Carla Akotirene lança “Amor Preto” na Bienal do Livro de São Paulo
A escritora baiana Carla Akotirene, autora do bestseller “Interseccionalidade”, publicado pela Coleção Feminismos Plurais, participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no sábado, 12 de setembro, com sessão de autógrafo do seu novo livro “Amor Preto”, publicada pela editora Record. A autora também estará em duas mesas que colocam em pauta temas como futuro, diversidade, feminismos e produção de conhecimento a partir de diferentes perspectivas.
A apresentação de seu novo livro, “Amor Preto”, amplia sua reflexão sobre as experiências, afetos e relações que atravessam a população negra, trazendo para o centro do debate a dimensão do amor e das relações como espaços também marcados pelas estruturas sociais e raciais.
Segundo a autora, o Amor Preto é uma perspectiva antirracista de alinhamento, ética do cuidado e respeito espiritual entre pessoas negras. Para ela, é “uma maneira encorajada do coração enfrentar o auto-ódio”.
Em seu “diário de Iyabá”, a autora propõe um caminho voltado ao bem-viver da comunidade negra, afirmando o afeto afrocentrado como “assentamento adocicado de contracolonialidade”. Carla define o amor preto como “ética ancestralizada rumo ao projeto de descolonização psíquica”, isto é, uma ética que visa à superação de traumas herdados da escravização, manifestados através de abandonos e autorrejeição. Nessa compreensão, ela divide seu pensamento em três perspectivas principais: a crítica feminista negra das pensadoras Toni Morrison, Alice Walker e bell hooks; a contracolonialidade poética de Lande Onawale; e a palmitagem, termo popularizado nas redes sociais a partir da década de 2010.
Com uma trajetória dedicada à produção intelectual e à defesa do feminismo negro, Carla Akotirene se consolidou como uma referência na discussão sobre raça, gênero e desigualdades no Brasil. Sua presença na Bienal reúne, assim, duas dimensões de sua atuação: o debate público e a produção literária.
As participações em mesas de debate estão agendadas para as 12h, Carla que participa da mesa “Do agora ao amanhã”, ao lado de Afrofuturas, com mediação de Karoline Melo, no espaço Skeelo Talks. O encontro propõe uma reflexão sobre os caminhos possíveis para o futuro e sobre a importância de imaginar novas perspectivas sociais e culturais a partir de diferentes vozes e experiências.
Mais tarde, às 16h, Carla integra a mesa “Feminismos Plurais”, na Arena Cultural, ao lado de Djamila Ribeiro e Adilson Moreira. O debate reúne três importantes nomes do pensamento negro brasileiro para discutir diferentes dimensões dos feminismos e as múltiplas experiências que atravessam raça, gênero e sociedade
