A coletânea ‘Laboratório Tropical traz encontros, diversidade e resistência criativa
16 artistas de 8 Estados brasileiros se unem em 8 faixas que rompem barreiras, reinventam estilos e celebram a música como experiência coletiva
O Laboratório Tropical Vol. 1, lançado pelo Lab Dorsal (selo da multipremiada produtora Dahouse Áudio) no dia 31 de outubro, é mais do que uma coletânea: é um manifesto contra o algoritmo, contra a indústria predatória e pela liberdade criativa. Reunindo 16 artistas de 8 Estados brasileiros e mais de 30 colaboradores entre produtores, músicos e compositores, o projeto acontece em um espaço físico, resgatando o encontro real e a troca direta entre os artistas após anos de isolamento e autossuficiência digital. Cada faixa nasce da convivência, da experimentação e da curiosidade mútua, criando músicas que jamais poderiam surgir em isolamento ou como simples feats digitais.
“Nesse primeiro disco temos a premissa daquilo que será toda a nossa postura e construção de mercado. Diferentes estilos, de diferentes lugares se unindo para fazer música sem barreiras, potencializando assim as raízes brasileiras amplas territorialmente e culturalmente. Esperamos que possamos expandir a música de cada um desses artistas furando bolhas de ouvintes que não receberiam toda essa amplitude estética por conta do algoritmo”, explica o diretor musical João Davi, idealizador do projeto. “Honestamente eu espero inspirar outros artistas e selos a entenderem que a força está nas pessoas, na arte, e nos encontros. Que a força coletiva impulsiona o que não tem uma chance ou uma chancela de participar dessa pequena fatia do mercado dominado por grandes corporações e big techs. Mas nós artistas é que temos a maior commodity. Sem a gente a indústria não tem nada a oferecer”.
O Laboratório Tropical Vol. 1 percorre paisagens sonoras e temáticas variadas: “Buena Onda” (Amanda Pacífico & Layse) abre com um pop latino-brasileiro caloroso que celebra a mulher latino-americana — voz e percussão caribenha, batida dançante e letras sobre liberdade e potência; “Essa Novela” (Getúlio Abelha & Louise França) mistura forró eletrônico e brega pop, narrando os afetos e reviravoltas de um relacionamento com refrões contagiosos e arranjos que transitam entre voz-violão e produção sintética; “Mossa” (Dante Oxidante & Zé Cafofinho) captura o pós-festa em grooves de axé e elementos experimentais, um encontro entre tradição e modernidade que privilegia o corpo e o balanço; “A Voz Que Vem Antes do Tempo” (Irma Ferreira & Rimon Guimarães) é um mergulho em ancestralidade e pertencimento, com canto reverencial, percussão ritual e camadas que evocam memória e escuta interior; “Marcapasso” (Alienação Afrofuturista & Dr. Drumah) pulsa como um manifesto rítmico — batidas como marca-passo, afrofuturismo e produção lo-fi que falam de cuidado, resistência e ritmo vital; “Hoje Sinto Medo” (2DE1 & Ju Strassacapa) assume tom confessional e melancólico, com arranjos mínimos e cordas que sustentam uma letra sobre insegurança e a busca por sentido no fazer artístico; “Três Sóis” (Realleza & Otis Selimane) traz texturas cinematográficas e percussões africanas que evocam deserto e miragens, apontando para encontros e oásis afetivos; e “Coração Tropical” (PECI & Luê) encerra como declaração de amor à natureza do Brasil, unindo referências de rios, rabeca e uma estética tropicalista pop que celebra união regional e festa.
“Coletânea não é um conceito novo, mas é pouco usado no mundo digital. Temos playlists e feats mas poucos discos coletâneos que misturem estilos diferentes. Laboratório Tropical é mais do que uma playlist, aqui os encontros geram novas formas de música, os convidados participam ativamente do processo e do resultado gerando fusões que vão muito além de um compilado de músicas. Muito parecido com o que foi o disco Tropicália“, afirma João Davi. “Os feats foram definidos pela improbabilidade. A principal regra para essas colaborações foi tirar cada um dos artistas das suas zonas de conforto e experimentar outros estilos e parcerias que no status quo não seriam pensadas”.
