Aldeia Nagô
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Espetáculo Nasceu, de Clara Romariz, estreia em março no Teatro Martim Gonçalves

3 minutos de leituraModo Leitura

Peça marca a formatura de Clara no bacharelado em direção teatral da UFBA

Com a proposta de um teatro visual, físico e extremamente poético, “Nasceu” parte da imagem de uma serpente sendo assassinada a duras pauladas por uma mulher prenha. Com texto lírico, assinado por Clara Romariz, a peça marca a formatura de Clara no bacharelado em direção teatral da UFBA e fica em cartaz gratuitamente no Teatro Martim Gonçalves nos dias 14, 15, 16 e 21, 22, 23 de março sempre às 19h. “Nasceu” aborda o princípio da vida: gênese de uma ideia, de uma obra de arte, de uma diretora, de um ser-humano, de uma leoa. E aqui não se trata de “gênese” em oposição a “morte”, já que fim e início estão conectados de forma espiralar. Fim de um ciclo, início de outro. Fim de uma fruta, início de uma semente. Fim de um bicho, alimento para a terra que dará início a mais vida. Descascar da pele da cobra, uma nova configuração de serpente.

“Nasceu” trata do feminino, tema da pesquisa de Clara Romariz há alguns anos, saindo de um lugar único de compreensão deste ser-mulher, estereotipado, sempre em oposição. Santa ou puta, Eva ou Maria, a do instinto materno puro e imaculado ou a mãe que é sempre culpabilizada por tudo. Com um elenco formado por três atrizes e equipe majoritariamente feminina, “Nasceu” busca outras formas de mulheridade, muito mais vinculada à ancestralidade, ao lado animalesco desse dito instinto materno, um lado menos controlado por milênios de culpa cristã. Através de um texto poético e de uma encenação contemporânea, “Nasceu” questiona a representação do feminino propondo um novo olhar sobre as mulheres.

Clara Romariz é diretora, atriz e dramaturga, formada pela universidade livre do teatro vila velha, trabalhou no Vila por cinco anos tendo participado de diversos espetáculos, ora como atriz, ora como assistente de direção. Depois de sair do Vila, Clara entra em direção teatral na UFBA, tendo se aprofundado mais na dramaturgia e na direção. Escreveu diversos espetáculos como Gatunas, Do fundo ao fôlego – ecos de mulheres, Abismo, Rominho e Marieta, passeando por gêneros diversos, sem perder sua linguagem lírica e seu tema de pesquisa, o universo do feminino. Dirigiu Ifigênia Agamemnon Electra, Sonata, Varal (seu solo) e Do fundo ao fôlego – ecos de mulheres (sua pré-formatura em direção).

NASCEU

FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO, DRAMATURGIA, DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Clara Romariz

ORIENTAÇÃO: João Sanches

ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Alice Ciappa

ATRIZES: Amanda Cervilho, Daiane Martins, Nina Andrade

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Adrián Araújo, Roama

CENÁRIO: Elis Brito e Letícia Conde

FIGURINO, MAQUIAGEM E CABELOS: Diego Alcântara

COSTUREIRA: Saraí Reis

MÚSICA: Luciano Salvador Bahia

PREPARADOR VOCAL: Marcelo Jardim

DIREÇÃO DE MOVIMENTO: Alana Falcão

ILUMINAÇÃO: Diego Gonçalves

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Ana Paula Prado

SOCIAL MEDIA E FOTOGRAFIAS: Roama

ARTE GRÁFICA: Flor Menezes (FLIRAS)

SERVIÇO

ESPETÁCULO: NASCEU

ESTREIA: 14 de março (sexta)

TEMPORADA: 15, 16, 21, 22 e 23 de março de 2025 (sexta a domingo)

HORÁRIO: 19 horas

INGRESSO: Gratuito (retirada 1h antes de cada sessão na bilheteria do Teatro)

LOCAL: Teatro Martim Gonçalves

REALIZAÇÃO: UFBA, Escola de Teatro da UFBA

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