Aldeia Nagô
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“Política Municipal de Inovação aprovada na Câmara não inova em nada, população não foi ouvida”, diz Marta

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Marta critica aprovação da Política Municipal de Inovação: “emendas rejeitadas sem sequer ter debate”

Segundo vereadora do PT, não houve respeito a substância dada ao projeto pelos vereadores para que a política contemplasse toda a população, de maioria negra

Líder do PT na Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues criticou a aprovação pela

Casa da Política Municipal de Inovação, com a rejeição de 16, das 24 emendas emendas apresentadas pelos vereadores.  O projeto foi aprovado na última terça (14).

Segundo Marta, que  votou contrária ao projeto, não foi feita sequer na sessão o debate das emendas, e elas foram rejeitadas sem explicações, sem justificativa, de forma açodada. “Não foi feito o debate se cria receita, se é constitucional, o porquê da rejeição”, criticou.

A Política Municipal de Inovação é um instrumento destinado a orientar as atividades do poder público local e sua relação com os diversos agentes que compõem o Ecossistema Municipal de Inovação, por meio da criação de sistemas, mecanismos e incentivos.

Marta acrescenta que as emendas  são demandas da população apresentadas pelos vereadores por meio da escuta com especialistas e setores da  sociedade civil. “A Política Municipal de |Inovação aprovada hoje na verdade não inova, pois manteve uma estrutura pre-existente que privilegiava muitos poucos empreendedores e cidadãos e cidadãs. Aprovar uma política dessa envergadura com a rejeição às tantas emendas sem o debate, é muito ruim para o legislativo municipal”, declarou.

Para a vereadora, o poder executivo não respeitou a substância dada ao projeto pelos vereadores para que a política contemplasse toda a população, de maioria negra.  “Inovação passa por trabalho, por tecnologia, por acesso,  por desenvolvimento social, por capacitação,  fala de startups existentes numa cidade de maioria negra e pobre cuja população de fato não foi ouvida em sua construção.  Não se pode pensar em inovação se não contempla todas as cidadãs e cidadãos da capital”, declarou.

A edil, que assim como dezenas de vereadores, teve emendas rejeitadas, criticou o curto debate, feito de forma açodada, para a aprovação da Política.  ‘Trata-se de uma política importante  que já chega atrasada e já poderia ter passado por essa Casa, com o debate adequado à envergadura do projeto. O que aconteceu hoje em relação ao não debate das emendas prejudica a nossa Casa. Não tem condição de ficar atravessando a praça pra perguntar ao Poder Executivo o que pode e o que não pode. Quem se elege são os vereadores, é um poder independente”, acrescentou.

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