O Laboratório Tropical Vol. 1 consolida-se como um retrato potente da música brasileira contemporânea feita em comunidade — um disco que une estética, afeto e propósito. Em tempos de algoritmos e isolamento, o projeto reafirma o poder do encontro humano como motor criativo e político. Cada faixa é fruto de trocas reais e da escuta entre artistas que, ao compartilharem suas referências e territórios, constroem uma nova cartografia sonora do país. Mais do que um lançamento musical, o álbum é um gesto coletivo de resistência e renovação, um lembrete de que a arte continua sendo o espaço onde a diversidade, o risco e a liberdade podem florescer sem pedir licença.
OUÇA LABORATÓRIO TROPICAL VOL.1:

https://ditto.fm/laboratorio-tropical-vol-01
FAIXA A FAIXA PELOS ARTISTAS
- Buena Onda
Amanda Pacífico: Desde a primeira conversa sobre essa melodia, a gente tinha em mente a vontade de uma sonoridade que dialogasse com nossos primos latinos. São elementos que já estão presentes na nossa musicalidade aqui do Pará. A letra a gente começou a se provocar à distância, eu mandei as primeiras estrofes para Layse, ela completou e aí um dia a gente combinou de comer um peixe frito pra fechar a música. A ideia da letra é enaltecer a potência e a liberdade da mulher latino-americana e caribenha, e quando a gente canta essa “mulher da fronteira” pensamos em muitas mulheres que nos representam, uma delas é a Tereza de Benguela, uma líder de quilombo da fronteira do Mato Grosso com a Bolívia, símbolo da resistência e coragem. Que a “Buena Onda” seja esse movimento de levar nossos corpos livres para bailar pelo mundo.
Layse: Nas minhas idas e vindas pelos estados brasileiros e pesquisa da nossa musicalidade, acabo constatando que o Brasil é um país latino, e aqui no Pará especialmente exercemos essa latinidade de uma forma muito vívida, caribenha. No suor, no palavreado, na forma de pensar a vida. As mulheres que se encontram numa beleza além padrão, além estereótipos, são mulheres feiticeiras e tenho certeza que, por essa beleza vir de dentro (o andar, o charme), é algo que toda mulher pode encontrar em si, e essa música traz isso no ar. Algo cubano, misturado com a bateria da Alana que já traz o moderno para esse encontro atemporal, a mistura de timbres de vozes doces falando baixinho. Acho que essa música é um brinde ao poder latino que temos no sangue brasileiro.
- Nossa Novela
Getúlio Abelha: Acho que a música é feita de várias referências. A produção surgiu de forma orgânica, a partir de muitas ideias e da colaboração de várias pessoas. No entanto, me conecto fortemente com o aspecto de forró presente no refrão e com a levada suave de brega em alguns momentos. Isso aproxima a composição do estilo de música que eu mais gosto de cantar e, ao mesmo tempo, reflete as raízes não só minhas, mas também da Louise. Foi interessante ver a música voz e violão criando seu caminho até se tornar esse forró eletrônico pop e até um pouco retrô.
Louise França: Honestamente não consigo definir a musicalidade. Mas é um negócio em que o brasileiro que trabalha com música sabe fazer muito bem o que é misturar elementos que deixam nosso som com a cara do Brasil. Quando era criança, às vezes me apresentava com a banda de forró que minha mãe tinha com meu padrasto, como é um elemento bem presente nessa canção, acredito que me conecto fortemente com ela nesse lugar. É um gênero musical que cresci ouvindo e cantando.
- Mossa
Dante Oxidante: Quando ouvi “Mossa” pela primeira vez, senti que ela já tinha um pouco do meu universo. É uma canção que dialoga com o meu som — orgânico, moderno e cheio de axé. Cantar ela foi como me reconhecer em outra voz.
