Salvador, Rio, São Paulo e mais cinco capitais apostam na comunicação para ampliar legado da ‘Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027’
Segundo a Diretora de Publicidade da Prefeitura Municipal de Salvador (PMS), Lília Lopes, a comunicação será decisiva para transformar o torneio em legado duradouro para as cidades-sede.
Chegando pela primeira vez à América Latina, a ‘Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027’ já movimenta os bastidores da comunicação pública. Com o turismo esportivo em alta, movimentando cerca de US$ 1,3 trilhão até 2032, segundo a Statista, traduzir os números em construção de imagem, usando a publicidade, é um dos desafios profissionais da temporada.
As cidades-sede dos jogos, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília, correm contra o tempo para construir a imagem que vão ‘apresentar’ ao mundo, usando seus canais de comunicação para estruturar o ambiente de negócios antes do apito inicial. As expectativas são altas, uma vez que, antecedendo o torneio feminino, o legado da Copa do Mundo da FIFA 2026 estima movimentar R$ 14 bilhões em campanhas digitais, publicidade e patrocínio.
Conectando investimentos locais ao interesse das marcas, as engrenagens por trás das telas também possuem o desafio de comunicar a identidade do povo, a cultura e a realidade das comunidades locais. De acordo com a Diretora de Publicidade na Prefeitura Municipal de Salvador (PMS), Lília Lopes, o sucesso da estratégia depende do fortalecimento da identidade cultural e do orgulho regional.
“A comunicação é a ponte entre o evento e as pessoas. Mais do que divulgar que Salvador será uma cidade-sede, ela ajuda a construir pertencimento, orgulho e expectativa na população, além de mostrar ao mundo quem nós somos: Salvador já tem uma identidade muito forte, marcada pela cultura, pela diversidade, pela hospitalidade, pela alegria e em especial a excelência operacional de uma cidade acostumada a receber grandes eventos como a Copa de 2014, a Copa da Confederações, sem falar do Carnaval de Salvador – a maior, melhor e mais organizada festa do mundo. E a comunicação ajuda a traduzir tudo isso de forma clara e estratégica para quem está aqui e para quem vai nos conhecer através da Copa”, afirma Lopes.
Uma cidade organizada serve de vitrine para os investidores privados que financiam o ecossistema do esporte feminino e, em paralelo, outros setores do próprio país, como o turismo esportivo, comércio, mobilidade urbana, hotelaria, gastronomia e a economia criativa e circular. E não para por aí. Para Lília, é na comunicação que um evento mantém o seu legado, mesmo após o encerramento dos jogos.
“Uma boa comunicação ajuda a transformar um evento em uma experiência coletiva. Estimulando o turismo, movimentando a economia, fortalecendo pequenos e grandes negócios e incentivando as pessoas a participarem desse momento. Além disso, cria um ambiente de celebração e envolvimento que faz com que a população se sinta parte da Copa”, avalia.
O saldo dessa exposição internacional funcionará como um teste para a gestão de imagem das metrópoles brasileiras. “Quando as pessoas entendem a importância do evento e enxergam oportunidades nele, o legado vai muito além dos jogos e permanece para a cidade por muitos anos”, conclui.
