem parte das competições Territórios e Memórias e Concurso Curta Ecofalante e acontece de 28 de maio a 10 de junho
Considerado o mais importante evento audiovisual da América do Sul focada nas questões socioambientais, a 15ª Mostra Ecofalante de Cinema anuncia os títulos brasileiros selecionados para as suas seções competitivas.
Para a competição Territórios e Memórias, voltada a curtas e longas-metragens que discutam temas sociais e ambientais no Brasil, estão selecionados 12 longas e 19 curtas-metragens. Os filmes concorrem aos seguintes prêmios:
* melhor longa-metragem – R$ 20 mil
* melhor curta-metragem – R$ 7 mil
* prêmio do público – troféu da edição de 2026
Já para a competição Concurso Curta Ecofalante, exclusiva para curtas-metragens realizados por estudantes (ensino superior, técnico, livre ou médio), estão selecionados 24 títulos. Nessa categoria, as premiações oferecidas são as seguintes:
* melhor filme – R$ 7 mil
* prêmio do público – troféu da edição de 2026
Concorrem um total de 51 filmes, produzidos no Distrito Federal e em 18 estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e Tocantins.
OS FILMES SELECIONADOS
Territórios e Memória / longas-metragens
* “A Fabulosa Máquina do Tempo” – Eliza Capai
* “Amazônia Oktoberfesta” – Sérgio Oliveira e Felipe Drehmer
* “Arquivo Vivo” – Vincent Carelli
* “Até Onde a Vista Alcança” (Brasil-SP, 2025, 80 min) – Alice Villela e Hidalgo Romero
* “Benvindos” (Brasil-ES, 2025, 83 min) – Luana Cabral
* “Futuro Futuro” (Brasil-RS, 2025, 86 min) – Davi Pretto
* “Minha Terra Estrangeira” (Brasil-RO, 2025, 99 min) – Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e João Moreira Salles
* “Mounir” (Brasil-SP, 2025, 80 min) – Juliana Borges
* “Movimento Perpétuo” (Brasil-AL, 2025, 70 min) – Leandro Alves
* “Na Passagem do Trópico” (Brasil-SP, 2025, 87 min) – Francisco Miguez
* “Nimuendajú” (Brasil-MG/Peru, 2025, 85 min) – Tania Anaya
* “O Jardim de Maria” (Brasil-SP, 2025, 72 min) – Jade Rainho
Territórios e Memória / curtas-metragens
* “A Cachoeira” (Brasil-BA, 2025, 20 min) – Rayssa Coelho e Filipe Gama
* “A Nave Que Nunca Pousa” (Brasil-PB, 2025, 15 min) – Ellen Morais
* “A Pele do Ouro” (Brasil-RO, 2025, 15 min) – Marcela Ulhoa e Yare Perdomo
* “A Tragédia da Lobo-guará” (Brasil-RJ, 2025, 19 min) – Kimberly Palermo / UFF
* “Baixada: Nas Águas de Cubatão” (Brasil-SP, 2025, 17 min) – Renato de Castro FAAP
* “Caldeirão” (Brasil-PI, 2025, 20 min) – Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira
* “Floresta Cicatriz” (Brasil-RJ, 2025, 20 min) – Lian Gaia
* “Fronteriza” (Brasil-SP, 2025, 21 min) – Nay Mendl e Rosa Caldeira
* “Grão” (Brasil-RS, 2026, 24 min) – Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa
* “Kakxop Pahok: As Crianças Cegas” (Brasil-MG, 2025, 17 min) – Cassiano Maxakali e Charles Bicalho
* “Lomba do Pinheiro” (Brasil-RS, 2025, 19 min) – Iuri Minfroy
* “Maira Porongyta – O Aviso do Céu” (Brasil-RJ-MT, 2025, 20 min) – Kujãesage Kaiabi
* “O Mapa em que Estão Meus Pés” (Brasil-AL, 2025, 14 min) – Luciano Pedro Jr
* “O Ponto do Mel” (Brasil-PB, 2025, 22 min) – Mirian Oliveira e Pedro Lessa
* “Ontem Lembrei de Minha Mãe” (Brasil-PR, 2025, 23 min) – Leandro Afonso
* “Ponto Cego” (Brasil-CE, 2025, 21 min) – Luciana Vieira e Marcel Beltrán
* “Praia dos Milagres” (Brasil-PE, 2026, 11 min) – Rita Carelli e Laura Mansur
* “Replikka” (Brasil-MT-PR-RJ, 2025, 16 min) – Piratá Waurá e Heloisa Passos
* “Uma Menina, Um Rio” (Brasil-SP, 2025, 8 min) – Renata Martins Alvarez
Concurso Curta Ecofalante
* “Além do Marco: Direitos Indígenas em Jogo” (Brasil-SP, 2024, 17 min) – Cássia Fernandes
* “Alucine Olinda” (Brasil-PE, 2026, 20 min) – Igor Luiz Ribeiro
* “Ambivalência” (Brasil-RJ, 2025, 11 min) – Natacha Maria Oliveira
* “Av. São João, 588” (Brasil-SP, 2024, 17 min) – Bruna Resende e Matheus Barbosa
* “Chica Machado – Rainha de Goyaz” (Brasil-GO, 2025, 19 min) – Renata Rosa Franco
* “Da Aldeia à Universidade” (Brasil-TO, 2025, 16 min) – Leandro de Alcântara e Túlio de Melo
* “Desfem” (Brasil-SP, 2025, 15 min) – Manoella Fernandes e Polyana Santos
* “Diálogo Bulbul” (Brasil-RJ, 2025, 8 min) – Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos
* “Filme-Copacabana” (Brasil-RJ, 2025, 12 min) – Sofia Leão
* “Mares de Sabedoria” (Brasil-PE, 2025, 13 min) – Alunos do Clube Mares de Sabedoria
* “Mestrinhos” (Brasil-SE, 2025, 14 min) – Lwidge de Oliveira
* “Mukondo, da Vida Após a Morte, Maria de Silú” (Brasil-BA, 2025, 19 min) – Fernanda Souza
* “Nioladi: Como Resiste a Língua Kadiwéu?” (Brasil-MS, 2025, 13 min) – Ana Beatriz Leal
* “O Que as Formigas me Contaram” (Brasil-GO, 2026, 8 min) – Marcus Vinicius Diniz
* “Rio Mãe (面纱之河)” (Brasil-SP, 2025, 11 min) – Cristina Neves
* “Saber Brincar” (Brasil-CE, 2024, 15 min) – Leticia Diniz
* “Ser Cria” (Brasil-RJ, 2025, 9 min) – Marco Aurélio Correa
* “Trago Seu Amor de Volta” (Brasil-SP, 2026, 18 min) – Raíssa Anjos
* “Um Gosto Assim” (Brasil-DF, 2026, 20 min) – Helena Versiani
* “Um Pé de Caju” (Brasil-MA, 2025, 22 min) – Pablo Monteiro e Cadu Marques
Ao final, encontram-se dados sobre os filmes selecionados.
Agendada para o período de 28 de maio a 10 de junho em diferentes salas da cidade de São Paulo e com entrada franca, 15ª Mostra Ecofalante de Cinema é uma realização da Ecofalante, OSC responsável pelo programa Ecofalante Educação e pela plataforma Ecofalante Play.