Zé Cafofinho: A música é festiva nós vários âmbitos que uma festa pode representar. Encontros, olhares, trocas, os pré festa, os durante e eu me coloco no pós, no sol, aquela hora que ‘acabou-se o doce’ e a pessoa ainda insiste.
- A Voz Que Vem Antes do Tempo
Irma Ferreira: “A Voz Que Vem Antes do Tempo” é uma canção que mistura ancestralidade e pertencimento e, para mim, sua musicalidade vai além de uma concepção técnica. Ela é inteira, profunda, é o que acredito sobre fazer arte. Quando canto, sinto que estou reverenciando memórias que vieram antes de mim e transformando tudo isso em algo presente. A letra traduz tudo isso. Cada palavra, cada intenção, cria uma ponte entre o que sou hoje e tudo o que veio antes. Quando ouvi a composição pela primeira vez, senti que ela dizia exatamente o que eu queria comunicar nesse trabalho, e eu agradeço imensamente a Elinas, compositor da música, amigo/irmão, músico de excelência por esse presente.
Rimon Guimarães: Defino como uma música que vai na contramão da velocidade e superficialidade dos tempos atuais, uma música zen que fala sobre ancestralidade e os caminhos que percorremos, os encontros e a bagagem que trazemos antes mesmo de nascer, desejos e expectativas dos nossos pais e as bênçãos que nos protege num mundo desigual.
- Marcapasso
Alienação Afrofuturista: Me conecto com essa canção através da batida de Dr. Drumah, como se fosse um marca-passo que ajuda o coração a escrever, criar caminhos para as dificuldades.
Dr. Drumah: Me conecto através das batidas e letras, onde exploro outras referências sonoras somadas a esse mundo onde o Alienação se encontra.
- Hoje Sinto Medo
2DE1: Essa música nasce de um ‘grito parado no ar’, uma vontade latente de falar sobre desilusão, frustração, com a música especialmente, e com tudo que envolve o fazer musical nos dias de hoje para artistas independentes. Um medo ainda de não sentir mais nada sem aquilo que acaba por formatar quem a gente é. Quem eu sou sem a música? O que eu sou sem fazer música? E, contraditoriamente, ela aparece quase como uma inspiração, crua, para seguir encontrando o que tiver de encontrar nesse corredor escuro que é a vida. Hoje, eu sinto medo, e amanhã? O que virá?
Juliana Strassacapa: Me encontro agora num momento de transição entre um ciclo longo da vida, junto à Francisco, el Hombre, e o novo, sonhos e projetos guardados há muito tempo em mim. E a liberdade, assim como a novidade, o desconhecido, fins e começos, trazem à tona medos, inseguranças. Me identifico com a vulnerabilidade na encruzilhada trazida nessa canção, e a sinto esperançosa: ‘sonhar não basta mais’, há que se construir o sonho ativamente.
- Três Sóis
Otis Selemani: A música “Três Sóis” ela surge a partir de um desejo de retratar a estética do deserto, enfim, miragens que a gente pode observar a partir de desse lugar em inóspito de onde só se vê uma camada infinita de terra e aquele sol pelos e aí de nada a gente tem um Oasis que oferece ali um lento uma água um respiro. Eu acho que esteticamente nessa produção a gente buscou trazer um pouquinho desses elementos do deserto mas claro mesclando com elementos modernos e também trazer um pouquinho da sonoridade e preferências de cada um dos artistas presentes na obra; tanto da Realleza quanto meu e enfim eu acho que esse resultado sonoro ele exprime justamente esse encontro de nós dois.
- Coração Tropical
PECI: A canção nasceu de uma conversa entre os compositores, cada um em um canto do Brasil, buscando pontos em comum em suas artes. O tema do amor nos uniu, e das trocas sobre a cultura e os rios do Norte surgiu uma declaração de amor inspirada na natureza brasileira. A música ganhou clima de celebração, com referências à música caipira — o violão imitando a viola e uma afinação que evoca o ‘chuá’ das cachoeiras e um toque tropicalista à la Gilberto Gil. Curiosamente, ao gravarmos juntos, percebemos que Pará e Paraná, nossos Estados natais, têm nomes vindos de rios, como se o destino já estivesse traçado nessa canção que celebra o amor e o Brasil.
