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Festival CineMonde ganha primeira edição entre 9 e 12 de novembro

9 - 13 minutos de leituraModo Leitura
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De tema “Histórias de cinema africano”, festival conta com a exibição de obras da Cinémathèque Afrique do Institut Français e do filme “Cartas para…” da baiana Vânia Lima

Entre os dias 9 e 12 de novembro de 2026, o Teatro Molière da Aliança Francesa de Salvador acolhe o Festival CineMonde com 15 sessões de exibição de obras audiovisuais, reunindo uma seleção de filmes ficcionais, documentários e animação do continente africano e uma obra da Bahia. Os ingressos podem ser reservados através do site afbahia.com.br/cinemonde mediante a uma taxa simbólica de R$ 10.

A programação do Festival CineMonde, que tem por temática “Histórias de cinema africano”, conta com uma curadoria de obras audiovisuais africanas que circularam pontualmente em circuitos comerciais, destacando o acervo da Cinémathèque Afrique do Institut Français.

Entre animações, documentários e ficções de longa-metragem de países como Cabo Verde, Costa do Marfim, Egito, Marrocos, Senegal e Sudão, serão exibidos “Adama” (2015) de Simon Rouby, “Aya de Yopougon” (2012) de Marguerite Abouet et Clément Oubrerie, “Haut et Fort” (2021) de Nabil Ayouch, “Le Mandat” (1968) de Ousmane Sembene, “Nha fala” (2002) de Flora Gomes, “Nome” (2023) de Sana Na N’Hada, “Tu mourras à 20 ans” (2019) de Amjad Abu Alala e “Tug of War” (2021) de Amil Shivji. O longa baiano, que inclusive abre oficialmente o festival, é “Cartas para…” (2025) de Vânia Lima.

Já em relação aos curta-metragens, serão exibidas as obras “Azumah: The Ghanaian Hero” (2018) de Nii Ofei-Kyei Dodoo, “Kaminhu” (2023) de Marie Vieillevie, “Le Pharaon, le Sauvage et la Princesse” (2022) de Michel Ocelot, “Microbus” (2021) de Maggie Kamal e “Sèt Lam” (2023) de Vincent Fontano.

O evento contempla ainda sessões educativas gratuitas seguidas de debates sempre às 9h30 e às 14h, tendo por público alvo estudantes do ensino fundamental à graduação, a fim de estimular formação de plateia e uma experiência cultural conectada a uma reflexão crítica. Escolas e instituições interessadas em trazer seus estudantes podem enviar uma mensagem para ci*******@*********om.br para fins de articulação e reserva.

Os eventos de abertura e encerramento, gratuitos e para o público geral, serão realizados, respectivamente, em 9 de novembro (segunda-feira) às 17h30 e no dia 12 de novembro (quinta-feira) às 19h no Teatro Molière. O primeiro terá a exibição dos curta-metragens “Azumah: The Ghanaian Hero” (2018) de Nii Ofei-Kyei Dodoo, “Kaminhu” (2023) de Marie Vieillevie e “Sèt Lam” (2023) de Vincent Fontano, seguido do filme “Carta para…” (2025) de Vânia Lima e com a presença da mesma para um bate-papo, finalizando a noite com um coquetel e DJ. Já no segundo, também haverá um coquetel de despedida do festival das 19h às 20h, seguido da exibição novamente do curta “Kaminhu” e do longa-metragem “Nome” (2023) de Sana Na N’Hada.

Conceito e curadoria |

Existem filmes que, para além de produtos artísticos, são ferramentas de conhecimento capazes de deslocar o público a um período divisor de águas, a um território de disputa ou a movimentos culturais de impacto global. A intenção do CineMonde não é ser apenas um festival, mas criar um espaço de diálogo e conexão entre obras e seus realizadores, profissionais do audiovisual, professores e estudantes do ensino fundamental à graduação, bem como com o público geral a fim de despertar olhares, provocar perguntas e estimular a imaginação de novas formas de sociedade. Afinal, o cinema pode transformar as pessoas e, através delas, transformar o mundo: é a partir dessa convicção profunda que nasce o CineMonde. 

