BaZá RoZê comemora oito anos e convoca público a fazer parte da edição “Sou RoZê, Sou Roseira”
Nesta edição de aniversário “Sou RoZê, Sou Roseira” traz na programação: contação de história (Sáb, 16h), Circo Peligro (Dom,16h30), oficina de argila (Sáb,15h30), aula de biodanca (Dom, 15h30); além da roda de conversa sobre dinheiro e emoções (Sáb, 15h) e os shows das cantoras Eloah Monteiro com “Samba da Mulher Demais” (Sáb, 18h) e “Andrezza apresenta Gal pra Dançar” (Dom, 18h), no MAB, 13h às 20h, com entrada gratuita
Conhecido por ser um espaço afetivo e artístico que promove a união da arte, cultura e empreendedorismo com protagonismo feminino, o BaZá RoZê vem, durante oito anos de existência, incentivando os soteropolitanos a experienciar a própria cidade através da ocupação de lugares históricos e equipamentos culturais e, desta vez, para comemorar o aniversário no Museu de Arte da Bahia, dias 12 e 13 de setembro, das 13h às 20h, com entrada gratuita, traz o tema “Sou RoZê, Sou Roseira”. Desde 2018, o RoZê tem atraído e mobilizado diversas gerações para conhecer melhor Salvador, através das visitas e entretenimento em museus, bibliotecas, instituições, festivais de música e casas de eventos por onde a Feira Artística Feminista já passou, desde quando iniciou na Casa Rosada dos Barris, até os dias de hoje no Museu de arte da Bahia – MAB. Ao longo de quase uma década, a missão do RoZê permanece em juntar diversão com aprendizado sem esquecer do incentivo voltado para a economia criativa. Ao lado da família e amigos/as é possível desfrutar de lugares seguros, confortáveis e acessíveis, e apreciar tanto a arte clássica e contemporânea quanto o artesanato autoral e regional.
A curadoria do RoZê segue alinhada com a visão cultural do empreendedorismo criativo e feminino sempre trazendo uma programação diversa e gratuita com shows, oficinas, atividades infantis para todos e todas. No evento também é possível vivenciar espaços com diálogos e intercâmbio de saberes entre os diversos públicos que se reúnem em rodas de conversas para debater temas atuais. Segundo Brenda Medeiros, jornalista, produtora e idealizadora do BaZá RoZê, o desejo de montar a feira/evento surgiu e vem contagiando muitas mulheres empreendedoras que desejam tornar seus sonhos realidade.
O resultado dessa caminhada é colhido a cada ano que passa, somando cerca de 55 edições ao longo de quase uma década em lugares diversos da capital baiana somando cerca de 3 mil pessoas a cada passagem pelos espaços históricos, socioeducacionais e culturais, porém já tendo dobrado esse número em algumas edições, onde já chegou a receber 6 mil pessoas. Somente em 2025, compareceu ao evento 16 mil visitantes entre o Goethe – Institut SSA e Museu de Arte da Bahia (MAB), distribuídos em 5 edições ao longo do ano passado, atraindo pessoas de todas as idades, com famílias trazendo crianças de colo, jovens, adultos e idosos.
Já chega perto de mil expositores de áreas diversas que já participaram do BaZá RoZê, incluindo marcas de segmentos da moda, acessórios, decoração, designer, fotografia, artes visuais, brinquedos educativos, produtos sustentáveis, além do ramo da gastronomia com menus que trazem comidas regionais, mediterrâneas, veganas, entre outras. Ainda se juntam a esse montante artistas da música, dançarinos/as, performers, circenses, recreadores/as, oficineiros/as, contadores/as de histórias, escritores/as, terapeutas e jornalistas que participam da programação cultural do RoZê ao longo desses anos. E a cada edição existe uma média de 50 a 60 vagas gerando renda para esse mesmo número de famílias. O cadastro de seleção atrai mais pessoas interessadas em fazer parte da feira. O link de seleção para expor como feirante encontra-se na bio do instagram @bazaroze com um formulário com informações sobre quem é o BaZá RoZê e como fazer para participar.