Luê: O processo criativo dessa música foi surpreendente para mim, especialmente por ter sido a primeira vez que compus via chamada de vídeo, e tudo fluiu de forma rápida e natural. Jards, Peci e Mari já formam um time muito entrosado, e foi incrível poder somar com eles. Começamos trocando ideias sobre nossas origens e percebemos como nossos territórios influenciam nossas composições e comportamentos. A partir das referências musicais de cada um, lapidamos a música até chegar em algo único, que representa tanto o Peci, do Sul, quanto eu, do Norte, com o amor e suas nuances como ponto de encontro. Afinal, falar de amor sempre será universal.
FICHAS TÉCNICAS
01. Buena Onda
Artistas: Amanda Pacífico e Layse
Compositores: Amanda Pacífico e Layse
Produção Musical: Erica Silva
Engenheiro de Som: João Davi, José Gois
Engenheiro de Mixagem: Milliet
Engenheiro de Masterização: José Gois, Cabês
Assistente de Produção: Matheus Delaqua
Músicos:
Bateria: Alana Ananias
Guitarra: William Jardim / Erica Silva
Baixo: Erica Silva
Percussão: Bolinha
Teclas: José Gois Junior
02. Nossa Novela
Artistas: Louise França e Getúlio Abelha
Compositores: Mateo e Luê
Produção Musical: João Davi e Mateo
Engenheiro de Som: João Davi
Engenheiro de Mixagem: GLhrmee
Engenheiro de Masterização: José Gois, Cabês
Assistente de Produção: Matheus Delaqua
Músicos:
Bateria: Passarinho
Baixo: Junior Groovador
Guitarra: Felipe Cordeiro, Rafa Moraes
Percussão: Arquétipo Rafa
Teclas: José Gois Júnior
Sanfona: Pedro Regada
03. Mossa
Artistas: Dante e Zé Cafofinho
Compositores: João Davi e Zé Cafofinho
Produção Musical: João Davi e Mateo
Engenheiro de Som: João Davi
Engenheiro de Mixagem: Josë Gois, Cabês
Engenheiro de Masterização: José Gois, Cabês
Assistente de Produção: Matheus Delaqua
Músicos:
Bandolim – Zé Cafofinho
Guitarra – Lucio Maia
Teclas – Donatinho
Synths e Programação – João e Mateo
04. A Voz Que Vem Antes do Tempo
Artistas: Irma Ferreira e Rimon Guimarães
Compositores: Elinas
Produção musical: Curumin
Engenheiro de Som: José Gois, Cabês
Engenheiro de Mixagem: Milliet
Engenheiro de Masterização: José Gois, Cabês
Assistente de Produção: Matheus Delaqua
Músicos:
Percussão: Loiá Fernandes
Violão, Programação e Teclado: Curumin
Teclas: Pepe Cisneros
Baixista: Lucas Martins
05. Marcapasso
Artistas: Alienação Afrofuturista e Dr. Drumah
Compositores: Alienação Afrofuturista
Produção Musical: Dr. Drumah
Engenheiro de Som: Alienação Afrofuturista
DJ: DJ E.B. (Scratchs)
Engenheiro de Mixagem: José Gois, Cabês
Engenheiro de Masterização: José Gois, Cabês
Assistente de Produção: Matheus Delaqua
06. Hoje Sinto Medo
Artistas: 2DE1 e Ju Strassacapa
Compositores: Fernando e Felipe Amador
Produção Musical: João Davi, Gabriel Quirino, Felipe Amador
Arranjador de cordas: Rodrigo Lemos
Arranjador de violão: Gabriel Quinto
Engenheiro de Som: João Davi, José Gois
Engenheiro de Mixagem: José Gois, Cabês
Engenheiro de Masterização: José Gois, Cabês
Assistente de Produção: Matheus Delaqua
Violão: Gabriel Quinto
Cordas: Jazz Sinfônica
07. Três Sóis
Artistas: Realleza e Otis Selimane
Compositores: Realleza e Ottis Selemani
Produção Musical: Otis Selimane
Engenheiro de Som: João Davi, José Gois, Cabês
