18º In-Edit Brasil leva programação online para todo o país em parceria com Itaú Cultural Play, Sesc Digital e Spcine Play
De 18 de junho a 1º de julho, festival disponibiliza gratuitamente um recorte de sua programação nas plataformas digitais
O 18º In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical amplia seu alcance para espectadores de todo o país com uma programação especial, disponível gratuitamente entre os dias 18 de junho e 1º de julho. Em parceria com as plataformas Itaú Cultural Play, Sesc Digital e Spcine Play, o festival apresenta um recorte de títulos exibidos nesta edição, permitindo que o público acompanhe parte da programação sem sair de casa.
Na plataforma Itaú Cultural Play, estarão disponíveis os documentários O Cravista; Canto da Gente – Um Filme Sobre os Tápes; Não Quero Ser Capeta, Não; O Carnaval é de Pelé; e Uma Orquestra no Contrabaixo. As produções abordam diferentes personagens, manifestações culturais e trajetórias musicais brasileiras, ampliando o panorama apresentado pelo festival.
O Sesc Digital recebe os títulos Eletronica:Mentes; Half Moon; Ary; Arthur, O Grande, reunindo obras inéditas e que já foram exibidas em outras edições do festival, que exploram universos sonoros diversos, entre a música eletrônica, a canção popular e narrativas biográficas marcadas pela força criativa de seus protagonistas.
Já a Spcine Play disponibiliza os documentários Hip Hop Caboclo; Gritos de Agonia; Batuques de Fêra; Bira Rasta; Duque de Caxias – O Albergue do Rock; Nação Hip Hop; Ressonâncias; e Silêncio na Boiada. A seleção destaca produções inéditas voltadas às múltiplas identidades que compõem a cena musical brasileira contemporânea.
O IN-EDIT BRASIL 2026 é uma realização da In Brasil Cultural; do Ministério da Cultura/Governo Federal, através da Lei Rouanet; do Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas; e do Sesc São Paulo. O evento conta com patrocínio do Itaú Unibanco e da Spcine e a parceria da Cinemateca Brasileira (Sociedade Amigos da Cinemateca). O festival nasceu em Barcelona, na Espanha, em 2003, e acontece no Brasil desde 2009. Outros países, como Chile, Grécia, México, Países Baixos e Uruguai, também realizam edições do festival.
Toda a programação está disponível no site:www.in-edit-brasil.com
Serviço
18º In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical
de 17 a 28 de junho, em São Paulo
Plataformas Digitais – Brasil:
Itaú Cultural Play (IC Play): itauculturalplay.com.br
Sesc Digital: sescsp.org.br/inedit
Spcine Play: spcineplay.com.br
SINOPSES DOS FILMES _ PROGRAMAÇÃO ONLINE
ITAÚ CULTURAL PLAY
O Cravista
Luiz Eduardo Ozório | Brasil | 2025 | 104′
Roberto Regina é um senhor de 97 anos muito bem-humorado, que conta sua trajetória musical com perspicácia e discorre prazerosamente sobre seu instrumento, o cravo.
Entre lembranças íntimas e grandes realizações, o artista reflete sobre o legado pioneiro que construiu ao introduzir instrumentos de época na música erudita tocada no Brasil, enquanto enfrentava os desafios impostos pelo preconceito e pela resistência às mudanças. Uma jornada sensível sobre legado, arte, tempo e a coragem de romper barreiras. (Première nacional)
Canto Da Gente – Um Filme Sobre Os Tápes
Matheus Borges | Brasil | 2025 | 77′
O grupo Os Tápes foi fundado em 1971 na pequena cidade de Tapes, no Rio Grande do Sul. Em 1975, o grupo lançou o clássico LP “Canto da Gente”, pela gravadora Marcus Pereira. Funcionando como uma cooperativa, a banda construía suas canções a partir das vozes de grupos marginalizados: peões de estância, trabalhadores rurais, povos indígenas e populações negras. Em plena ditadura militar, essa proposta estética carregava também uma forte dimensão política.
No filme, a trajetória dos Tápes é reconstruída por seus integrantes e colaboradores, que revisitam a história e o impacto cultural do grupo. (Première nacional)
Não Quero Ser Capeta, Não!
Duna Dias e Leonardo Augusto | 2024 | 30′
Misturando documentário e ficção, o filme conta sobre a lenda do Capeta do Vilarinho, misterioso personagem que arriscava uns passos de dança nos bailes das Quadras do Vilarinho, na periferia de Belo Horizonte.
O Carnaval É De Pelé
Daniele Leite e Lucas Santos | Brasil | 2025 | 21′
Pelé, um enfermeiro aposentado, relembra seus momentos como Mateus, personagem do centenário grupo Boi Tira-Teima, no interior de Alagoas. Enquanto costura o boi que dará vida ao folguedo, ele também costura suas memórias, revivendo experiências como brincante e carnavalesco.
Uma Orquestra No Contrabaixo
Sergio Sbragia | Brasil | 2025 | 25′
Durante o enterro de seu pai, o diretor Sergio Sbragia descobre que o velho contrabaixo de seu pai guarda um segredo: ele traz em seu tampo as assinaturas de todos os membros da Orquestra Sinfônica Municipal do Rio de Janeiro, nos anos 1950. A partir daí, vemos as histórias de uma geração de mestres da música sinfônica brasileira – imigrantes que vieram para o Brasil em consequência da II Guerra Mundial.
SESC DIGITAL
Eletronica:mentes
Dácio Pinheiro, Denis Giacobelis, Paulo Beto | Brasil | 2019 | 75′
Uma profunda investigação sobre o desenvolvimento da música eletrônica no Brasil e seus rumos.
