Aldeia Nagô
Facebook Facebook Instagram WhatsApp

Artistas da cena afro-brasileira  e indígena ocupam a Casa Preta no Mês da Consciência Negra 

8 - 11 minutos de leituraModo Leitura

Antônia Vilarinho (MA), Leno Sacramento, Leide Bonfim e Coletivo Cênico Musical Performáticos Quilombo (BA) levam ao palco espetáculos e performances que abordam temas como racismo estrutural, saúde mental, cultura afro-indígena e cultura popular

O Mês da Consciência Negra se apresenta e convida o público neste mês de novembro a questionar e discutir temas urgentes e contemporâneos sobre as mazelas, as consequências e o enfrentamento do racismo estrutural; a refletir sobre a saúde mental das mulheres; e a pensar a identidade cultural afro-indígena através das expressões de matriz africana e da cultura popular. A partir de espetáculos que reúnem diversas linguagens, como teatro, música, dança, capoeira e performance, artistas de reconhecida trajetória e ativismo nas artes cênicas ocupam a Casa Preta Espaço de Cultura, de 07 a 20 de novembro, com obras que vem circulando o Brasil e o mundo, na perspectiva de construção de relações sociais mais justas e humanas. Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla. O link está disponível na bio do instagram @casapretaespacodecultura ou na bilheteria do local. End.: R. Areal de Cima, 07 – Dois de Julho, Salvador – BA.  

Espetáculo A Mulher Festa com a atriz maranhense Antonia Vilarinho 

Dia 07/11 (sábado) – às 18h 

A Mulher Festa é um convite ao encontro com a força, a multiplicidade e a potência criativa de uma mulher que transforma sua trajetória em arte, celebração e resistência. Uma mulher que se faz muitas. Negra, afro-indígena, aquilombada e brincante, ela nasce entre caminhos sinuosos, andanças e tropeços. É malandra, moça, vedete e velha. Entre o riso e a mandinga, atravessa a multidão com seu gingado e abre terreiro no meio do asfalto. Antonia Vilarinho é artista nordestina, circense, palhaça, cantora, artista-pesquisadora, arte-educadora e gestora pedagógica, com mais de 40 anos de trajetória. Em seu trabalho, desenvolve metodologias como a Palhaçaria de Terreiro e o Corpo Mandinga, atravessadas por perspectivas afro-indígenas, decoloniais e antirracistas.

Os ingressos custam R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira). Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla. O link está disponível na bio do instagram @casapretaespacodecultura ou na bilheteria do local. End.: R. Areal de Cima, 07 – Dois de Julho, Salvador – BA.   

Antonia Vilarinho orienta ainda a Oficina Palhaçaria de Terreiro

Com 25 anos de trajetória, a oficina Palhaçaria de Terreiro, que nasceu em Brasília, em 2000, já percorreu diversos territórios brasileiros, reunindo cerca de 3 mil participantes em experiências de encontro, investigação e criação artística.  Conduzida pela mestra e palhaça Antonia Vilarinho, a oficina propõe, por meio de sua metodologia, abrir caminhos para descolonizar e contracolonizar os processos criativos nas artes cênicas, valorizando os saberes, as culturas e as experiências que atravessam nossos corpos e imaginários.

 Dias: 06/11 (sexta) 09h às 17h e 07/11 (sábado) 09h às 13h

Local: Casa Preta Espaço Cultural, Rua Areal de Cima, 07 – Dois de Julho

Pré-inscrições ONLINE em: https://forms.gle/3qqP2rGhFsbDvuBh6 

Valor: Investimento: R$ 200 (à vista ou em 2x com pagamentos nos dias 20/10 e 05/11)

Mais informações em www.instagram.com/palhacafronha ou (71) 99626-4326

Espetáculo En(cruz)ilhada com o ator Leno Sacramento

Dia 19/11 (quinta) – 19h

En(cruz)ilhada é um monólogo do ator Leno Sacramento, onde a vítima não está isolada e é conduzida a várias formas de morte. Nesse processo você pode estar dos dois lados. Como analisa o artista, “Assim que nascemos nossas cabeças são colocadas na mira de uma bala que segue nos matando lentamente: a morte social, a morte cultural, a morte financeira, a morte estética, a morte psicológica. A morte nos invade, nos extermina e nos põe em uma cruz de braços abertos. Ela nos deixa sem escolha, sem opção. Nos dilacera e nos abate pouco a pouco, nos levando a uma encruzilhada. No lugar onde se cruzam dois caminhos, também a morte se esbarra, nunca estaremos sozinhos. Na encruzilhada da vida e da morte, não se espera nada: o que se vê é uma aniquilação absoluta. Ingresso solidário: Pague Quanto Puder

DO CABARÉ DA RAÇA AO TORTO ARADO

Debate-papo discute o Teatro Negro Baiano

Após a sessão do espetáculo En(cruz)ilhada, dia 19/11.