Como ponto de encontro, Salvador, pólo de investimento em audiovisual em ascensão, vide o lançamento do primeiro plano de desenvolvimento do setor audiovisual da história do município, o SalCine, em 2023, além da inauguração em 2026 da Bahia Filmes, empresa pública estadual dedicada ao audiovisual no Brasil, pelo Governo do estado. O recorte da temática sobre cinema africano também não é por acaso, já que se alinha com o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, e com o fato da capital deter a 3ª maior população preta ou parda do país, conforme dados do Censo do IBGE de 2022.

Assinam a curadoria do festival Alberto Iannuzzi, produtor e diretor ítalo-brasileiro, soteropolitano, com uma longa trajetória profissional em vários países africanos; Caio Cezar Souza de Araujo, cineasta brasileiro e artista visual, com formação em Artes Visuais — Processos Criativos e doutorado pelo PPGAV-UFBA; Nicolas Piccato, profissional das indústrias culturais e adido audiovisual da Embaixada da França no Brasil; e Sandrine dos Santos, especialista francesa em cultura, doutoranda em cinema e diretora da Aliança Francesa de Salvador.

Realização e apoio |

O projeto é realizado pela Embaixada da França no Brasil, Aliança Francesa de Salvador e pela Associação Controluce em parceria com a Cinemateca da Embaixada França no Brasil, Cinémathèque Afrique do Institut Français, SalCine, Trapiche Barnabé e Abajur Filmes.

Programação |

09/11

  • 9h30 | Sessão educativa com a exibição dos curtas de animação “Azumah: The Ghanaian Hero” (2018) de Nii Ofei-Kyei Dodoo, “Kaminhu” (2023) de Marie Vieillevie e “Le Pharaon, le Sauvage et la Princesse” (2022) de Michel Ocelot
  • 14h | Sessão educativa com a exibição do curta-metragem “Microbus” (2021) de Maggie Kamal, seguida da exibição do filme “Haut et Fort” (2021) de Nabil Ayouch
  • 17h30 | Abertura oficial com sessão de curtas e exibição de “Azumah: The Ghanaian Hero” (2018) de Nii Ofei-Kyei Dodoo, “Kaminhu” (2023) de Marie Vieillevie e “Sèt Lam” (2023) de Vincent Fontano
  • 18h30 | Exibição do documentário “Cartas para…” (2025) de Vânia Lima, seguida de um bate-papo com a diretora
  • 20h30 | Coquetel e DJ

10/11

  • 9h30 | Sessão educativa com a exibição do filme de animação “Adama” (2015) de Simon Rouby
  • 14h | Sessão educativa com a exibição do filme de animação “Aya de Yopougon” (2012) de Marguerite Abouet e Clément Oubrerie
  • 17h30 | Exibição do curta-metragem “Kaminhu” (2023) de Marie Vieillevie, seguida da exibição do filme “Nha fala” (2002) de Flora Gomes
  • 19h30 | Exibição do curta-metragem “Sèt Lam” (2023) de Vincent Fontano, seguida da exibição do filme de ficção “Tug of War” (2021) de Amil Shivji

11/11

  • 9h30 | Sessão educativa com a exibição do curta-metragem “Microbus” (2021) de Maggie Kamal, seguida da exibição do filme “Haut et Fort” (2021) de Nabil Ayouch
  • 17h30 | Exibição do curta-metragem “Sèt Lam” (2023) de Vincent Fontano, seguida da exibição do filme “Le Mandat” (1968) de Ousmane Sembène
  • 19h30 | Exibição do curta-metragem “Microbus” (2021) de Maggie Kamal, seguida da exibição do filme “Haut et Fort” (2021) de Nabil Ayouch

12/11

  • 9h30 | Sessão educativa com a exibição do filme de animação “Aya de Yopougon” (2012) de Marguerite Abouet e Clément Oubrerie
  • 14h | Sessão educativa com a exibição dos curtas de animação “Azumah: The Ghanaian Hero” (2018) de Nii Ofei-Kyei Dodoo, “Kaminhu” (2023) de Marie Vieillevie e “Le Pharaon, le Sauvage et la Princesse” (2022) de Michel Ocelot
  • 17h30 | Exibição do filme “Tu mourras à 20 ans” (2019) de Amjad Abu Alala
  • 19h | Coquetel de encerramento
  • 20h | Sessão de encerramento com a exibição do curta-metragem “Kaminhu” (2023) de Marie Vieillevie, seguida da exibição do filme “Nome” (2023) de Sana Na N’Hada