Já nos anos 1960, os pioneiros Jocy de Oliveira e Jorge Antunes já faziam seus primeiros experimentos no universo eletrônico. Ao longo das décadas, o avanço tecnológico barateou o acesso a equipamentos e ampliou horizontes, em que gerações de novos artistas buscam possibilidades inéditas de interpretação.
Half Moon
Frank Scheffer | Holanda | 2025 | 91′
A eclosão da guerra na Síria, em 2011, impediu o clarinetista Kinan Azmeh de retornar para casa, dando início a uma jornada íntima sobre o poder transformador da arte. Sua música — entre a música clássica, o jazz e a world music — atravessa as camadas da identidade no exílio e se entrelaça com marcos pessoais, como a paternidade. Ao lado de outros artistas deslocados, ele reconstrói em som a memória de um país fragmentado, em uma ode delicada às perdas e à permanência do afeto.
Half Moon é a terceira peça da tetralogia de Scheffer sobre o desaparecimento das tradições culturais e se sustenta pela força de cada história individual e pelos momentos musicais que a atravessam.
Ary
André Weller | Brasil | 2025 | 71′
Misturando ficção e imagens de arquivos raras, Ary Barroso conta, através da voz de Lima Duarte, sua vida, desde a infância em Minas Gerais até os dias de glória no Rio de Janeiro.
Passando pela parceria com os estúdios Disney, campos de futebol e encontros com personagens importantes na vida cultural brasileira, como Carmen Miranda, o resultado é um ensaio cinematográfico íntimo sobre a mente criativa do homem que inventou o Brasil Brasileiro.
Arthur, O Gigante

Ivan de Angelis | Brasil | 2025 | 98′
Arthur Maia foi um dos gigantes do contrabaixo no Brasil. Acompanhando artistas como Gilberto Gil, Djavan, Lulu Santos e Ney Matogrosso, Arthur se destacou desde cedo no cenário musical e fez com que o instrumento se tornasse um protagonista nos palcos e estúdios.
Com depoimentos de grandes músicos, amigos e familiares, a trajetória deste exímio instrumentista é celebrada nesta homenagem. (Première nacional)
SPCINE PLAY
Hip Hop Caboclo
João Nascimento | Brasil | 2025 | 77′
Road movie em que Gaspar Z’África e o diretor João Nascimento partem em direção às regiões Norte e Nordeste do país, realizando uma investigação poética que une a cultura popular brasileira ao hip-hop.
A partir de encontros com mestres e mestras, o filme revela as raízes, os fluxos e as reinvenções das sonoridades que atravessam o país, misturando ritmos de matrizes africanas e indígenas, cordel, embolada, ladainhas e cantorias. (Première nacional)
Gritos De Agonia – Uma História Do Movimento Punk Hardcore Em Belém Do Pará
Márcio Crux | Brasil | 2025 107′
Marcada por fortes contrastes sociais, Belém muitas vezes se revela uma cidade dura e implacável. Num cenário que oferece poucas perspectivas de futuro, um movimento de resistência ocupa ruas, praças e palafitas, enfrentando o provincianismo, a decadência e o abandono, enquanto ecoam gritos de agonia e desespero.
A partir do diálogo entre o contexto histórico e a relação desse movimento com a cidade, o filme reúne depoimentos e valioso material de arquivo para contar mais de 40 anos da cena punk hardcore na capital do Pará.
Batuque Da Fêra
Uyatã Rayra e Pedro Patrocínio | Brasil | 2025 | 23′
À procura do Batuque Perfeito, o mestre Bel da Bonita se depara com o Samba Rural de Feira de Santana-BA. Entre triângulos, tambores e pés-de-bode, seu trajeto revela uma cidade diversa e peculiar, no Portal do Sertão Nordestino
Bira Rasta, Eu Sou A Onda
Gregori Bastos | Brasil | 2026 | 25′
Ubirajara Nascimento da Silva, o Bira Rasta, foi um dos principais nomes do reggae no Rio de Janeiro. Do violão escondido na infância ao reggae militante e combativo da Baixada Fluminense, o filme traça sua vida, música e legado, revelando o homem por trás do carisma e da mensagem: “Eu não tiro onda, eu sou a onda”.
Duque de Caxias, o Albergue Do Rock
Guilherme Zani | Brasil | 2025 | 21′
Entre amplificadores e depoimentos de coração aberto, o documentário revela como uma casa em Duque de Caxias, na baixada fluminense, se tornou um refúgio para bandas de metal de todo o Brasil, construindo uma rede de solidariedade que transcende os acordes pesados.
Nação Hip Hop: Cultura De Rua
Laia Orisa | Brasil | 2025 | 16′
“Nação Hip Hop” foi o primeiro programa da TV aberta no Brasil dedicado ao gênero. Veiculado pela TV Cultura e pela Band de Florianópolis, impactou milhões de espectadores, fomentando a cena local.
Ressonâncias
Ana Amélia Arantes | Brasil | 2025 | 25′
A educadora musical Berenice Menegale foi uma das criadoras da Fundação Artística de Belo Horizonte. Aos 90 anos de idade e ainda na ativa, ela mantém seus olhos no futuro e continua difundindo os ideais de liberdade, renovação e direito universal à arte, assimilados por ela desde a infância.
Silêncio Na Boiada
Luiza Fernandes | Brasil | 2025 | 20′
Quilombo Liberdade, São Luís (MA). Aqui, vemos como o Bumba Meu Boi da Floresta de Mestre Apolônio atravessou os momentos de silêncio, isolamento e mortes provocadas pela pandemia do COVID-19. Apesar deste cenário, o Boi da Floresta encontrou formas de dar continuidade e atualizar as tradições, e garantir a sobrevivência de seus brincantes durante a maior crise sanitária mundial dos últimos cem anos.