O Teatro Baiano tem marcado um espaço de importância fundamental para o Teatro Negro Brasileiro. Artistas e grupos como o ator Mario Gusmão, o Bando de Teatro Olodum, o Núcleo de Teatro Abdias Nascimento, a diretora Onisajé, entre tantos outros delineiam uma trajetória de luta, resistência e desenvolvimento estético dentro das trincheiras das Artes Cênicas. 

Neste mês da consciência negra, a Casa Preta reunirá alguns destes artistas que nos últimos 30 anos marcaram este importante percurso, sobre o teatro negro baiano a partir das experiências de suas trajetórias. O diretor musical Jarbas Bittencourt, o ator Leno Sacramento e a atriz Helisleide Bomfim participam do encontro.

Performance A Mulher Desorganizada com a atriz Leide Bonfim

Dia 20/11 (sexta) – às 19h 

A Mulher Desorganizada, de Leide Bonfim, é uma performance que se refere à experiência pessoal de sofrimento que a atriz enfrentou ao ter passado por duas depressões pós-parto e viu, no teatro, sua cura. Por meio da conscientização do sofrimento, do autocuidado em saúde mental das mulheres com transtorno mental, a premiada atriz busca meios para ajudar a cuidar de mulheres de rua que têm desorganização mental.

Leide Bonfim é atriz e ativista da luta antimanicomial e dos direitos humanos, palestrante, representante Nacional em Saúde menta (BA) e feminista.

Os ingressos custam R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira). Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla. O link está disponível na bio do instagram @casapretaespacodecultura ou na bilheteria do local. End.: R. Areal de Cima, 07 – Dois de Julho, Salvador – BA.

Espetáculo No Tabuleiro da Baiana Tem com o Coletivo Cênico Musical Performáticos Quilombo

Dia 21/11 (sexta) – às 19h 

Encenado pelo Coletivo Cênico Musical Performáticos Quilombo, o espetáculo “No Tabuleiro da Baiana Tem” tem como pano de fundo um tabuleiro de acarajé que, para além de entreter, promove reflexões sobre racismo, questões de gênero, orientação sexual, preservação do meio ambiente, direitos e deveres e feminicídio. É uma comédia popular, rasgada, educativa, caricata e reflexiva.

O coletivo artístico independente é formado por artistas afrodescendentes e periféricos que há 15 anos desenvolvem um trabalho de resistência, militância e ativismo por meio da arte. Com a música como segmento principal, integra diferentes linguagens artísticas, como teatro, dança, poesia, literatura, performance e artes visuais, promovendo reflexões sobre o racismo, a ancestralidade africana, a identidade cultural e a valorização da cultura afro-brasileira

Os ingressos custam R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira). Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla. O link está disponível na bio do instagram @casapretaespacodecultura ou na bilheteria do local. End.: R. Areal de Cima, 07 – Dois de Julho, Salvador – BA.  

O projeto Elos e Elãs – Criação, Fruição, Formação e Intercâmbio na Casa Preta tem o apoio da Funarte, Ministério da Cultura, Governo Federal, através do  Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2025. 

Sob a coordenação geral dos artistas Gordo Neto e Caio Rodrigo, o projeto Elos e Elãs (de dinamização da programação da Casa Preta Espaço de Cultura) promoverá durante todo o ano de 2026 ações e conteúdos temáticos que englobam atividades formativas em diversas áreas, convocatórias de pautas gratuitas subsidiadas para a comunidade artística da Bahia,  apresentação de espetáculos de grupos residentes, debates e eventos calendarizados; são eles: “Evoé – Pré-Carnaval dos Artistas”, do “Arraiá da Areal” (no São João) e de “Nos 4 cantos da Casa”, em que artistas ocupam todos os espaços da Casa, do quintal ao terraço, com performances e trabalhos das mais variadas linguagens, temas e estéticas. Nesse sentido, propõe uma extensa programação anual, que se baseia em pilares como criação, fruição, formação e intercâmbio. 