Engenheiro de Mixagem: José Gois, Cabês
Engenheiro de Masterização: José Gois, Cabês
Assistente de Produção: Matheus Delaqua
Músicos:
Coral: Kumbayah
Percussão: Otis Selemani
Sound Design: José Gois
08. Coração Tropical
Artistas: Luê e Peci
Compositores: Jards, Luê, Peci e Mari DK
Produção Musical: Jards
Engenheiro de Som: José Gois, Cabês
Engenheiro de Mixagem: Jards
Engenheiro de Masterização: José Gois, Cabês
Assistente de Produção: Matheus Delaqua
Rabeca: Luê
SOBRE JOÃO DAVI
Músico, produtor, artista plástico e diretor musical, João Davi é o nome à frente da Lab Dorsal, selo e coletivo que tem se destacado por promover encontros criativos e desafiar os padrões da indústria musical. Com uma trajetória plural, ele traduz em sua prática artística uma visão profundamente humana e colaborativa da criação. “Amo gente, amo promover encontros”, resume. Crítico do mercado e da lógica algorítmica que molda a produção cultural, João defende uma arte livre, imperfeita e viva, feita a partir do caos criativo e da troca real entre pessoas.
SOBRE LAB DORSAL
A Lab Dorsal é um ecossistema criativo dedicado à produção musical, audiovisual e cultural, estruturado em três pilares interconectados: Dorsal Prod, Dorsal Music e Casa Dorsal. Atuando como hub de criação e realização para artistas independentes, grandes marcas e projetos institucionais, a Dorsal elabora, capta e gerencia iniciativas culturais, conectando criadores a editais, leis de incentivo e parcerias privadas com curadoria criteriosa e foco em impacto social. Na frente musical, oferece soluções completas — da produção à distribuição, incluindo audiovisual, comunicação, booking e gestão de direitos — e conta com um catálogo robusto de mais de 300 lançamentos e 60 artistas, somando mais de 70 milhões de plays nas plataformas digitais.
Sediada no Sumaré, São Paulo, próxima à estação Vila Madalena, a Casa Dorsal é um espaço pulsante que materializa a filosofia da Dorsal: o processo também é obra. Com quatro estúdios profissionais e áreas multifuncionais para gravações, ensaios, eventos, lives e podcasts, a casa é autossuficiente para idealizar, produzir e entregar conteúdos de forma integrada. Fundada por Lucas Mayer, nome por trás da multipremiada DaHouse Audio (vencedora do Emmy e reconhecida como Audio Company of the Year pelo ADC e Cannes Lions) e João Davi, músico, produtor e diretor musical, a Dorsal Lab é onde presente e futuro se encontram para criar narrativas potentes e transformadoras.
https://www.instagram.com/labdorsal
SOBRE DAHOUSE AUDIO
Dahouse Audio é uma empresa internacional de música criativa com estúdios em Los Angeles, Nova York, Berlim, São Paulo, Tóquio e Xangai, dirigida pelos produtores musicais indicados ao Grammy Lucas Mayer, Silvinho Erné e Wonder Bettin. Seu foco é criar trilhas sonoras que permanecem com o ouvinte — músicas que sentem, respiram e conectam. Em 2025, a Dahouse foi nomeada “Music Company of the Year” pelo One Show. Também foi uma das empresas de áudio mais premiadas no Cannes Lions 2024 e 2025, um marco importante. Mas, mais do que prêmios, o que realmente move a produtora é fazer músicas e sons que contem histórias e deem vida às ideias de maneiras inesperadas.