serviço
15ª Mostra Ecofalante de Cinema
de 28 de maio a 10 de junho de 2026
entrada franca
evento viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura e do ProAc ICMS
patrocínio: White Martins, Itaú e da Spcine
produção: Doc & Outras Coisas
coprodução: Química Cultural
realização: Ecofalante, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústrias Criativas, e Ministério da Cultura
redes sociais
www.instagram.com/mostraecofalante
www.facebook.com/mostraecofalante
www.youtube.com/mostraecofalante
atendimento à Imprensa
ATTi Comunicação e Ideias
Eliz Ferreira e Valéria Blanco (11) 3729.1455 / 3729.1456 / 9 9105.0441
DADOS SOBRE OS FILMES
Territórios e Memória / longas-metragens
* “A Fabulosa Máquina do Tempo” (Brasil-RJ, 2026, 72 min) – Eliza Capai
Numa pequena cidade do sertão do Piauí, as meninas brincam entre o passado miserável de suas mães e seus sonhos fantásticos de futuro. Ali, onde o homem ainda é o gigante da mulher, elas se aventuram na travessia da infância para o adolescer.
* “Amazônia Oktoberfesta” (Brasil-PE, 2025, 78 min) – Sérgio Oliveira e Felipe Drehmer
Amazônia Oktoberfesta é um documentário sobre um projeto de desenvolvimento do país, iniciado em plena ditadura militar nos anos 1970, que incentivou o “desbravamento” do norte do Brasil por colonos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Elegendo uma festa de inspiração germânica realizada em Sinop (MT), onde um personagem anônimo, fictício e suspeito deambula por matas e plantações, Amazônia Oktoberfesta faz um recorte livre de uma imigração que causou e causa mudanças culturais, ambientais e políticas em uma região outrora habitada por diversos povos originários.
* “Arquivo Vivo” (Brasil-PE, 2026, 137 min) – Vincent Carelli
Em 40 anos atuando junto a comunidades indígenas, o Vídeo nas Aldeias reuniu um acervo histórico para a memória dos povos indígenas no Brasil. O filme revela a devolução destes arquivos para as novas gerações das primeiras comunidades visitadas. O retorno das imagens-espírito aos povos Nambikwara Mamaindê (MT), Gavião Parkatejê (PA), Enawenê-Nawê (MT), Isolados de Corumbiara (RO) e Xikrin do Caeteté (PA).
* “Até Onde a Vista Alcança” (Brasil-SP, 2025, 80 min) – Alice Villela e Hidalgo Romero
Três gerações de indígenas Kariri-Xocó se unem em uma expedição de reconhecimento do território memorial desse povo, roubado ao longo dos dolorosos séculos de colonização. Sua língua, seus conhecimentos e até mesmo seus rituais sagrados foram ocultados como estratégia de sobrevivência. Agora, munidos de câmeras, drones, cachimbos, cocares e maracas, eles percorrem os marcos geográficos de seu território em um road movie que é a preparação para novas retomadas.
* “Benvindos” (Brasil-ES, 2025, 83 min) – Luana Cabral
Os Benvindos são herdeiros de um território e de um projeto de vida compartilhada iniciado no final do século 19 pelo ancestral Benvindo Pereira dos Anjos, fundador do Quilombo do Retiro. A luta em defesa do território e pela preservação da memória é levada adiante pela Associação dos Herdeiros, que deverá eleger uma nova diretoria para dar continuidade a este trabalho. O encontro com a diretora, descendente distante de um antigo fazendeiro da região, revela situações de conflito entre o quilombo e os proprietários de terra locais a partir da lembrança de um passado não tão distante, que ainda reverbera sobre as relações políticas, econômicas e sociais no Brasil contemporâneo.
* “Futuro Futuro” (Brasil-RS, 2025, 86 min) – Davi Pretto
Em um futuro próximo, onde os avanços em inteligência artificial coexistem com o surgimento de uma nova síndrome neurológica, um homem sem memória de 40 anos chamado K é acolhido por um clickworker solitário de 60 anos na parte empobrecida de uma chuvosa cidade brasileira. Após usar um viciante dispositivo IA em um curso para pessoas com a estranha síndrome, K embarca em uma jornada trágica e absurda para tentar encontrar o seu lugar no mundo.