Filmes e sinopses |

Longas:

“Adama” (2015) de Simon Rouby | 85 minutos | Animação | África do Oeste
Adama, de 12 anos, vive em um vilarejo isolado da África Ocidental. Além dos penhascos, estende-se o Mundo dos Sopros, onde reinam os Nassaras. Certa noite, Samba, seu irmão mais velho, desaparece. Desafiando a proibição dos anciãos, Adama decide partir à sua procura. Com a determinação inabalável de um menino que se torna homem, ele inicia uma jornada que o levará para além dos mares, rumo ao norte, até as linhas de frente da Primeira Guerra Mundial. O ano é 1916.

“Aya de Yopougon” (2012) de Marguerite Abouet et Clément Oubrerie | 84 minutos | Animação | Costa do Marfim
Final dos anos 1970, em Yopougon, bairro popular de Abidjan, na Costa do Marfim. É lá que vive Aya, de 19 anos, uma jovem séria que prefere ficar em casa estudando a sair com as amigas. Aya divide seus dias entre a escola, a família e suas duas melhores amigas: Adjoua e Bintou, que só pensam em sair escondidas para curtir a noite nos bares locais. Mas tudo se complica quando Adjoua engravida. O filme é baseado em uma série de histórias em quadrinhos de seis volumes (Gallimard, 2005), traduzida para 15 idiomas e adaptada para o cinema pelos próprios criadores: a autora Marguerite Abouet e o desenhista Clément Oubrerie.

“Cartas para…” (2025) de Vânia Lima | 89 minutos | Documentário | Brasil
Paulina Chiziane em Moçambique, Elisa Lucinda no Brasil e Raquel Lima em Portugal têm seus cotidianos revelados e alterados na troca de nove cartas que atravessam o Atlântico e sua história colonial. Desejos, angústias e lutas para seguirem escritoras na diáspora são apresentados em uma narrativa poética de sons, espiritualidades e corpos, em que a existência desafia o racismo, o machismo e a xenofobia, mirando no futuro da língua portuguesa e seus falantes.

“Haut et Fort” (2021) de Nabil Ayouch | 97 minutos | Ficção | Marrocos
Título original : Casablanca Beats
Anas, um ex-rapper, é contratado por um centro cultural de um bairro popular de Casablanca. Incentivados pelo novo professor, os jovens vão tentar se libertar do peso de certas tradições para viver sua paixão e se expressar por meio da cultura hip-hop…

“Le Mandat” (1968) de Ousmane Sembene | 105 minutos | Ficção | Senegal
Em um bairro periférico de Dakar, Ibrahim, pai de uma família numerosa e desempregado, recebe uma remessa de dinheiro enviada por seu sobrinho, que trabalha na França. Para sacar o valor, ele precisa obter uma carteira de identidade. Ingênuo, Ibrahim perde-se no labirinto das formalidades administrativas e acaba vendo o dinheiro desaparecer.

“Nha fala” (2002) de Flora Gomes | 90 minutos | Ficção | Guiné Bissau
Antes de partir para a Europa para estudar, Vita, uma jovem africana, promete à mãe que jamais cantará, pois uma maldição que se abate sobre a sua família determina que qualquer mulher que ouse cantar, morrerá amaldiçoada. Em Paris, Vita conhece Pierre, um jovem e talentoso músico por quem se apaixona. Transbordante de alegria, Vita liberta-se finalmente e canta. Horrorizada com o seu acto, Vita deixa-se no entanto convencer por Pierre a gravar um disco. O disco torna-se um sucesso de vendas imediato. Temendo que a mãe descubra que quebrou a promessa, Vita decide voltar a casa… para morrer! Com a ajuda de Pierre e Yano, Vita encena a sua própria morte e ressurreição, para mostrar à família e amigos que tudo é possível, se tiverem a coragem de ousar.

“Nome” (2023) de Sana Na N’Hada | 112 minutos | Ficção | Guiné Bissau
Guiné-Bissau, 1969. Uma guerra violenta opõe o exército colonial português aos guerrilheiros do Partido Africano para a Independência da Guiné. Nome deixa sua aldeia e se junta à guerrilha. Anos mais tarde, ele retorna como herói, mas a euforia logo dará lugar ao amargor e ao cinismo.

