Aldeia Nagô
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Forragem de milho seco e sabugo. Por Luís Antonio Cajazeira Ramos

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A Lula, no dia dos pais

Existe um fenômeno que se repete a cada quatro anos, nos anos de eleição presidencial. Em 2006, Lulinha, filho de Lula, foi investigado na CPMI dos Correios e do Mensalão por suspeita de vínculos comerciais, sendo o procedimento arquivado por falta de provas. Em 2010, ele foi investigado sob alegação de favorecimento em supostos negócios com empresas públicas, sendo esse inquérito arquivado pelo Ministério Público Federal por falta de elementos. Em 2014, no âmbito da Lava Jato, ele foi investigado por suposta influência em contratos, mas nada foi apurado e não houve acusação formal, sendo o assunto arquivado. Em 2018, diante do surgimento difuso de acusações, ele foi investigado por suposto enriquecimento ilícito, mas a Polícia Federal e o Ministério Público Federal divulgaram juntos sua conclusão de total ausência de provas. Em 2022, ele foi investigado por suspeita de vínculos com doações eleitorais irregulares, mas o Tribunal Superior Eleitoral nada concluiu e arquivou o processo. Agora em 2026, estão em andamento acumulado contra ele várias investigações por tráfico de influência relacionado com operadores do esquema de fraudes do INSS e outras acusações.

Enfim, embora não se deva pôr a mão no fogo por ninguém, eu vejo que, por mais que os caciques da direita e da extrema-direita e seus cúmplices midiáticos busquem cantar aboios para o gado, tramando suas artimanhas eleitoreiras para comprometer o filho de Lula e, por extensão, o próprio líder maior do campo progressista, essa estratégia e as táticas têm se mostrado ridículas e vexaminosas aos olhos dos eleitores que não se alimentam em cochos e pastagens. Enquanto isso, os energúmenos filhos do tal enegúrmeno que está em prisão domiciliar vão acumulando espantoso e já incalculável patrimônio e seguem sendo eleitos para cargos públicos com o fétido discurso adquirido do pai de demonizar a política, o Estado e sua instituições.

Minto. A estratégia não é de todo inútil. Mesmo que não atinja quem tem neurônios humanos, serve para manter o convencimento da manada. Desde o singelo aparelho de som 3 em 1 da campanha de 1989, passando pelo triplex do Guarujá e outras quinquilharias, a zelite sabe hipnotizar servos e vassalos. Afinal de contas, o pecuarista não precisa ter as manhas do vaqueiro, que sabe o nome de cada rês. Ao dono do rebanho basta perceber qual é a natureza do gado.

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