A Escola de Teatro da UFBa apresenta “Os Mamutes”, texto de Jô Bilac, um dos mais premiados e reconhecidos dramaturgos da cena brasileira contemporânea
Sob direção e orientação da professora Evani Tavares Lima, a montagem estreia em 9 de julho no Teatro Martim Gonçalves, onde permanece em temporada até o dia 12 de julho.
A turma de Atuação em Espetáculo I da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia apresenta “Os Mamutes”, texto de Jô Bilac, um dos mais premiados e reconhecidos dramaturgos da cena brasileira contemporânea. Sob direção e orientação da professora Evani Tavares Lima, a montagem estreia em 7 de julho no Teatro Martim Gonçalves, onde permanece em temporada até o dia 12 de julho. Os ingressos são gratuitos e distribuídos uma hora antes de cada apresentação. Classificação indicativa: 14 anos.
Primeira montagem baiana da obra, Os Mamutes é uma comédia ácida, de humor inteligente e profundamente crítico, que aborda temas como o consumismo, a transformação da vida humana em mercadoria, as relações de poder e os mecanismos de exclusão que definem quais corpos são considerados descartáveis.
A trama acompanha Leon, um jovem que busca uma oportunidade de trabalho na multinacional Mamutes Food, empresa especializada na produção de hambúrgueres de carne humana. Para conquistar a vaga, ele precisa cumprir uma exigência brutal: caçar e eliminar um “mamute”, nome atribuído àqueles que foram considerados inúteis ou descartáveis pela lógica dominante. Em sua jornada, Leon atravessa um universo tão fantástico quanto cruel e, à semelhança de Alice em seu País das Maravilhas, descobre as engrenagens de um mundo onde a sobrevivência parece exigir a renúncia da própria humanidade.
A escolha da obra nasce do desejo de investigar, por meio do teatro, os processos de desumanização que atravessam a sociedade contemporânea. A montagem parte da compreensão de que a cena é também um espaço de reflexão crítica e debate público, capaz de questionar estruturas que naturalizam a violência, a exclusão e o descarte de vidas.
Inspirada na estética do sonho, a encenação aproxima o grotesco do universo da infância, criando imagens que transitam entre o lúdico e o perturbador. Entre jogos, fantasias e situações absurdas, o espetáculo convida o público a refletir sobre os limites éticos impostos por uma sociedade que transforma pessoas em produtos e valoriza indivíduos a partir de sua utilidade para o sistema.
Resultado da disciplina Atuação em Espetáculo I da Escola de Teatro da UFBA, a montagem reúne artistas em formação com trajetórias já inseridas na cena cultural baiana, constituindo um espaço de criação coletiva que articula formação artística, pesquisa e compromisso com as questões urgentes do presente.
