Conflito “Tribalistas” no Pelourinho
No último dia 26 de agosto a Diretoria de Vigilância à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde – VISA/DSCH, através de ofício, alertou à Diretoria de Gestão do Centro Histórico, também da Prefeitura, sobre a atividade de pintura corporal realizada na área do Pelourinho, considerada pelo órgão de saúde como não adequada aos critérios seguros para retorno. No ofício, a chefe da VISA/DSCH, Ana Lúcia Leiro, afirma que “os princípios de prevenção da contaminação ficam impossibilitados de acontecer, tendo em vista que o uso dos pincéis na pele de várias pessoas, bem como o uso coletivo das tintas, oferece grande risco sanitário”.
A ACHE – Associação do Centro Histórico Empreendedor, criada recentemente por comerciantes e empresários que atuam no Centro Histórico, vem a público manifestar sua opinião e solicitar que de fato os poderes públicos interfiram no problema, que não é somente um problema sanitário, mas social e que afeta a todos que vivem a atuam no Centro Histórico de Salvador. A ACHE questiona :
1- Se a proibição é baseada no parecer da Diretoria de Vigilância à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, qual a razão para ela não ser posta em prática, já que ação oferece risco real para quem entra em contato com os “tribalistas”, que podem contaminar os clientes através da tinta e do pincel que não são higienizados a cada aplicação ? A ACHE sugere a promulgação de um Decreto Municipal direcionado a este ramo de atividade, e baseado na manifestação da Secretaria Municipal de Saúde.
2- A Prefeitura do Salvador, assim que percebeu a necessidade de se proibir a atividade dos “tribalistas”, ofereceu a possibilidade deles conseguirem licença para atuarem em outra área da cidade, em outra atividade, já que no Centro Histórico não é mais permitido.
3- Os comerciantes e empreendedores se comprometeram com a Prefeitura de avaliar a possibilidade de absorver esta mão de obra.
4- É importante ressaltar que muitas vezes a ação destes “tribalistas” tem sido, além de perigosa do ponto de vista da falta de protocolos para se evitar a contaminação, insistente, extorsiva e às vezes até violenta, em tom de ameaça aos visitantes do Centro Histórico (vide vídeo https://gopro.com/v/aR8vKQQO3Kqlg). A ACHE sugere que as vítimas, em caso de constrangimento ou coerção, procurem o policial mais próximo pedindo apoio, mesmo que só seja possível logo após o fato.
5- Essa atitude ilustrada pelo vídeo implica em que cada dia menos pessoas desejem frequentar o Centro Histórico de Salvador, o que gera demissões em vários estabelecimentos. E como ficam as pessoas que são demitidas por causa de ações como essas? Elas também têm famílias… Não existe só um lado a ser ouvido…
Sobre a ACHE
Reunindo empresas dos mais variados seguimentos – gastronomia, produção cultural, hotelaria, estacionamentos e lojas de varejo – a ACHE nasce como um projeto pautado na paixão que os empreendedores tem pelo Centro Histórico e na vontade de criar uma nova cultura de gestão participativa e coletiva. “A ACHE nasce compreendendo os limites do poder público, apoiando as ações sociais e principalmente, focada na quebra de paradigmas e na construção de uma nova imagem do Centro Histórico. Uma imagem, que não atraia apenas turistas, mas todos os soteropolitanos. Arte, moda, gastronomia, entretenimento, conforto, história, segurança e lazer, tudo em um só lugar.
Por Doris Pinheiro
