Coleção Claudio Masella de Arte Africana em destaque no Novembro Negro do Solar Ferrão
Durante o mês do Novembro Negro, o Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho) realiza uma série de atividades relacionadas à Coleção Claudio Masella de Arte Africana que (composta por mais de 1000 peças) caracteriza a riqueza e a diversidade da produção cultural africana do século XX, expressada em objetos, sobretudo máscaras, escultura de diversas etnias e localidades da África. Em exposição permanente no local, tem horário especial de
visitação durante o mês de novembro: de terça a sábado, das 10h às 17h.
Em 13/11, das 15h às 17h, acontece uma roda de conversa com a museóloga Joana Flores, com o tema “Representações simbólicas do racismo nos museus: uma reflexão no século XXI”. No dia 21/11, às 14h, será realizada com os integrantes do AEA uma visita guiada à Coleção de Arte Africana Claudio Masella seguida de oficina de confecção de ecobags com estampas da coleção visitada. Já em 20/11, das 15h às 17h, nova visita mediada à coleção seguida de uma roda de conversa com o turismólogo Antonio Luiz Figueiredo. “A história e a complexa relação entre policiais e os terreiros de candomblé da Bahia, no período compreendido entre 1912 – 1939” será o tema, em 27/11, das 15h às 17h, da conversa com o historiador e mestre em antropologia Sílvio Rosário que tratou desse assunto em seu livro “Entre batidas e batuques: a polícia e os candomblés da Bahia”, lançado em junho de 2019.
Além desses encontros, em 29/11, o público vai participar da oficina de confecção de bonecas Abayomi. Boneca símbolo de resistência negra ficou conhecida como Abayomi, termo que significa “encontro precioso”, em iorubá. Sem costura alguma (apenas nós ou tranças), as bonecas não possuem demarcação de olho, nariz ou boca para favorecer o reconhecimento das múltiplas etnias africanas. “Quando você dá uma boneca Abayomi para alguém, esse gesto significa que você está oferecendo o que tem de melhor para essa pessoa. Também eram confeccionadas por mães negras africanas para acalentar seus filhos a bordo dos navios tumbeiros que faziam a travessia do Atlântico transportando, além de mercadorias, homens, mulheres e crianças destinadas ao trabalho escravo na América portuguesa”, explica Fátima Soledade, do Solar Ferrão.
Ainda no Solar Ferrão, o público pode conferir a exposição “Inquietude na Contemporaneidade” de autoria do artista plástico Denissena que fica em cartaz até 25/01/2020. As produções inéditas reúnem seis linguagens: pinturas em telas, arte digital e grafite, onde o artista traz as questões étnicas-raciais, gênero, identidade, injustiças sociais e a questão ambiental. “A exposição traduz a minha inquietação em relação com a arte no cotidiano. A contemporaneidade traz a característica, particularidade ou estado de ser contemporâneo; qualidade de existir ao mesmo tempo; coexistência”, explica.
LabDimus – No mesmo prédio de funcionamento do Solar Ferrão, o LabDimus promove uma oficina de experimentação fotográfica para alunos do Colégio Estadual Azevedo Fernandes (12 e 14/11) e para outro grupo (a confirmar) em 27 e 29/11. “A oficina tem como tema questões da identidade cultural e o legado afro-brasileiro. As fotografias produzidas em oficina serão publicadas em uma plataforma digital, criada pelos próprios alunos”, explica a coordenadora do LabDimus, Cristina Melo.
Outra atividade do LabDimus será a exposição “O que meu bairro tem que me dá orgulho – a memória do bairro de Cosme de Farias”, com abertura em 19/11, às 10h, na Escola Municipal Lélis Piedade. A mostra (que fica em cartaz até 10/12) é resultado do projeto “Quem somos: memória e identidade no Ensino Fundamental” e reúne todo material produzido durante as oficinas do projeto (pinturas, colagens, produções tridimensionais, cartazes e fanzine) que trabalharam a identidade cultural do bairro e dos próprios estudantes, abordando ainda temas relacionados as questões raciais. Além disso, um vídeo será produzido com entrevistas de professores, pais e moradores do bairro, abordando temáticas que se relacionam com o conteúdo da exposição.
As atividades do Solar Ferrão fazem parte do Novembro Negro do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). Além do Solar Ferrão participam: Palacete das Artes, Museu de Arte da Bahia (MAB), Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Museu Tempostal, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, Parque Histórico Castro Alves (PHCA) – localizado em Cabaceiras do Paraguaçu, onde nasceu o poeta – e o Museu do Recolhimento dos Humildes, em Santo Amaro.
Programação
Centro Cultural Solar Ferrão
13/11 das 15h às 17h – Roda de conversa com a museóloga Joana Flores, com o tema “Representações simbólicas do racismo nos museus: uma reflexão no século XXI”.
20/11 das 15h às 17h – Visita mediada à Coleção de Arte Africana Claudio Masella seguida de uma roda de conversa com o turismólogo Antonio Luiz Figueiredo.
21/11 às 14h – Visita guiada à Coleção de Arte Africana Claudio Masella seguida de oficina de confecção de ecobags com estampas da coleção visitada. Grupo fechado AEA.
27/11 das 15h às 17h – Roda de conversa com o historiador e mestre em antropologia Sílvio Rosário que discutirá sobre a história e a complexa relação entre policiais e os terreiros de candomblé da Bahia.
29/11 – Oficina de confecção de bonecas Abayomi. Às 10h com a Escola Municipal Vivaldo da Costa Lima e às 14h aberto ao público. Inscrição pelo gt****************@***il.com ou 3116-6743.
Exposição “Inquietude na Contemporaneidade” de Denissena. De 08/11 a 25/01/2020.
Coleção de Arte Africana Claudio Masella. Em exposição permanente no local, tem horário especial de visitação durante o mês de novembro: de terça a sábado, das 10h às 17h.
Visitação geral: terça a sexta, das 10h às 17h; sábado das 13h às 17h
Entrada: grátis
Endereço: Rua Gregório de Mattos, 45 – Pelourinho, Salvador (BA)
Contato: (71) 3116-6743