HISTÓRICO ROZÊ
Fundado na Casa Rosada dos Barris (2018), bar e restaurante boêmio que funcionava naquela região no início dos anos 2000, o RoZê nasce com um propósito em prol da emancipação feminina, já que no espaço estava habitado por uma residência artística de mulheres que produziam shows, saraus, lançamentos de livros, etc. Daí surge o nome RoZê inspirado na Casa Rosada. Nesse período, fizeram parte da programação do RoZê muitas performances, bate-papos e shows, como os da cantora nigeriana Okwei Odili, Jam da Geleia Solar com Ivan Huol e jazzistas da Bahia, Marcela Belas com participação de Ana Dumas, Lavínia, Filipe Lorenzo, entre outros. A partir de 2019, o coletivo seguiu em busca de novas conquistas, de ampliar público atraindo mais atrações, como a jovem compositora e cantora de blues, Cacá Magalhães, a cantora carioca Mãeana ao lado do músico Bem Gil e outras referências da música baiana, como a sambista Juliana Ribeiro e as cantoras Aiace, Manuela Rodrigues, Ana Barroso, Sandra Simões, Ana Paula Albuquerque, Juliana Leite, Angela Veloso, Luiza Brito, Vanessa Melo, Priscila Magalhães, Pedro de Rosa Morais e Estevam Dantas são alguns dos nomes que já passaram pelo palco RoZê.
Desde 2023, a Feira Artística Feminista lançou o ROZÊ OCUPA – projeto de ampliação com o objetivo de atrair a população de Salvador para conhecer melhor a cidade onde mora e lugares em que o público possa conciliar ocupação empreendedora, artística, gastronômica, afetiva, iniciando ocupações em museus e instituições culturais – Palacete das Artes, MAC – BA (Museu de Arte Contemporânea da Bahia), MAM – BA (Museu de Arte Moderna da Bahia), MAB (Museu de Arte da Bahia), Museu Carlos e Margarida Costa Pinto, Aliança Francesa de SSA, Goethe-Institut SSA, Biblioteca Central da Bahia. Participou também do Verão da OSBA (Orquestra Sinfônica da Bahia), Casa Ninja Bahia e dos Festivais: Sangue Novo, Radioca, Novíssimos Labs, Virada Cultural dos Museu da Bahia, Virada Sustentável SSA, além de ter promovido festivais próprios na Casa Rosa e na Casa Pia de São Joaquim.
PROGRAMAÇÃO EDIÇÃO SOU ROZÊ, SOU ROSEIRA -12 e 13/09 – MAB
O RoZê apresenta “Samba da Mulher Demais” com Eloah Monteiro no dia 12/09/Sáb, às 18h. Eloah estará acompanhada por uma banda formada por mulheres, em um espetáculo que combina repertório autoral e releituras da música brasileira a partir de uma sonoridade marcada pelo samba baiano contemporâneo. Nascida em Ilhéus e com mais de 20 anos de trajetória musical, Eloah Monteiro tem uma obra atravessada pela ancestralidade baiana, o pertencimento e a afirmação da mulher negra, fazendo do samba um território de memória, invenção e presença. O show nasceu a partir do repertório autoral da artista e releituras de sambas e canções brasileiras, como canções de Gilberto Gil, Arlindo Cruz, Mariene de Castro, entre outros. A formação reúne Eloah Monteiro na voz, Carol Pêpa no baixo e na direção musical, Geovana Franco no violão e Déia Azevedo na percussão.
