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Fundação Pierre Verger abre em Salvador exposição itinerante Caravana Verger

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A mostra vai levar 80 fotos de Verger para 18 municípios de cinco estados brasileiros

A Fundação Pierre Verger vai realizar uma exposição itinerante com 80 fotos de Verger tiradas nas décadas de 1940 e 1950 e que têm como tema central a cultura popular. A mostra Caravana Verger será aberta no dia 1º de agosto, às 16h, no Acervo da Laje, subúrbio ferroviário de Salvador, com shows de Bule-Bule, Rapadura e Ministereo Público SoundSystem. Tudo gratuito. O projetocelebra os 80 anos da chegada de Verger à Bahia e os detalhes foram anunciados hoje (23.07), em coletiva de imprensa realizada na sede da Fundação.

As 80 fotos de Verger serão expostas em um caminhão contêiner que irá percorrer 18 municípios de cinco estados: Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Minas Gerais, além do Distrito Federal. Uma das novidades é que, pela primeira vez, as imagens de Verger serão expostas em praça pública.  Intitulado de Caravana Verger este megaprojeto foi aprovado na Seleção Petrobras Cultural 2024 com recursos da Lei Rouanet.

No final anos 1940, Pierre Verger fez diversas viagens ao interior do Nordeste brasileiro, notadamente no interior da Bahia (1946 e 1948), interior do Pernambuco (1947 e 1951) junto com alguns amigos artistas – principalmente Carybé, Mário Cravo Junior e Agnaldo Manoel dos Santos. O resultado destas viagens integram a Caravana Verger.

A exposição itinerante vai promover o retorno das fotografias aos locais onde elas foram feitas originalmente. “Vai ser um encontro entre passado e presente, mas com uma reflexão sobre o futuro e a identidade desses locais”, afirma Alex Baradel, diretor cultural da Fundação e coordenador geral do projeto. “Algumas manifestações culturais, registradas pela lente de Verger, foram preservadas, mas outras se perderam com o tempo”, conclui.

Acervo da Laje

Além da exposição, por onde passar, a Caravana Verger vai promover ações formativas e apresentações culturais com artistas locais. Em parceria com o Acervo da Laje serão realizadas oficinas de xilogravura, fotografia, cordel e criação com materiais recicláveis, entre outras linguagens. As primeiras oficinas acontecem na capital baiana, a partir do dia 28 de julho em espaços diversos, como o Parque São Bartolomeu e na própria Fundação Pierre Verger.

            “Vamos receber 90 arte-educadores de 18 municípios brasileiros”, conta o professor e pesquisador José Eduardo Santos, fundador do Acervo da Laje. O objetivo das oficinas é mostrar aos participantes as várias possibilidades de mobilização e envolvimento das comunidades por onde a Caravana vai passar. “Queremos que estes profissionais voltem para suas cidades com muitas ideias e o coração cheio de alegria”, afirma.

Itinerância

A exposição reúne 80 fotografias articuladas a conteúdos audiovisuais. A preocupação com a inclusão e acessibilidade também fazem parte do projeto. As fotos terão audiodescrição e as oficinas contarão com intérprete de libras. Durante os meses de agosto e setembro a Caravana Verger vai percorrer quatro cidades da Bahia: Salvador, Cachoeira, Feira de Santana e Alagoinhas. Do final do mês de setembro ao final de novembro, a mostra vai adentar o Nordeste e passar pelos municípios de Penedo (AL), São João, Caruaru e Vitória de Santo Antão (PE) e Umbuzeiro (PB).

De novembro de 2026 a março de 2027 a exposição volta a circular por municípios baianos: Canudos, Monte Santo, Rio de Contas, Brumado e Bom Jesus da Lapa. A mostra chega ao final nos meses de abril e maio de 2027, percorrendo as cidades de Januária e São Francisco (MG); além de Brasília e Ceilândia (DF).

Confira as datas e locais no roteiro detalhado.

Pierre Verger

Pierre Edouard Léopold Verger (1902-1996) nasceu em Paris, no dia quatro de novembro de 1902. Foi um fotógrafo, etnólogo, antropólogo e pesquisador francês que viveu grande parte da sua vida em Salvador (BA). Ele realizou um trabalho fotográfico de grande importância nos cinco continentes que visitou. Seu foco era o cotidiano e as culturas populares. Além disto, produziu uma obra escrita de referência sobre as culturas afrobaianas e diaspóricas, voltando seu olhar de pesquisador para os aspectos religiosos do Candomblé e tornando-os seu principal foco de interesse.

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