SOBRE 2DE1
Cantores, compositores e, no caso do Felipe, multinstrumentista e produtor musical, os gêmeos do 2DE1, de Santos (SP), foram apresentados para a cena musical como o duo em 2017, quando lançam o disco “Transe”, que se destacou e os levou a diversos festivais e casas de música autoral no Brasil, Portugal e Alemanha. Em 2018, participaram da coletânea promovida pela Lab Fantasma, sendo um dos oito artistas a gravar e lançar uma música inédita no projeto. O segundo disco é “Ferida Viva”, lançado em 2019, que trouxe participações de Jup do Bairro e Natália Nó. Em 2021-2022 o duo se aventura em 2 EP’s que, funcionaram como obras complementares “Emersão” e “Segundo Ato”, e que evidenciaram as vozes marcantes e políticas presentes na obra do 2DE1. Após um hiato de lançamentos e shows de 3 anos, a faixa “Paraguay” é o single que abre caminho para o novo álbum “Eu quero ser feliz também”.
SOBRE ALIENAÇÃO AFROFUTURISTA
Alessandro Ramos da Cunha, ou Ali como é conhecido, é o nome por trás do Alienação Afrofuturista. Iniciou na música em meados dos anos 2000 e quatro anos depois, diretamente de Foz do Iguaçu, surgiu o projeto. Em 2009, se mudou para Curitiba e fez da capital paranaense morada para produzir e mostrar sua arte. Com influências da música jamaicana, como o dub e o reggae, Alienação AfroFuturista possui uma musicalidade com referência no rap, mesclada com estilos londrinos mais pesados como dubstep, steppa e bass music. Já lançou três EP’s, e alguns singles, com participações de artistas e produtores de rap, dub e dubstep, do Brasil e do mundo, como o selo brasileiro TrackCheio e os franceses Fresh Poulp Records.
SOBRE AMANDA PACÍFICO
Nascida em Belém do Pará, a cantora e compositora Amanda Pacífico iniciou seus estudos de música no Conservatório Carlos Gomes. Em passagem por Curitiba e São Paulo, foi uma das fundadoras da banda Mulamba e integrou a Orquestra Friorenta. Em 2022, foi uma das intérpretes do álbum Onze (músicas inéditas do Adoniran Barbosa) e concorreu com o projeto ao Grammy Latino. Junto à Dona Onete, Amanda se une também a Suraras do Tapajós, grupo de carimbó de mulheres indígenas, para o lançamento da faixa “Gota Graúda”, do projeto Elo Feat dos Sonhos.
SOBRE DANTE OXIDANTE
Músico, produtor, cantor e compositor Dante Oxidante, seu trabalho transita entre tradição e experimentação, explorando a riqueza da música baiana em novas sonoridades.
SOBRE DR DRUMAH
Dr. Drumah é o nome adotado pelo baterista e beatmaker baiano Jorge Dubman. Tendo como fio condutor do seu trabalho o jazz rap, Dr. Drumah cria suas bases influenciado pelos grandes beatmakers dos anos 90, adotando um estilo de produção standard boom-bap. sua pesquisa de samplers inclui clássicos do jazz, soul e música brasileira. Ao longo da sua trajetória, realizou parcerias com artistas nacionais e internacionais.
SOBRE GETÚLIO ABELHA
Getúlio Abelha é um cantor, compositor, ator e performer brasileiro conhecido pela sua estética pop e alternativa aplicada ao forró. Multiartista e ativista LGBTQIA+, tem como marca a mistura de géneros musicais como brega, forró, eletrónica e pop, aliada a performances visuais e cénicas. Getúlio Abelha tem conquistado reconhecimento nacional, sendo visto como um artista que desafia convenções e expande os limites do forró com a sua abordagem moderna e alternativa.
SOBRE IRMA FERREIRA
Natural de Salvador-Bahia, graduada em Canto Lírico e Mestra em Performance musical, doutoranda em Educação musical pela UFBA. Tendo como especialidade óperas que tragam em sua temática a cultura afro-descentende a exemplo da Ópera de Lídia Oxum, Óperas dos Terreiros e Ópera da Independência além de óperas tradicionais como La traviata, Die Fledermaus e Le Nozze di Figaro. Na outra linha estão suas atuações como solista de Orquestras Big Band de Salvador, como a Orquestra Fred Dantas e a Orquestra São Salvador e sua atuação como artista solo.