* “Minha Terra Estrangeira” (Brasil-RO, 2025, 99 min) – Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e João Moreira Salles
Para muitos brasileiros, as eleições de 2022 representaram a escolha entre democracia e autoritarismo. Para os povos indígenas da Amazônia, porém, significaram mais do que isso. A floresta, lar de todos eles, estava sob ataque do governo, de modo que a reeleição do incumbente punha em questão a própria possibilidade de haver futuro. O filme acompanha dois personagens, pai e filha, durante os 40 dias que antecederam o sufrágio. O pai, Almir Suruí, líder indígena candidato a deputado federal por Rondônia, um dos estados mais pró-Bolsonaro do país; a filha, Txai Suruí, jovem ativista ambiental que dedica sua vida à luta pela floresta.
* “Mounir” (Brasil-SP, 2025, 80 min) – Juliana Borges
Para Mounir, contar histórias é uma estratégia de sobrevivência. Carismático e enigmático, o imigrante centro-africano convence uma jovem cineasta brasileira a documentar a sua vida. Ao longo de dez anos e três continentes, sua narrativa embaralha as fronteiras entre realidade e ficção. Quanto mais nos envolvemos na trama de Mounir, mais dúvidas temos sobre quem de fato ele é.
* “Movimento Perpétuo” (Brasil-AL, 2025, 70 min) – Leandro Alves
Seu Edvaldo busca nos sinais do universo respostas sobre sua própria vida.
* “Na Passagem do Trópico” (Brasil-SP, 2025, 87 min) – Francisco Miguez
Um topógrafo mapeia áreas de risco de deslizamento na cidade de Ubatuba, em uma região de encosta na mata atlântica. Onde um topógrafo é chamado, há problemas de terra. Crente de que pode regularizar a situação, ele se depara com um território de ocupação humana caótica e repleta de conflitos. A história da cidade cruza seus passos, e através de seu teodolito, vê imagens do passado.
* “Nimuendajú” (Brasil-MG/Peru, 2025, 85 min) – Tania Anaya
Animação que conta a história de Curt Unckel, cientista social que viveu com povos indígenas por 40 anos. Batizado em 1906 pelos Guarani como Nimuendajú, ele dedicou sua vida ao estudo e compreensão de diferentes culturas, testemunhando a perseguição e expulsão dos indígenas de suas terras.
* “O Jardim de Maria” (Brasil-SP, 2025, 72 min) – Jade Rainho
Na periferia de São Paulo, Maria e sua família replantam uma Terra Indígena, transformando um antigo esgoto em sua aldeia. Enquanto lutam pela demarcação do território, a espiritualidade na natureza e a cultura Guarani fortalecem os guardiões dos últimos resquícios de Mata Atlântica, na maior cidade da América Latina.
Territórios e Memória / curtas-metragens
* “A Cachoeira” (Brasil-BA, 2025, 20 min) – Rayssa Coelho e Filipe Gama
A Cachoeira de Paulo Afonso, uma força da natureza no meio do sertão brasileiro, tem sua voz silenciada pelas demandas do progresso.
* “A Nave Que Nunca Pousa” (Brasil-PB, 2025, 15 min) – Ellen Morais
Uma nave paira sobre uma comunidade quilombola no sertão da Paraíba. Os moradores locais precisam lidar com as consequências desse acontecimento. Uma ficção científica documental nas terras de Aruanda.
* “A Pele do Ouro” (Brasil-RO, 2025, 15 min) – Marcela Ulhoa e Yare Perdomo
Por meio das memórias registradas em diários íntimos, escritos no coração da floresta amazônica, Patri revela a condição da mulher no garimpo, onde, assim como a terra, tudo é revirado e explorado.
* “A Tragédia da Lobo-guará” (Brasil-RJ, 2025, 19 min) – Kimberly Palermo / UFF
Após perder tudo o que tinha, uma sentimental Lobo-guará vaga pelo Brasil em busca de um novo lar.