O show de encerramento do RoZê, no dia 13/09/Dom, às 18h, é com Andrezza Santos com “Andrezza apresenta Gal pra dançar”. Cantora, compositora, instrumentista e produtora musical, com uma sonoridade autêntica inserida na MPBA (Música Popular da Bahia), transitando entre samba-reggae, rock, arrocha, afrolatinidades e experimentações eletrônicas. Natural de Uauá (BA), com trajetória entre o Vale do São Francisco, a periferia de São Paulo e atualmente radicada em Salvador. Com circulação de shows no Brasil e na Europa, participação em importantes festivais e premiações como Melhor Intérprete no Festival da Educadora FM (2025), sendo o mais recente, Andrezza consolida sua trajetória como um dos nomes promissores da nova cena da música baiana com os álbuns “Alto Lá” (2019) e “Eutrópica” (2022), além de videoclipes e uma série audiovisual em seu canal no YouTube.
O evento também traz atrações voltadas para toda a família, a experiência da Oficina Modelagem Livre de Argila, no dia 12/09/Sáb, às 15h30, com vagas limitadas. Durante a aula, o público terá as primeiras noções de modelagem criativa para explorar diversas formas em um processo livre, lúdico e artístico. São bem-vindas e bem-vindos pessoas de todas as idades. As crianças devem estar acompanhadas por seus responsáveis. No dia 13/09/Dom, às 16h30, o público será convidado a assistir o “Circo Peligro” com o palhaço e malabarista Milo Peligro e suas aventuras circenses – malabares, palhaçaria e números inusitados com bastante aventura. Outra opção para a criançada é a contação de história “Alice e o Enigma do Ourovaia” com a escritora Helena Nascimento, no dia 12 de setembro, às 16h. A afro-narrativa infantil será contada através de causos da lavadeira Cesária (interpretada por Helena Nascimento) com foco em oralituras que entrelaçam músicas do cancioneiro popular com o afro-fantástico, promovendo uma experiência sensorial rica que dialoga com o universo simbólico das crianças e dos adultos presentes. Helena Nascimento vem despontando como escritora também com outros livros infantis: Quixote, o quirubim do Sertão e Malaika e o baile das folhas e a premiada obra: A flor do dendê e as filhas de Iansã.
O público também será convidado a refletir e trocar experiências sobre como as emoções afetam a maneira como lidamos com o dinheiro-, de como a presença ou a ausência de dinheiro também afetam profundamente as emoções, na roda de conversa: “Primaveras de si – Dinheiro também floresce” -, com a psicóloga Samira Simon, a consultora financeira Natália Maria e a mediadora e também psicóloga Márcia Lisboa, dia 12/09 (sábado), 15h. Segundo as palestrantes, sentimentos como medos, desejos, inseguranças, sensação de merecimento, necessidade de pertencimento, experiências familiares e histórias que construímos em torno do dinheiro participam dessas escolhas e todas nossas decisões financeiras também são tomadas a partir desses atravessamentos em nossas vidas. A dupla de mulheres vai ainda desmistificar o preconceito que ainda existe em aproximar esses dois universos, como se reconhecer a dimensão emocional das decisões financeiras anulasse a importância dos dados econômicos, ou como se falar de dinheiro contaminasse o campo das emoções. “Esses elementos não se anulam; eles se complementam. Podemos olhar para dados reais, para comportamentos econômicos e para decisões financeiras, sem deixar de olhar para o ser humano que está tomando essas decisões”, ressaltam. Quem vier curtir o aniversário de oito anos do RoZê na edição “Sou RoZê, Sou Roseira” também ganhará de presente uma aula de Biodança ministrada pelo Biocentrum, no dia 13/09/Dom, às 15h30 – uma proposta terapêutica, artística e de crescimento pessoal realizada em grupo com o objetivo de renovar a saúde, reeducar os afetos e nos fazer pensar o quanto estamos aproveitando, verdadeiramente, a vida que temos. As orientadoras avisam que não precisa saber dançar – os movimentos são livres. Basta acompanhar o som de músicas cuidadosamente selecionadas, trabalhando para reduzir stress, melhorar a autoestima e ganhar mais vitalidade com melhor saúde.
