Aldeia Nagô
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Romance conta a história de Luiza Mahin, líder da maior revolta negra do Brasil

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Em janeiro de 1835, aproximadamente mil homens e mulheres, armados e com vestes brancas, tomaram a cidade de Salvador com o objetivo de libertar os escravos e criar um Estado Islâmico. E entre eles havia uma mulher: Luiza Mahin, uma ex-escrava, alfabetizada e linda, que liderou os escravos.

Esse é o pano de fundo do romance “Luiza Mahin”, que conta a luta e os amores da principal heroína negra da história do Brasil. A obra, escrita por Armando Avena, que tem nove livros publicados, foi lançada pela Editora Geração em São Paulo e terá noite de autógrafos no próximo dia 17 de dezembro, em Salvador, na Livraria Saraiva do Shopping Salvador.

Quem liderou a revolta foram negros muçulmanos alfabetizados, que se uniram a negros de outras etnias, e organizaram tudo, até um banco foi criado para financiar as ações. A narrativa acompanha o movimento dos negros muçulmanos e entrelaça a revolta com a biografia e os amores da líder, Luiza Mahin. Segundo Avena, Luiza é símbolo da mulher livre e se tem a força de uma guerreira, tem também a sensualidade das heroínas de Jorge Amado.

Figura venerada até hoje pelos baianos, nome de praça na Freguesia do Ó, em São Paulo,  Luiza é considerada um dos símbolos da luta feminina contra a escravidão, mas sua existência ainda provoca debates no âmbito da historiografia oficial, no entanto, no romance de Avena ela é protagonista e o principal elo de ligação de diversos personagens recorrentes na tradição oral da Bahia.

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