“Tu mourras à 20 ans” (2019) de Amjad Abu Alala | 105 minutos | Ficção | Sudão
Sudão, província de Al-Jazira, nos dias atuais. Pouco depois do nascimento de Muzamil, o líder religioso da vila prevê que ele morrerá aos 20 anos. O pai de Muzamil não suporta essa maldição e abandona o lar. Sakina, então, cria o filho sozinha, cercando-o de todos os cuidados. Certo dia, Muzamil completa 19 anos…

“Tug of War” (2021) de Amil Shivji | 92 minutos | Ficção | Zanzibar
Adaptação do premiado romance de Adam Shafi, escrito em suaíli e ambientado em Zanzibar nos anos 1950: uma história de amor abalada pela dura dominação britânica e pela luta local pela libertação. Denge, um jovem combatente pela liberdade, conhece Yasmine, uma jovem de Zanzibar de origem indiana que foge de um casamento arranjado opressivo. Paixão e revolução…

Curtas:

“Azumah: The Ghanaian Hero” (2018) de Nii Ofei-Kyei Dodoo | 13 minutos | Animação | Gana
Azumah Nelson, um azarão, tem duas semanas para se preparar para sua primeira luta internacional. Apesar da derrota por nocaute técnico no último round, ele inicia uma trajetória de luta para se tornar o maior boxeador africano de todos os tempos.

“Kaminhu” (2023) de Marie Vieillevie | 15 minutos | Animação | Cabo Verde
Joanna, uma jovem viajante ocidental, percorre as ilhas de Cabo Verde com seu caderno de esboços. Pelo caminho, conhece Lito, um jovem pescador que a incentiva a prolongar sua estadia no vilarejo de Esperança.

“Le Pharaon, le Sauvage et la la Princesse” (2022) de Michel Ocelot | 19 minutos | Animação | França, Bélgica
No reino de Kush, um jovem rei e uma princesa se amam, mas a mãe da jovem só aceita que a filha se case com o faraó do Egito. Determinado a viver esse amor, ele parte em uma jornada pelo Nilo para conquistar o Egito e se tornar faraó. Com a ajuda dos deuses, enfrenta diversas provações, contando com sua sabedoria e suas qualidades de governante para cumprir a missão.

“Microbus” (2021) de Maggie Kamal | 8 minutos | Ficção | Egito
Em um dia como outro qualquer no Cairo, no Egito, Nour, de 18 anos, recebe uma ligação do irmão avisando que não poderá mais buscá-la. Para não se atrasar para o trabalho, ela precisa pegar uma van de transporte coletivo, sem imaginar que essa viagem a transformará para sempre.

“Sèt Lam” (2023) de Vincent Fontano | 23 minutos | Ficção | Ilha da Reunião
Em um bairro de uma cidade insular, uma menina fica paralisada de medo durante um ritual de transe. Ela teme ver seus entes queridos se machucarem ou desaparecerem. Sua avó lhe conta, então, a estranha história de Edwardo, o primeiro de seu povo a ver a própria morte e enfrentá-la. A menina escuta atentamente, pressentindo que a avó não lhe conta aquela história por acaso.

CineMonde em 2027 |

Para quem curtiu a seleção de filmes e já pensa na edição de 2027, existe uma notícia ainda melhor: a partir de janeiro do ano que vem o Teatro Molière se torna Cine Teatro Molière e o CineMonde fará parte uma programação regular, sempre às terças-feiras à noite, seguindo a mesma linha curatorial do festival com obras baianas e africanas, mas também francesas e da comunidade francófona internacional. Os detalhes serão anunciados na abertura do Festival CineMonde, em 9 de novembro (segunda-feira) na sessão das 17h30.


Serviço |

O que: Festival CineMonde
Quando: 9 a 12 de novembro de 2026
Onde: Teatro Molière da Aliança Francesa de Salvador
Quanto: R$ 10 por sessão, sendo os eventos de abertura e encerramento, bem como as sessões educativas com acesso gratuito
Articulação para sessões educativas: ci*******@*********om.br
Programação completa e ingressos em afbahia.com.br/cinemonde

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