   + SOBRE A CASA PRETA ESPAÇO DE CULTURA

A Casa Preta Espaço de Cultura é um casarão de quatro pavimentos, da década de 1920, assim denominado pela vizinhança em razão de sua fachada, escurecida ao longo dos anos. Impregnada de história nas madeiras, paredes largas e janelas que marcam sua arquitetura, possui um jardim tranquilo ao fundo e vista, do seu terraço, para o Museu de Arte Sacra e a Baía de Todos os Santos. 

A Casa se consolidou como um espaço cultural alternativo no centro de Salvador, em atividade desde 2009. O espaço chegou a realizar cerca de 200 atividades por ano, entre apresentações musicais, teatro, dança, seminários, debates e oficinas. 

Os ambientes da Casa permitem múltiplos usos e propiciam o intercâmbio para atrair públicos diversos. A sua programação é constituída de projetos próprios ou externos com forte presença de eventos voltados para o público LGBTQIAPN+, feminino e negro. A Casa Preta abriga dois Grupos Residentes (Teatro Terceira Margem e Cia de Teatro da Casa); um acervo de objetos cenográficos (É tudo Cenário, de Luis Parras); um atelier de cenografia Atelier Maurício Pedrosa); além de realizar eventos “calendarizados” (Arraiá da Areal, Evoé – Pré Carnaval dos Artistas, e Nos 4 cantos da Casa). É um espaço aberto a todas as linguagens artísticas.

Cia de Teatro da Casa – Formada por Gordo Neto, Vivianne Laert, Rui Manthur e Iara Colina, a Cia de Teatro da Casa, criada em 2011, montou os espetáculos “Dissidente”, 2012-2017, “O que Vem Depois” 2025-2026 e co-produziu Zuzu Angel, Agora Milito, 2026, além de leituras e oficinas.

Teatro Terceira Margem

Criado em 2013, formado por Caio Rodrigo, Raquel Bosi e Ian Fraser, conta ainda com os colaboradores Erick Saboya e Pedro Benevides. Tem em seu currículo os espetáculo Cartografia do Abismo, A máquina que dobra o nada, O bobo, Woyzeck-Zé Ninguém, As cidades, Quatro por liberdade, [sem] Drama e Ensaio para uma Redenção além do espetáculo Homem é Homem, em parceira com a Cia de Teatro da Ufba e Casa Preta Espaço de Cultura. 

Cia. Tarot

Cia. Tarot é uma companhia de teatro experimental que utiliza do baralho de tarot para suas criações. Surgiu a partir da montagem do espetáculo Tarot realizado no Teatro Castro Alves em novembro e dezembro de 2022. Composta por Fernanda Paquelet, Luís Parras e Raquel Parras.

É Tudo Cenário

É Tudo Cenário é um acervo de objetos e cenografia voltado para o audiovisual e as artes cênicas e que promove uma série de ações voltadas para o fortalecimento do mercado e a formação, além da gestão do Cine Clube Casa Preta e da Galeria Parede, ambos realizados em parceria com a Casa Preta Espaço de Cultura.

O projeto Elos e Elãs é… 

Gordo Neto – Coordenação Geral – Núcleo Gestor

Caio Rodrigo Chaves – Coordenação Artística (Teatro) – Núcleo Gestor

Ivo Oliveira Conceição – Coordenação Técnica – Núcleo Gestor

Ramona Gayão – Coordenação de Produção – Núcleo Gestor

Jarbas Bittencourt da Virgens – Coordenação de Música – Núcleo Gestor

Luis Parras – Coordenação de Artes Visuais – Núcleo Gestor

Micheline Reis Nascimento (Micha) – Coordenação do Espaço (gerente) – Núcleo Gestor

Pâmela Paranhos – Coordenação de Comunicação/Gestão de Mídias Sociais – Núcleo Gestor

Assessoria de Imprensa: Arlon Souza 

Designer: Caíque Chaves

Realização: Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, Fundação Nacional de Artes, Ministério da Cultura do Governo do Brasil. 

Compartilhar:

Mais lidas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *