Com crescimento de 61%, Programa Estudantes nos Museus inicia edição 2026
Iniciativa do Governo da Bahia articula cultura e educação e amplia acesso de estudantes aos museus estaduais
A edição 2026 do Programa Estudantes nos Museus começou neste mês, com uma agenda contínua de visitas a equipamentos culturais administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), em Salvador e em Lauro de Freitas. A iniciativa, que em 2025 reuniu cerca de 17 mil estudantes, apresentando um crescimento de 61,09% em relação ao ano anterior, reforça o acesso à arte e ao patrimônio cultural no estado.
Promovido pela Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), por meio do IPAC, em parceria com a Secretaria da Educação (SEC) e a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), o programa busca integrar estudantes da rede estadual aos espaços culturais, ampliando as experiências de aprendizagem para além da sala de aula.
“Muitos alunos nunca estiveram em um espaço como esse, e estão levando uma experiência maravilhosa com o programa”, relatou Susana Quirino, professora de matemática do Colégio Estadual Desembargador Pedro Ribeiro, que acompanhou os alunos em equipamentos localizados no Centro Histórico.
Ao longo do mês, a programação envolve escolas de diferentes territórios da capital e da Região Metropolitana, com visitas a espaços como o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), o Museu de Arte da Bahia (MAB) e o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia), além de roteiros pelo Centro Histórico de Salvador, incluindo a Casa das Matriarcas Odé Kayodé.
A agenda mobiliza estudantes de bairros como Plataforma, Itapuã, Federação, Paripe, Cajazeiras, Boca do Rio e São Cristóvão, além de unidades de ensino de Lauro de Freitas, fortalecendo a articulação entre a rede estadual de ensino e os equipamentos culturais.
Lugar de aprendizado
As atividades são conduzidas por equipes educativas que propõem experiências para estimular o pensamento crítico, o diálogo e a aproximação com as práticas artísticas. É o que reforça a estudante do 3º ano do Ensino Médio, Aíssa Ferreira, “Pra mim é ótimo estar num lugar de aprendizado e fazendo várias atividades fora da sala de aula que auxiliam nossa formação”.
Iniciado em 2024, o Programa reúne cerca de 40 estudantes em cada visita para participar de ações que incluem mediações, oficinas e experiências imersivas, transformando o museu em uma extensão da sala de aula. Os alunos chegam no museu às 10h e retornam às 16h.
Com a retomada em 2026, o programa consolida-se como uma estratégia de formação de público e valorização dos museus como espaços de aprendizagem, contribuindo para a construção de repertórios culturais entre os estudantes baianos.
Por Raphael Suzart
Foto: Thales Albieri
