Na Ocupação Côro Comeu, Lilian Rios lança livro sobre morte simbólica, travessia e renascimento
“Todo mundo quer renascer, mas ninguém quer morrer, para partir tive que morrer” será lançado no dia 3 de outubro, com entrada gratuita, no Café-Teatro Nilda Spencer, no Centro Histórico de Salvador
Há partidas que não começam com um passo, mas com uma morte. Não a morte do corpo, mas aquela que acontece quando antigas certezas, medos, histórias e versões de nós mesmos deixam de fazer sentido. É justamente sobre essa travessia que a psicóloga e escritora Lilian Rios constrói seu novo livro, “Todo mundo quer renascer, mas ninguém quer morrer, para partir tive que morrer”, que será lançado no sábado, 3 de outubro, na Ocupação Côro Comeu, no Café-Teatro Nilda Spencer, na Rua do Couro, Centro Histórico de Salvador. A entrada é gratuita.
O encontro acontece das 15h às 19h, com uma fala da autora marcada para as 16h, em um momento de conversa sobre a obra, seus processos de criação e os caminhos de uma escrita que transforma experiências, dores e descobertas em literatura. A mediação será do escritor Gabriel Nabuco, autor do livro “Para ver de brincadeira”.
Em uma narrativa marcada pela poesia e pela força das imagens, Lilian Rios acompanha a trajetória de uma mulher que aprende, pouco a pouco, a deixar para trás versões de si mesma que foram construídas como formas de sobrevivência. Entre despedidas, silêncios, amores, violências, memórias e reencontros, a personagem atravessa um processo de transformação no qual partir significa, antes de tudo, voltar-se para dentro.
A água aparece como uma das grandes metáforas da obra. Mar, rios, chuva e marés deixam de ser apenas elementos da paisagem para se transformar em linguagem e movimento. É nas águas que a personagem afunda, se perde, se reconhece e aprende novamente a respirar. A travessia, assim, torna-se também uma experiência de reconstrução e descoberta.
Sem negar as sombras, mas recusando permanecer nelas, a escrita de Lilian Rios percorre temas como medo, liberdade, pertencimento, morte do eu e renascimento. O livro propõe uma reflexão sobre as despedidas necessárias e sobre a coragem de abrir espaço para aquilo que ainda não existe.
“Todo mundo quer renascer, mas ninguém quer morrer, para partir tive que morrer” não se apresenta como uma história sobre chegar a algum lugar definitivo, mas sobre aprender a navegar. O horizonte, na obra, não representa um ponto final, e sim a possibilidade de continuar seguindo.
Psicóloga e escritora, Lilian Rios vem de uma linhagem de mulheres e encontrou na escrita um território de pertencimento e reconstrução. Em seus textos, transforma a palavra em espaço de elaboração e reinvenção, criando novos enredos para si e para as mulheres que virão depois dela.
Em “Para partir tive que morrer”, a autora compartilha o instante em que o silêncio e a dor já não podem permanecer guardados e a escrita surge como possibilidade de não se afogar nas próprias águas. Papel e caneta se tornam barco e remo de uma travessia para dentro de si.
O lançamento na Ocupação Côro Comeu amplia esse encontro entre literatura, arte e território, ocupando o Centro Histórico de Salvador com uma programação que convida o público à escuta, à reflexão e ao diálogo.
SERVIÇO
Lançamento do livro “Todo mundo quer renascer, mas ninguém quer morrer, para partir tive que morrer”
Autora: Lilian Rios
Mediação: Gabriel Nabuco, escritor de “Para ver de brincadeira”
Data: 3 de outubro
Horário: 15h às 19h
Fala da escritora: 16h
Local: Ocupação Côro Comeu – Café-Teatro Nilda Spencer
Endereço: Rua do Couro, Centro Histórico, Salvador
Entrada: gratuita
Instagram: @lili.rioss | @_emtravessia
Mediação: @nabuco.poeta
Assessoria de Imprensa – Doris Pinheiro