* “Baixada: Nas Águas de Cubatão” (Brasil-SP, 2025, 17 min) – Renato de Castro FAAP
Cubatão, Vila dos Pescadores. Nos seus dias cíclicos, a pescadora Zilda busca uma forma de se desconectar com a hostilidade que sua comunidade tem passado com a violência aplicada por diferentes órgãos da cidade. Entre mudar sua vida para outro lugar e se manter resiliente onde foi criada, mais questionamentos surgirão quanto ao seu futuro no mundo e na pescaria.
* “Caldeirão” (Brasil-PI, 2025, 20 min) – Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira
Em um pequeno povoado, nas margens do Açude Caldeirão (Piripiri, PI), uma equipe de cinema para no emaranhado do tempo. Imagens de arquivo dos anos 1970 e registros de 2017 a 2024. O território marca uma paisagem-corpo, um arquivo vivo do interior do Brasil, que guarda mitos, memórias e saudade.
* “Floresta Cicatriz” (Brasil-RJ, 2025, 20 min) – Lian Gaia
Registro da Aldeia Marakanã, território pluriétnico localizado ao lado do Estádio do Maracanã, no coração do Rio de Janeiro, e símbolo da retomada indígena. Através dos sonhos e da trajetória de uma jovem indígena em busca de reconexão com sua identidade, o curta entrelaça memória, resistência e ancestralidade. Alternando testemunhos com performances que evocam corpo, terra e coletivo, o filme revela as cicatrizes e a força de um movimento que há décadas resiste e refloresce na cidade.
* “Fronteriza” (Brasil-SP, 2025, 21 min) – Nay Mendl e Rosa Caldeira
Lucca, um jovem trans da periferia de São Paulo, viaja até o limite entre Brasil, Paraguai e Argentina em busca do pai que nunca conheceu. Lá conhece Diego, um paraguaio, que o apresenta os segredos da fronteira.
* “Grão” (Brasil-RS, 2026, 24 min) – Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa
Em um porto no extremo sul do Brasil, Leandro vive informalmente recolhendo a soja que foi extraviada durante o transporte. Mas a crise que acomete o país põe em risco seu sustento. Sem perspectivas, ele vaga com seu carro com o som no máximo. Noite adentro, ele parte em busca de companhia, mas nada sai como esperado.
* “Kakxop Pahok: As Crianças Cegas” (Brasil-MG, 2025, 17 min) – Cassiano Maxakali e Charles Bicalho
Um dia todos os homens da aldeia saíram para caçar. Dias, semanas e meses se passaram… E eles não retornaram. As mulheres da aldeia então trocaram seus filhos entre si, para não ficarem sem maridos, e passaram a viver uma nova vida. Porém, um dia os homens voltaram da caçada. E se depararam com um estado de coisas muito diferente daquele que haviam deixado. Falado no idioma Maxakali e ilustrado pelos moradores da Aldeia Escola Floresta no município de Teófilo Otoni (MG), o filme se baseia em história tradicional do povo Maxakali (Tikmû´ûn).
* “Lomba do Pinheiro” (Brasil-RS, 2025, 19 min) – Iuri Minfroy
Na aldeia kaingang Fag Nhin, Nelson divide seu tempo entre as aulas na escola e os treinos do time de futebol feminino. Sybelly quer contar a história de sua aldeia com uma câmera. A apreensão aumenta com os crescentes casos de avistamentos da sombria figura de um lobisomem que rondaria a comunidade.
* “Maira Porongyta – O Aviso do Céu” (Brasil-RJ-MT, 2025, 20 min) – Kujãesage Kaiabi
Itaarió, criador do mundo, é o mais poderoso entre os Mait, os deuses do povo Kaiabi. Ele convoca os outros Mait para uma reunião no céu, onde transmite um aviso inquietante.
* “O Mapa em que Estão Meus Pés” (Brasil-AL, 2025, 14 min) – Luciano Pedro Jr
Sebastião decide plantar seu coração no lugar em que ele nasceu.