SOBRE JULIANA STRASSACAPA
Ju Strassacapa é uma cantora, compositora e percussionista queer brasileira, reconhecida por sua voz marcante e presença intensa no palco. Iniciou sua carreira em 2013 como parte da banda Francisco, el Hombre, onde se destacou pela fusão de ritmos latinos, MPB e rock, além de abordar questões sociais. Sua composição “Triste, Louca ou Má” se tornou um hino de empoderamento pelo Brasil e América Latina, recebendo uma indicação ao Grammy Latino em 2017. Com a banda, Ju se apresentou em renomados festivais como Rock in Rio e Lollapalooza, e realizou turnês pela América Latina, Europa e América do Norte. Em sua fase solo, lançou o álbum “De Lua” (2022) sob o nome artístico LAZÚLI, mesclando influências diversas e colaborando com artistas LGBTQIAPN+. Agora, de volta ao seu nome original, Ju Strassacapa está em processo de composição para seu próximo disco e reinventando seus shows, aprofundando sua linguagem como compositora e criadora de experiências musicais. Sua arte é um convite a sensibilidade e auto-investigação, uma apreciação da vida em seus sabores e dissabores.
SOBRE LAYSE
LAYSE é paraense, e do sangue marajoara a música vem dos ouvidos. Cantora, instrumentista, compositora e produtora musical, suas influências trazem a amazônia latino caribenha através dos boleros, bregas e canções onde as letras e melodias cantam o Pará da boêmia na beira dos rios, do charme e força das mulheres do norte. Com seu trabalho autoral, é atuante na cena paraense pelo Brasil junto de sua banda Layse e os Sinceros, como front woman nos vocais e bateria, e se prepara para o seu próximo lançamento “Musica Mundana”, seu primeiro disco eletrônico onde assina composições, arranjos, instrumental, produção musical e vocais, em mais uma linguagem da música latino brasileira.
SOBRE LOUISE FRANÇA
Louise França é cantora, apresentadora e compositora pernambucana que vem se destacando por unir herança cultural e identidade própria. Filha de Chico Science, ícone do Manguebeat, ela cresceu entre sons, ideias e movimentos que marcaram a história da música brasileira — mas hoje trilha um caminho autoral, buscando novas linguagens e sonoridades. Em 2025, participou do Projeto Replay, que revisitou o clássico Da Lama ao Caos com releituras audiovisuais de artistas contemporâneos. Além de interpretar “Risoflora”, Louise atuou como apresentadora e colaborou na escolha de nomes da nova cena recifense, reafirmando sua conexão com as origens do movimento e com a força criativa do Nordeste. Atualmente, ela prepara seu primeiro álbum autoral, previsto para 2026, um trabalho que marca sua consolidação artística e emocional. Entre Recife e Rio de Janeiro, Louise França se firma como símbolo de uma nova geração que transforma herança em reinvenção, fazendo da própria voz um canal de continuidade, resistência e renovação cultural.
SOBRE LUÊ
Luê é uma cantora, compositora e instrumentista paraense com 3 discos lançados: A fim de Onda (2013), Ponto de Mira (2017) e Brasileira do Norte (2024), bem como singles e um EP entitulado “091” (2023). Seu trabalho busca combinar os ritmos e sons da Amazônia através de ritmos como Boi Bumbá, Carimbó, Marabaixo, Retumbão e Zouk com a música pop global em uma viagem pelas sonoridades do Brasil e do mundo, sempre acompanhada de sua rabeca, instrumento ancestral ao violino que é marca registrada da artista. O resultado é um som pulsante, que atravessa fronteiras geográficas e sensoriais.
