Novo livro do escritor Armando Avena decifra o impacto da inteligência artificial na arte, na cultura e na economia
“A Modernidade Caiu na Rede: a arte, a cultura e a economia no mundo da inteligência artificial” analisa como a IA está reconfigurando os pilares da criatividade e do mercado cultural contemporâneo
No próximo dia 23 de abril, o escritor e economista Armando Avena fará o lançamento do seu livro “A Modernidade Caiu na Rede: A arte, a cultura e a economia no mundo da inteligência artificial”, no Salvador Shopping, piso L1, na varanda do Amado Restaurante, a partir das 17 horas, com sessão de autógrafos.
A obra reúne uma série de textos lítero-sociais tendo como tema o domínio das redes sociais e da inteligência artificial. O autor faz uma indagação que perpassa o livro: Por que os homens aceitaram que um pequeno grupo de big techs se apropriasse do conhecimento acumulado da humanidade para lucrar com ele?
Em seu 12º livro, Armando Avena, que também é professor-doutor da Universidade Federal da Bahia e membro da Academia de Letras da Bahia, promete causar polêmica, pois sustenta que, da forma como foi imposta à sociedade, a inteligência artificial pode desestimular ou mesmo dar um fim à autoria.
Segundo Avena, algumas poucas empresas, chamadas de big techs, se apropriaram de todo o conhecimento humano acumulado durante séculos e o disponibilizam de acordo com os seus interesses financeiros e políticos. E isso tem impacto não só na produção de mercadorias, mas na produção social da arte e da cultura.
O livro começa abordando a contribuição do poeta Charles Baudelaire e do filósofo Karl Marx na análise das mudanças que ocorreram no mundo no século XIX e de como eles criaram o conceito de modernidade. A partir daí, Avena afirma que essa modernidade caiu na rede, e que hoje existe uma nova modernidade moldada pelas redes sociais e pela inteligência artificial.
“Se no século XIX, a vida se vivia nas fábricas de Londres e nos bulevares de Paris, hoje se vive nos feeds luminosos do Instagram e do TikTok”, diz Avena, acrescentando que essa nova modernidade está sendo regulada, cada vez mais, pela inteligência artificial.
A Modernidade Caiu na Rede é composto de textos, com tom literário, que passeiam pelas ideias de pensadores que estão atualmente analisando o impacto das redes sociais e da IA na sociedade, a exemplo de Byung-Chul Han, Christian Fuchs e Franco Berardi. São “fragmentos de crítica em tempo real” que fazem da análise crítica um exercício de literatura, diz a orelha da publicação.
No livro, será possível ver Dante Alighieri reunindo os pensadores liberais para discutir a ascensão da direita no século XXI. E Karl Marx dizendo que a inteligência artificial não é nenhuma novidade e que pode ser a mãe do socialismo.
Serviço:
A Modernidade Caiu na Rede – A arte, a cultura e a economia no mundo da Inteligência Artificial
Autor: Armando Avena
Editora: Caramurê
101 páginas
1ª edição / 2026
Formato: 15,5 x 23 cm
Idioma Português
Venda disponível na Amazon
Preço: R$ 68
ISBN: 978.85.94311.85.6
Lançamento:
“A Modernidade Caiu na Rede: A arte, a cultura e a economia no mundo da inteligência artificial”
Dia 23 de abril
Local: Varanda do Amado Restaurante do Salvador Shopping – Piso L1
Horário: a partir das 17 horas
Sobre o autor:
Armando Avena é economista, jornalista e escritor. Membro da Academia de Letras da Bahia, é professor-doutor pela UFBA – Universidade Federal da Bahia. É autor de 11 livros, com destaque para os romances: Luiza Mahin (Geração); Maria Madalena: O evangelho segundo Maria (Geração); Recôncavo (Versal) e o Afilhado de Gabo (Relume Dumará). Seu livro “O Manuscrito Secreto de Marx” (Ed. Casarão do Verbo) foi finalista do Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional em 2012. É professor da Ufba e assina coluna semanal no Jornal a Tarde de Salvador.
