Revista eletrônica de Salvador desembarca nos Estados Unidos
Por meio do projeto Identidades Transatlânticas, que tem apoio financeiro do Governo do Estado, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural e Secretaria da Bahia, a jornalista da revista eletrônica Acho Digno, Camila de Moraes, irá passar uma temporada em New York, nos Estados Unidos, para conhecer outros exemplos de sucessos de revistas criados e desenvolvidos na capital do mundo.
O projeto resultará em uma pesquisa artístico cultural pelos distritos de Harlem, Brooklyn e Bronx sobre meios de comunicação e sua contribuição para a construção de uma sociedade. O ponto alvo é a cultura digital e o seguimento de revistas eletrônicas especializadas para um determinado público. Tal pesquisa visa verificar como é a influência da mídia sobre a cultura afro americana, como são as suas narrativas e como os jovens dessas comunidades dialogam.
Segundo a jornalista, o intuito dessa pesquisa é poder ser capaz de destrinchar os acontecimentos do ocidente negro para além das fronteiras territoriais e conseguir dialogar como bons aliados nesse mundo de cultura digital. Quebrando barreiras geográficas e de idiomas. Assim poder fazer um link do público brasileiro com a mídia digital norte americana através de edições especiais internacionais da revista Acho Digno tratando sobre temas como a música e a moda do Harlem, ou ainda, o cinema e o design do Brooklyn, e as artes cênicas e design do Bronx. “Dessa forma é possível tentar criar uma imprensa especializada sem pasteurizar a linguagem. Dimensões básicas de existência, em uma filosofia que abre espaço para novas formas de manifestações com ousadia, liberdade de expressão com pensamentos criativos. Podemos afirmar, sem medo de errar, que o uso de tecnologia digital muda comportamentos e cria fascinantes possibilidades de democratizar os acessos à informação e ao conhecimento”, analisa Camila de Moraes.
Com a colaboração do Caribbean Cultural Center African Diaspora Institute, localizado no Harlem, um dos locais de pesquisa, é possível conhecer de perto a comunidade e algumas de suas ações. “Certa vez ouvi de um diretor de teatro que é na estrada que se forma um artista, o caminho se faz caminho. Essa experiência já está sendo incrível. A cultura e a arte parecem que brotam de cada canto, lugar, esquina, estação de metrô. E assim vamos trilhando na trilha dos nossos ancestrais, na busca de identidades transatlânticas”, observa encantada essa vivência pela qual teve a oportunidade de estar experimentando.