SOBRE OTIS SELEMANI
O moçambicano Otis Selimane Remane viveu sua infância em Maputo e se tornou percussionista, baterista, cantor, compositor e educador. Ele conta que não é de família artística. Aliás, é o primeiro artista da família. Otis iniciou sua caminhada musical cedo, aos sete anos de idade. Transitou por vários instrumentos como piano, flauta, percussão, timbila, bateria e a mbira. Aos 14 anos começou a apresentar-se em shows como músico profissional, tocando em diversos locais em Maputo e festivais dentro e fora de Moçambique. Em Moçambique, trabalhou com renomados músicos de Moçambique, Jimmy Dludlu, Moreira Chonguiça, Isabel Novella, Cheny Wa Gune, Lenna Bahule, Tanselle, Xixel Langa e outros mais artistas da nova geração. Otis já representou Brasil e Moçambique em Portugal e Finlândia em 2018. Nesse mesmo ano, Otis foi vencedor dos Novos Talentos do Jazz com o The Otis Project, um prêmio que lhe deu destaque e permitiu passar por alguns dos grandes festivais de jazz do país. Em junho de 2019, iniciou uma tour pela Europa onde passou pela Suécia, França, Portugal, Alemanha e Noruega tocando em festivais importantes como o Festival de Sines em Portugal e o Oslo Afro Arts Festival, na Noruega. Além dos trabalhos autorais, colabora com outros artistas no Brasil, como Tássia Reis, Tiganá Santana, Nara Couto, Marissol Mwaba, François Muleka, Dandara Manoela, Curumin, Hodari, Iara Rennó, Sued Nunes, Anelis Assumpção, Luedji Luna, etc.
SOBRE PECI
Diretamente de Curitiba, PECI leva sua arte ao mundo misturando ritmos populares brasileiros com o frescor da música pop. Com cinco singles lançados, ele convida o público para celebrar a cultura do Brasil de forma acessível, colorida e cheia de energia. Afinal, a brasilidade é a coisa mais pop do Brasil: aquilo que é nosso, de todos! No palco, é um fenômeno de carisma e presença, promessa de ser um dos grandes nomes da sua geração. Sua música reflete a originalidade e a ousadia de quem bebe de referências como Ney Matogrosso, Carmen Miranda e Ivete Sangalo, mas entrega algo novo, autêntico e profundamente conectado com a vanguarda do agora.
SOBRE REALLEZA
A artista combina ritmos como Hip Hop, Afrobeat, Dancehall e Afro Drill, trazendo letras que exploram sensualidade, ancestralidade e liberdade emocional. Reflete a força de uma mulher preta retinta e bissexual que rompe barreiras no cenário do Hip Hop. A artista aborda desde a profundidade das relações afetivas até a crítica à superficialidade das conexões modernas.
SOBRE RIMON GUIMARÃES
Rimon Guimarães é um multi-artista Curitibano conhecido por suas pinturas de larga escala, vem mostrando sua outra faceta em composições musicais desde 2008 em parceria com bandas e artistas locais. Com estilo único mistura ritmos sem parcimônia, herança de suas vivências pelo mundo. Melodias sutis e coloridas contrastam com letras de forte cunho político-social e indagativo mostra sua pluralidade .Pintando, compondo e fazendo música de forma imagética nos leva ao seu próprio mundo .
SOBRE ZÉ CAFOFINHO
Recifense residente em São Paulo, Zé Cafofinho é o alter ego do músico Tiago Andrade, artista intensamente presente na cena musical pernambucana. Tiago/Cafofinho traz para sua criação a viola de arco – seu principal instrumento -, mesclando-a e fundindo-a com as mais variadas expressões e estilos sonoros, resultando em uma contemporânea, cativante e original produção. Cafofinho integrou bandas famosas no circuito manguebeat, como Variant, Originais do Sample e Songo. Em carreira solo, lançou três álbuns e já circulou por palcos diversos. Marcou presença em festivais e shows como APR Club (Abril Pro Rock); Mostra Sesc Cariri; Som Brasil – TV Globo (Homenagem ao Nordeste Brasileiro, anos 70), entre tantos outros. Em 2011, foi premiado pelo Rumos Itaú e Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias (SP).
