Aldeia Nagô
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Programa de Residências do Teatro Vila Velha apresenta mostras de dança, teatro e cinema em colaboração com artistas do Brasil, Equador, Polônia e Portugal 

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Integrando nesta edição o projeto O Vila Ocupa o MAB, a iniciativa promove periodicamente atividades de formação, criação e intercâmbio entre artistas locais, nacionais e estrangeiros 

“Projeto Yanka Rudzka / Colheita” – dança 

O Programa de Residências do Teatro Vila Velha ativa mais ciclo de formação, troca e criação e nesta edição ocupa o Museu de Arte da Bahia. Em constante diálogo e experimentação, o Vila segue conectando saberes e fazeres artísticos dos quatro cantos do mundo, nas mais variadas vertentes e linguagens, reunindo agora artistas do Brasil, Equador,Polônia e Portugal.  Nesse fluxo contínuo, se retroalimenta mais uma vez em um intercâmbio iniciado em 2016 e idealizado por  Cristina Castro (Brasil) e  Joanna Leśnierowska (Polônia) e que agora gera mais um fruto: o “Projeto Yanka Rudzka / Colheita”. 

Tendo como ponto de partida o testemunho da diretora e coreógrafa Lia Robatto, a ação une artistas da dança e das artes visuais, como a dramaturga e coreógrafa Joanna Leśnierowska, a fotógrafa e artista visual Anna Zielińska e o dançarino e coreógrafo Neemias Santana. O grupo aposta em uma numa jornada de criação coletiva que une dança, pós-fotografia e vídeo, reafirmando a coreografia como um ato de cura e memória. O encontro sobre o processo será nesta sexta-feira, dia 15/05, às 17h, no Museu de Arte da Bahia. Entrada gratuita.  

” Ring The Bell, Please” – teatro

Retomando laços criativos e colaborativos com os artistas de países lusófonos, o Vila se une mais uma vez à dramaturgia portuguesa através da obra Além, as estrelas são a nossa casa de autoria de Abel Neves. A Companhia Teatro dos Novos (CTN), sob a direção da atriz Chica Carelli, propõe a encenação de 04 peças dessa obra a partir do agora, buscando nas palavras as urgências que atravessam o nosso tempo e os nossos corpos, assim como a poesia e o humor contidos no estranhamento de nosso cotidiano. No centro do trabalho: o ator e o texto.

O processo, realizado em imersão interna, promove o encontro entre a trajetória da CTN e o fôlego da cena soteropolitana, reafirmando o compromisso do Vila em manter a arte em estado constante de reinvenção, pesquisa e troca. Citando Abel Neves, “O teatro tem destas coisas: agrega humanidades”. No elenco, Ana Clara Veras, Clara Torres, Gabriela Wenzel, Hugo Bastos, Meniky Marla, Milena Nascimento e Ramon Gonçalves que também assina a trilha sonora. O resultado da residência será compartilhado com o público em uma apresentação única, no dia 24/05, às 16h, no auditório do Museu de Arte da Bahia. Entrada gratuita.

Experimentos de Som e Imagem, entre o Real e o Ficcional – cinema 

O cineasta e ator paulista Renan Rovida apresenta mostra da residência Experimentos de Som e Imagem, entre o Real e o Ficcional, resultado de uma imersão prática na linguagem cinematográfica contemporânea, focada na dissolução das fronteiras entre o documentário e a ficção. Nela, participantes percorreram todas as etapas da construção de um filme, da ideia à montagem, utilizando espaços reais como matéria-prima para narrativas experimentais. O evento acontece no dia  24/05, às 17h, no auditório do Museu de Arte da Bahia. Entrada gratuita. 

Rovida tem sua trajetória marcada pelo cinema autoral e é um realizador premiado. Diretor de longas-metragens como Idade da Pedra (Melhor Filme no Olhar de Cinema de Curitiba) e Sem Raiz. Como ator, integrou o elenco de mais de 25 longas, incluindo os aclamados Arábia e Baixo Centro. É coordenador do Núcleo de Atuação em Cinema no Espaço Garganta (SP) e possui ampla experiência docente em instituições como a Academia Internacional de Cinema (AIC) e o Sesc SP. Sua atuação une a prática da realização à investigação estética do cinema contemporâneo.

Instruções Para Caminhar A Contrapelo Junt_S – Performance 

O artista cênico, docente e pesquisador equatoriano David Albarracín propôs ao grupo de artistas selecionados uma travessia por meio da Dança de Contato Improvisação e na deriva urbana como caminhos para a criação artística. Provocando os participantes a refletir e experimentar a partir da seguinte questão: Como caminhar juntos e compor no encontro com a cidade? Ao longo de três semanas, o improviso e o acaso das ruas foram exercícios para tensionar questões sobre cidadania, corpo e coletividade. Um percurso intensivo de escuta e movimento que busca transformar a experiência urbana em acontecimento cênico. A performance será dia  24/05, às 18h, no Museu de Arte da Bahia. Gratuita. 

​Albarracín é formado pela Universidad de las Artes (Equador). Com mais de uma década de trajetória, sua prática centraliza-se no Contato Improvisação (C.I.) como linguagem de criação, pedagogia e transformação social. Foi professor de C.I. na graduação em Dança e desenvolveu metodologias para crianças e comunidades em situação de vulnerabilidade e PCDs. Sua pesquisa investiga o corpo como eixo central da composição e o movimento como um modo de estar em relação com o coletivo.

O VILA OCUPA A CIDADE/O MAB: Seguindo o movimento de expansão e conexão, o Teatro Vila Velha ocupa o Museu de Arte da Bahia com apoio da Secretaria de Cultura da Bahia / IPAC / MAB, fortalecendo os espaços culturais da cidade.

Para ficar atualizado e bem informado sobre todos os eventos e projetos, acesse o instagram @teatrovilvelha e o site www.teatrovilavelha.com.br e acompanhe as novidades da programação. 

O Teatro Vila Velha conta com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. 

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