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MinC seleciona 163 projetos e investe R$ 60 milhões para ampliar a presença da produção cinematográfica brasileira em salas de cinema

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Seleção contempla propostas de todas as regiões e prioriza diversidade e descentralização dos investimentos

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria do Audiovisual, divulgou nesta quinta-feira (23), o resultado final do Edital de Comercialização em Cinema. Ao todo, foram selecionados 163 projetos de todas as regiões do país. A iniciativa vai investir cerca de R$ 60 milhões, oriundos do FSA, para ampliar a presença de filmes brasileiros nas salas de exibição e fortalecer o acesso do público às produções nacionais. No total, a chamada recebeu 295 inscrições.

A distribuição dos recursos reforça o compromisso com a descentralização. O eixo Rio de Janeiro–São Paulo concentra 68 projetos, com R$ 29,95 milhões (50% do total). Já as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (CONNE) reúnem 52 projetos, somando R$ 16,7 milhões (27,87%). A macrorregião formada por Sul, Minas Gerais e Espírito Santo (FAMES) concentra 43 projetos, somando R$ 13,25 milhões (22,12%). Todas as propostas elegíveis dessas duas últimas macrorregiões foram contempladas.

O edital também implementou ações afirmativas voltadas à diversidade no setor audiovisual. Empresas vocacionadas — aquelas com participação majoritária de pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência — respondem por 22 projetos, com investimento de R$ 7,25 milhões. Desse total, 18 projetos são liderados por pessoas negras (R$ 5,9 milhões) e quatro por pessoas com deficiência (R$ 1,35 milhão). Todas as propostas elegíveis dessas categorias também foram selecionadas.

Dentre os projetos selecionados, 124 obras contam com participação de mulheres cis ou pessoas trans em funções como roteiro, direção e/ou produção, concentrando R$ 44,65 milhões, o equivalente a 74,54% dos recursos.

Para a diretora de Formação e Inovação Audiovisual da Secretaria do Audiovisual, Milena Evangelista, “mais do que um suporte financeiro, essa iniciativa é uma ação de democratização do acesso, permitindo que obras brasileiras cheguem a salas de cinema de todo país e contribuam para a nacionalização e descentralização do audiovisual”.

A próxima etapa será a contratação dos investimentos, com a assinatura de contratos entre as empresas selecionadas e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O modelo prevê a participação do FSA nas receitas geradas pelas obras.

Para as etapas de contratação e desembolso dos recursos, as empresas proponentes deverão estar em situação regular e adimplentes junto à Ancine. Também estão previstas reuniões de alinhamento com as equipes técnicas da Secretaria do Audiovisual e da Ancine para orientar os procedimentos de formalização das contratações.

A lista completa dos projetos selecionados está disponível disponível aqui. Dúvidas podem ser encaminhadas para co******************@*********ov.br

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