* “O Ponto do Mel” (Brasil-PB, 2025, 22 min) – Mirian Oliveira e Pedro Lessa
O filme acompanha o ciclo de vida e transformação da cana-de-açúcar desde a colheita, processo de moagem e fervura, que culmina na obtenção dos pontos de mel. O filme se interessa pelo caráter histórico e os modos de vida comunitária em um território rural do alto sertão paraibano. É um registro dos conhecimentos dos trabalhadores do Engenho do Silva por meio de experimentações sonoras e pontuações cômicas.
* “Ontem Lembrei de Minha Mãe”
(Brasil-PR, 2025, 23 min) – Leandro Afonso
Um episódio da infância retorna à memória de um homem sem-terra.
* “Ponto Cego” (Brasil-CE, 2025, 21 min) – Luciana Vieira e Marcel Beltrán
Marta é engenheira responsável pelas câmeras de segurança do porto de Fortaleza, um ambiente onde mulheres silenciadas convivem com o anonimato e o desprezo. Mas Marta está pronta para romper o silêncio.
* “Praia dos Milagres” (Brasil-PE, 2026, 11 min) – Rita Carelli e Laura Mansur
Um dia na praia dos Milagres, Olinda, Pernambuco, Brasil.
* “Replikka” (Brasil-MT-PR-RJ, 2025, 16 min) – Piratá Waurá e Heloisa Passos
O filme nos convida a refletir sobre a sabedoria ancestral dos povos Indígenas no Brasil e a urgência em respeitar e proteger seus territórios, cultura e memórias. No filme, tecnologia e sabedoria indígena nos levam a embarcar numa jornada espiritual e meditativa sobre memória, identidade, perda e renascimento. A resiliência do povo Wauja do Xingu, diante da destruição de sua história, é prova de que a força da ancestralidade atemporal jamais pode ser apagada.
* “Uma Menina, Um Rio” (Brasil-SP, 2025, 8 min) – Renata Martins Alvarez
Seguindo o fluxo de um rio, uma menina inicia sua jornada de descobertas. A cada passo, o curso do rio reflete sua própria transformação: da infância à adolescência, da juventude à maturidade. Ao final do percurso, entrega-se ao oceano, ciente de que o mar é o destino de todas as coisas.
Concurso Curta Ecofalante
* “Além do Marco: Direitos Indígenas em Jogo” (Brasil-SP, 2024, 17 min) – Cássia Fernandes / FIAM-FAAM
O filme acompanha a luta incansável do povo Guarani pela defesa de seu território no Jaraguá, o menor pedaço de terra indígena demarcada no Brasil. Cercados por especulações imobiliárias e alvo constante de repressão policial e política, os Guaranis resistem em meio à pressão da tese do marco temporal, que mais uma vez volta à mesa de discussão judicial. O documentário revela como essa batalha territorial se desenrola em São Paulo, uma metrópole erguida sobre terras indígenas, onde o passado e o presente colidem de forma dramática. Ao dar voz aos Guaranis e expor a realidade de uma aldeia urbana sufocada pelo concreto da cidade, o filme traz à tona a resiliência de um povo que luta para manter vivo seu direito ancestral e territorial.
* “Alucine Olinda” (Brasil-PE, 2026, 20 min) – Igor Luiz Ribeiro / Uniaeso
Em meio à brisa das águas do mar e às ladeiras de uma cidade histórica, um prédio emblemático sucumbe em suas próprias ruínas. Inaugurado ainda na primeira década do século 20, o Cine Olinda, que fica localizado na entrada da cidade, já passou por metamorfoses. Hoje, esse cinema é cenário para um verdadeiro filme de horror, com uma estrutura decadente, que reflete diretamente o atual estado da cidade.
* “Ambivalência” (Brasil-RJ, 2025, 11 min) – Natacha Maria Oliveira / EBAC
Enquanto aguarda ser chamada para sua consulta em uma sala de espera, Lia, uma paciente psiquiátrica, quer ir embora e desistir de seu tratamento. Mas Maria, sua acompanhante, está disposta a fazer com que ela continue.
