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Agualusa defende o poder da literatura na promoção da democracia

3 - 5 minutos de leituraModo Leitura
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Otimista e com uma mensagem bem clara: a literatura tem o poder de mudar o mundo.  Assim foi a conferência do escritor angolano José Eduardo Agualusa, na noite desta quarta-feira (2), no Teatro Castro Alves (TCA).

 

Com a responsabilidade de iniciar a temporada do Fronteiras Braskem do Pensamento 2018, Agualusa foi incisivo, sem ser ingênuo, ao justificar o seu pensamento de que a leitura pode contribuir na consolidação da democracia.

Para ele, o livro, principalmente de ficção, faz com que o leitor se coloque no lugar do outro através dos personagens e do escritor. Isso leva a pessoa a olhar as diferenças culturais, raciais e até mesmo de opinião com mais empatia, minimizando os conflitos. Por isso, Agualusa, um dos mais importantes escritores em língua portuguesa da atualidade, defende que países como Angola e Brasil, que estão com a “democracia ameaçada”, precisam fomentar o diálogo.

“As pessoas hoje não conseguem dialogar e é importante ter pessoas que não pensam como a gente, porque a democracia não é unanimidade. É importante promover o debate”, argumentou o conferencista, que falou em sua conferência sobre A Leitura como Utopia: Literatura, Democracia e Justiça Social: o caso angolano.

O gerente de Relações Institucionais da Braskem Bahia e Alagoas, Milton Pradines, também defende a necessidade de promover a pluralidade para contribuir com a democracia. “Esse é um tema muito atual no mundo inteiro. A questão da democracia está colocada, da representatividade, da necessidade de participação das pessoas e as novas formas de fazer política. A diversidade também se coloca nesse contexto como uma força motriz dessas mudanças todas que estão acontecendo”, afirmou.

Para alcançar esse respeito ao outro, Agualusa defende que o grande desafio é investir na educação básica e cativar as crianças para a leitura. Ele também ressalta a importância de tornar os livros mais acessíveis e indica que as novas tecnologias são essenciais para isso, já que permitem levar bibliotecas para áreas mais remotas.

Democracia

A discussão sobre como contribuir para tornar a sociedade melhor vai continuar nas próximas edições do Fronteiras Braskem do Pensamento 2018, que tem como tema central O Mundo em Desacordo: Democracia e Guerras Culturais. A próxima conferência, no dia 17 de setembro, vai promover um debate entre o filósofo francês Gilles Lipovetsky e o historiador gaúcho Leandro Karnal. O físico e escritor carioca Marcelo Gleiser encerra essa temporada do projeto no dia 15 de outubro.

O Fronteiras Braskem do Pensamento Salvador tem o patrocínio da Braskem e do Estado da Bahia, com realização da Caderno 2 Produções Artísticas. Os ingressos para a conferência estão à venda nas bilheterias do Teatro Castro Alves (TCA), nos SACs dos shoppings Barra e Bela Vista e pelo site www.ingressorapido.com.br. O ingresso individual custa R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Também é possível adquirir, até o dia 17 de setembro, o combo para as duas conferências por R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia). Outras informações sobre o projeto no portal www.fronteiras.com.

SOBRE O FRONTEIRAS BRASKEM DO PENSAMENTO

Fronteiras Braskem do Pensamento é um ciclo de conferências alinhado ao projeto cultural múltiplo Fronteiras do Pensamento – www.fronteiras.com – que aposta na liberdade de expressão intelectual e na educação de qualidade como ferramentas para o desenvolvimento. O Fronteiras do Pensamento realiza anualmente edições em Porto Alegre e São Paulo, e na edição especial em Salvador abre espaço para o debate e a análise da contemporaneidade e das perspectivas para o futuro, apresentando pensadores, artistas, cientistas e líderes que são vanguardistas em suas áreas de pesquisa e pensamento. Os valores básicos do projeto são o pluralismo das abordagens, o rigor acadêmico e intelectual de seus convidados e a interdisciplinaridade de ideias. Por isso o Fronteiras Braskem do Pensamento já trouxe a Bahia importantes nomes como Enrique Peñalosa, Leymah Gbowee, Wim Wenders, Edgar Morin, Manuel Castells, Contardo Calligaris, Luc Ferry, Salman Rushdie, Jean-Michel Cousteau, Valter Hugo Mãe, Mia Couto, Camille Paglia e Graça Machel, entre outros.

SOBRE A BRASKEM

Com uma visão de futuro global, orientada para o ser humano, os 8 mil Integrantes da Braskem se empenham todos os dias para melhorar a vida das pessoas, criando as soluções sustentáveis da química e do plástico. É a maior produtora de resinas das Américas, com produção anual de 20 milhões de toneladas, incluindo produtos químicos e petroquímicos básicos, e faturamento de R$ 55 bilhões em 2016. Exporta para Clientes em aproximadamente 100

países e opera 41 unidades industriais, localizadas no Brasil, EUA, Alemanha e México, esta última em parceria com a mexicana Idesa.

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