Aldeia Nagô
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3ª Mostra Etnomídia Indígena transforma o MAC_Bahia em espaço de diálogo entre arte, ancestralidade e memória

6 - 8 minutos de leituraModo Leitura

O evento reúne obras, publicações, atividades formativas e artistas de diferentes povos originários em programação gratuita

O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia), vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), recebe, de 9 de julho a 9 de agosto, a 3ª Mostra Etnomídia Indígena – Festival de Impressos Indígenas. Com abertura nesta quinta-feira (9), às 16h, e entrada gratuita, o evento reúne artistas, escritores e pesquisadores indígenas de diferentes povos originários em uma programação que integra exposição, feira de impressos, atividades formativas e encontros voltados à valorização da produção artística indígena contemporânea.

Realizada em formato de feira-festival, a mostra apresenta obras que transitam entre as artes visuais, a literatura, a moda e diferentes linguagens impressas, compreendidas como expressões de memória, identidade, território e saberes ancestrais. A iniciativa também amplia o diálogo entre o público e as múltiplas formas de produção cultural dos povos indígenas no Brasil.

Entre os destaques da exposição está o painel “Jegua Marangatu” (Grafismo Sagrado), criação coletiva dos artistas Miguela Moura, do povo Guarani, e Edson Benites (Jepa Filho). Desenvolvida a convite da coordenadora-geral do evento Naine Terena e do curador Gustavo Caboco, a obra reúne grafismos sagrados que evocam ancestralidade, sabedoria e fortalecimento dos encontros, propondo ao visitante uma aproximação com formas de comunicação e expressão transmitidas entre gerações.

Para Miguela Moura, a presença da arte indígena em museus contribui para ampliar o reconhecimento dessas produções como formas de linguagem e conhecimento.

“Acredito muito que, cada vez mais, os espaços artísticos, como as galerias e os museus, incorporem essa responsabilidade de apresentar a arte indígena como uma forma de linguagem. A escolha do grafismo é justamente tentar inverter essa impressão de que as visualidades, a imagem, não transmitem dizeres. Muitas vezes, trata-se daquilo que não se diz com a boca”, afirma.

Expografia inspirada na organização de uma aldeia

Além das obras, a própria concepção expográfica propõe uma experiência imersiva. Desenvolvido por Libério Uiagumeareu, Naine Terena e Gustavo Caboco, o projeto adapta a arquitetura do museu para refletir a organização social e geográfica de uma aldeia do povo Boe Bororo, aproximando o público da cosmologia e das formas de organização dos povos originários.

O espaço central de convivência entre indígenas e não indígenas, denominado Pa Muga,traduz para o ambiente museológico aspectos dessa cosmologia. Mais do que um recurso expográfico, a proposta reforça o diálogo intercultural que permeia toda a mostra e convida o visitante a estabelecer novas formas de relação com as narrativas e produções indígenas contemporâneas.

Programação

Além da exposição, a 3ª Mostra Etnomídia Indígena oferece uma programação gratuita de atividades formativas voltadas a artistas, pesquisadores, estudantes e ao público em geral.

A abertura, nesta quinta-feira,  contará com um bate-papo entre os artistas e escritores indígenas Thiago Tupinambá e Libério Boe, com mediação de Naine Terena, abordando arte, identidade e produção cultural indígena.

Na sexta-feira (10), das 15h às 18h, será realizada a oficina “Comunicação para Vendas e Posicionamento de Produtos Indígenas”, ministrada pelo jornalista da TVE Bahia e CEO da Recôncavo das Plantas, Jhonatã Gabriel.

No sábado (11), das 13h às 15h, Gustavo Caboco e Jocelino Tupinikim conduzem a atividade “Precificação de Obras Indígenas”. Em seguida, das 15h20 às 17h20, João Victor Guimarães ministra o aulão “Em prol da permanência: uma reflexão sobre mercado para obras literárias e artes indígenas”.

As atividades são gratuitas, mediante inscrição prévia por formulário eletrônico no link https://encurtador.com.br/JeDo , disponível também na bio do perfil oficial do MAC_Bahia, no Instagram.

A programação inclui ainda visitas mediadas à Ocupação ORIGEM,nos dias 11 e 12 de julho, sempre às 16h, proporcionando ao público uma aproximação com o projeto expositivo e seus processos curatoriais.

Confira a programação completa dos museus do IPAC:

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DA BAHIA (MAC_BAHIA)

Terça a domingo, das 10h às 18h

Exposições em cartaz:  

  • Ocupação ORIGEM 
  • MURO | Galeria de Arte Urbana 
  • Mostra do Artesanato e da Arte Contemporânea Indígena 
  • Sob o mesmo céu (Cocares)
  • 3ª Mostra Etnomídia Indígena

08.07 (Quinta-feira)

  • 16h – Abertura da 3ª Mostra Etnomídia Indígena / Ocupação ORIGEM  

Bate-papo de abertura: encontro entre artistas e escritores indígenas com Thiago Tupinambá e Liberio Boe –  Mediação de Naine Terena 

09.07 (Sexta-feira)

Atividade Formativa – 3ª  Mostra Etnomídia Indígena / Ocupação ORIGEM  

  • 15h às 18h – Comunicação para vendas e posicionamento de produtos indígenas 

Facilitador: Jhonatã Gabriel (Jornalista da TVE-BA e CEO do Recôncavo das Plantas) 

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScdFsVOLrlUHT1ayvhrs0ym7S7U4Nv7zw2ug28GoSlm2xR9TA/formResponse 

11.07 (Sábado)

  • 14h às 18h  – Instalação Imersiva: MamíFERAS Vulcânicas: Fabular com a Terra 
  • 15h – Clube do Livro Desassossego apresenta ”A vida Não é Útil” de Ailton Krenak 

Atividade Formativa – 3ª  Mostra Etnomídia Indígena / Ocupação ORIGEM  

  • 13h às 15h – Precificação de Obras Indígena com Gustavo Caboco e Jocelino Tupinikim liderança indígena e Centro Cultural Tupinikim Ka’arondarapé

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScdFsVOLrlUHT1ayvhrs0ym7S7U4Nv7zw2ug28GoSlm2xR9TA/formResponse 

  • 15h20 às 17h20 – Em prol da permanência: uma reflexão sobre mercado para obras literárias e artes indígenas, com João Victor Guimarães, crítico de arte visuais, pesquisador e curador independente. 

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScdFsVOLrlUHT1ayvhrs0ym7S7U4Nv7zw2ug28GoSlm2xR9TA/formResponse 

  • 16h – Visita mediada à Ocupação ORIGEM. Ponto de encontro: mini rampa de skate. 

12.07   (Domingo)

  • 16h – Visita mediada à Ocupação ORIGEM. Ponto de encontro: mini rampa de skate. 

MUSEU DE ARTE DA BAHIA (MAB)

Terça a domingo, das 10h às 18h

Exposições em cartaz:

  • Carybé e o Povo da Bahia;
  • ”Tradição e invenção”;
  • ”A arte de Presciliano Silva”;
  • ”A pintura de Manoel Lopes Rodrigues”.
  • Iramaia e o Encontro das Águas 
  • Mundo Zira – Ziraldo Interativo (*Retirar ingresso, gratuitamente, no site do Banco do Brasil – bb.com.br/cultura – ou no local)

Sala CurtaMab

  • “Vitória: Um Corredor de Histórias”, 29 min. 
  • Mostra Infantil do Acervo Mirá

08.07  (Quarta-feira) 

  • 19h – EMUS no MAB – PPGPROM – UFBA – GRATUITO

09.07 (Quinta-feira) 

  • 08h – Feira Agroecológico  

11.07  (Sábado) 

  • 11h às 20h – Feira Vegana  

12.07 (Domingo) 

  • 11h às 20h – Feira Vegana  

MUSEU DE ARTE MODERNA DA BAHIA (MAM-BA)

Terça a domingo, das 10h às 18h

Exposições em cartaz:

  • SMETAK
  • Colação de Arte Popular Lina Bo Bardi 

EDUCATIVO EM MOVIMENTO:

08.07 (Quarta-feira)

  • 16h às 18h – Vendo à Venda –  Iêda Oliveira – Instalação/Performance – Pátio Lina

09.07 (Quinta-feira)

  • 16h às 18h – Vendo à Venda –  Iêda Oliveira – Instalação/Performance – Pátio Lina

10.07 (Sexta-feira)

  • 16h às 18h – Vendo à Venda–  Iêda Oliveira – Instalação/Performance – Pátio Lina

11.07 (Sábado)

  • 15h às 17h – Pró – Reitoria Extensão – Espaço das Arcadas 
  • 16h às 18h – Vendo à Venda –  Iêda Oliveira – Instalação/Performance – Pátio Lina

12.07 (Domingo)

  • 16h às 18h – VENDO A VENDA –  Iêda Oliveira – Instalação/Performance – Pátio Lina 

Outros Projetos – Eventos Independentes

JAM NO MAM

11.07  (Sábado)

  • 18h – JAM NO MAM – Praça Letieres Leite   

CINE MAM 

 http//saladearte.art.br/

719981992833

@saladearte_oficial 

MUSEU DO RECÔNCAVO WANDERLEY PINHO 

Quarta a domingo, das 09h30 às 17h30 (área externa) e 9h30 às 16h30 (área das exposições)

Espaços expositivos:

  • História: Linha do tempo
  • Núcleo dos Povos Originários
  • Núcleo dos Povos Escravizados
  • Núcleo Doméstico
  • Núcleo do Trabalho
  • Núcleo da Memória ou Vergonha
  • Cine Museu: Documentário ENCRUZILHADA de Pola Ribeiro
  • Capela

Exposições em cartaz:

  • Exposição Encruzilhada (1º andar)
  • Exposição Fragmentos da Memória (Arquivo Público da Bahia)
  • OUNJE ORISÁ – Comida de Orixá, de André Fernandes

PARQUE HISTÓRICO CASTRO ALVES (PHCA)

Terça a domingo, das 9h às 17h

Exposições fixas:

  • Acervo do PHCA
  • A Casa Sertaneja
  • Sertões de Hansen Bahia

Mediante marcação prévia:

  • Visita ao Museu, jardins, fonte, nascentes, biblioteca e trilhas ecológicas

MEMORIAL DAS MATRIARCAS ODÉ KAYODÊ

Terça a sábado, das 9h às 17h 

Espaços expositivos:

  • Sala de fotografias
  • Linha do Tempo, com objetos sagrados vinculados à Mãe Stela de Oxóssi
  • Sala de vídeo
  • Sala Xirê digital (criação do VJ Gabiru)
  • Área externa: canteiro com folhas sagradas do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá e um mural da artista Nila Carneiro. 

Por Alexa Santa Rosa 

Fotos: Divulgação 

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