* “Av. São João, 588” (Brasil-SP, 2024, 17 min) – Bruna Resende e Matheus Barbosa / Senac
“Nenhuma mulher sem casa.” A frase que guia a luta de Antônia Nascimento ecoa pelos corredores de um edifício que, antes abandonado, hoje se tornou um símbolo de resistência. Coordenadora da Frente de Luta por Moradia (FLM) e ativista há mais de 25 anos, Antônia lidera a transformação de prédios ociosos, sem função social, em lares. O filme narra, sob sua perspectiva, a luta das mulheres pelo direito a uma moradia digna em São Paulo, revelando os desafios, a força e a esperança de quem, com coragem e união, transforma concreto em lar e pertencimento.
* “Chica Machado – Rainha de Goyaz” (Brasil-GO, 2025, 19 min) – Renata Rosa Franco / UFG
O filme traz as memórias e as narrativas produzidas sobre Chica Machado, mulher negra que chegou escravizada em Goiás por volta de 1750, no último período de exploração do ouro. Protagonizou vários feitos que são lembrados há quase 300 anos na oralidade da população do norte do Estado, especialmente no povoado de Cocal, distrito de Niquelândia.
* “Da Aldeia à Universidade” (Brasil-TO, 2025, 16 min) – Leandro de Alcântara e Túlio de Melo / UFT
O filme fala das experiências e conflitos culturais dos indígenas Srowasde Xerente e Krtadi Xerente ao saírem da aldeia em busca de formação universitária.
* “Desfem” (Brasil-SP, 2025, 15 min) – Manoella Fernandes e Polyana Santos / Oficinas Querô
O filme questiona a feminilidade a partir do olhar de duas mulheres Desfem, que compartilham suas vivências e estigmas enfrentados em sociedade pelo modo de se vestirem.
* “Diálogo Bulbul” (Brasil-RJ, 2025, 8 min) – Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos / Oficina Lanterna Mágica
A partir de arquivos, por meio da força coletiva de invenção e resistência, evocando a potência criativa do povo preto, o filme convoca memórias sonoras e visuais para construir um remix insurgente.
* “Filme-Copacabana” (Brasil-RJ, 2025, 12 min) – Sofia Leão / UFRJ
Uma jovem abre uma cadeira de praia em uma calçada movimentada de Copacabana e, como se estivesse diante de uma tela de cinema, assiste o que está a sua frente: uma sinfonia urbana tropical.
* “Mares de Sabedoria” (Brasil-PE, 2025, 13 min) – Alunos do Clube Mares de Sabedoria / UFPE
Em Porto de Galinhas (PE), estudantes oriundos de famílias da pesca artesanal participam de um processo de realização audiovisual no qual passam a narrar suas tradições familiares. A partir do cotidiano, do território e dos saberes ligados às águas, o documentário acompanha como esses conhecimentos são transmitidos de geração em geração e reflete sobre a importância de sua valorização e inserção no contexto escolar.
* “Mestrinhos” (Brasil-SE, 2025, 14 min) – Lwidge de Oliveira / UFS
Os guardiães dos Saberes e Fazeres e das Artes e Cultura Popular na Universidade Federal de Sergipe são carinhosamente chamados de nossos queridos “Mestrinhos”. O saber ancestral, as práticas tradicionais e as atividades artísticas dos Mestres da Cultura sergipanos são formalmente reconhecidos no meio acadêmico por intermédio do Mérito Universitário Especial. O filme conta um pouco dessa história ao longo dos anos, trazendo os Mestrinhos para centralidade.
* “Mukondo, da Vida Após a Morte, Maria de Silú” (Brasil-BA, 2025, 19 min) – Fernanda Souza / UFBA
O filme revela a importância dos rituais fúnebres no Candomblé e a forma como essa tradição compreende a morte como continuidade da vida. Inspirado na memória de Maria de Silú, Mameto do Nzazi Kavuungo, o filme mostra como a morte representa uma ideia de renascimento para as comunidades praticantes das religiões afro-brasileiras.
* “Nioladi: Como Resiste a Língua Kadiwéu?” (Brasil-MS, 2025, 13 min) – Ana Beatriz Leal / UFMS
Como resiste uma língua ancestral ao tempo, às rupturas históricas e às pressões externas? Na Reserva Indígena Kadiwéu, em Mato Grosso do Sul, permanece viva a única língua polissintética falada no Brasil, marcada por diferenciações na fala de homens e mulheres. O Kadiwéu carrega em sua estrutura a história, a identidade e a visão de mundo de seu povo. A partir da escuta de professores, estudantes, lideranças e anciãos, o documentário acompanha o cotidiano de ensino e uso da língua na escola, na família e na memória coletiva. Mais do que um meio de comunicação, a língua Kadiwéu se revela como instrumento de resistência cultural e evidencia o papel das novas gerações na preservação desse patrimônio imaterial.
* “O Que as Formigas me Contaram” (Brasil-GO, 2026, 8 min) – Marcus Vinicius Diniz / UEG
Entre o micro e o macro, a coreografia é a mesma. O filme traça um paralelo visual entre a organização social das formigas e o cotidiano dos operários da construção civil, revelando a força coletiva e a invisibilidade de quem carrega o peso do mundo nas costas.
* “Rio Mãe (面纱之河)” (Brasil-SP, 2025, 11 min) – Cristina Neves / USP
Em Xinjiang, no Noroeste da China, um rio subterrâneo leva vida em meio ao deserto para o povo uigur. Construção milenar cuja as águas fluem das profundezas da terra até os verdes campos de uvas, o Karez é conhecido pelos que dele usufruem como Rio Mãe.
* “Saber Brincar” (Brasil-CE, 2024, 15 min) – Leticia Diniz / UFC
Um filme sobre o encanto de ser criança no coração do Cariri. O documentário, mergulha nas cores, nos ritos e nas tradições das crianças, que com suas brincadeiras mantêm vivas as raízes que florescem nos grupos de cultura popular, celebrando a infância, o lúdico e a tradição que molda o futuro.
* “Ser Cria” (Brasil-RJ, 2025, 9 min) – Marco Aurélio Correa / UERJ
Entre a zoeira e o papo reto a Tropa inteligente lança mais uma braba audiovisual, agora passando a visão sobre o que é ser cria. A turma 1205 de 2023 da Escola Municipal Maria de Cerqueira (Manguinhos, Rio de Janeiro) solta o verbo, larga o riso e mete dancinha para nos contar o que faz uma criança ser cria.
* “Trago Seu Amor de Volta” (Brasil-SP, 2026, 18 min) – Raíssa Anjos / USP
Raimunda e Cora procuram por um destinatário desconhecido: o antigo amor da falecida mãe de Raimunda, para quem ela escreveu cartas que nunca foram enviadas. Melhores amigas, as duas projetam luto, solidão, amor e frustrações nas palavras das cartas perdidas; Raimunda sente pela mãe, enquanto Cora sente pelo pai.
* “Um Gosto Assim” (Brasil-DF, 2026, 20 min) – Helena Versiani / UnB
Meses após a morte de seu pai e entre noitadas com diferentes mulheres, Laura se dedica a organizar as coisas que ele deixou. Inácio era um homem reservado, colecionador de livros e cacarecos digitais. Num blog mantido em segredo, ela descobre que Inácio teve uma relação com outro homem no fim da vida. Ela busca então se reconciliar com a figura do pai.
* “Um Pé de Caju” (Brasil-MA, 2025, 22 min) – Pablo Monteiro e Cadu Marques / UFMA
Passado e presente tecem memórias de tradição. Entre histórias vividas e histórias contadas, Cajueiro, comunidade quilombola do município de Alcântara (MA), desapropriada de seu primeiro território em 1980 – devido a expansão do Centro de Lançamento de Alcântara – se reterritorializa cotidianamente através da transmissão do conhecimento educacional quilombola.
