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Bárbara Carine e Thiago Thomé lançam no Rio de Janeiro dia 03 de agosto livros autorais inspirados em experiência no Egito

5 - 7 minutos de leituraModo Leitura

O Livros “O Velho Mundo: Egito Negro – KMT”, de Bárbara Carine, e “Jorge Obaína e o Tesouro de Nefertári”, de Thiago Thomé, são as primeiras obras da Atotô Editorial, selo nacional lançado pelo casal em parceria com a Editora Caxinguelê

Dois anos depois de celebrarem o casamento civil e de viverem uma experiência que transformaria suas trajetórias pessoais e intelectuais, a escritora, educadora e vencedora do Prêmio Jabuti Bárbara Carine e o multiartista Thiago Thomé escolhem o Rio de Janeiro para o primeiro lançamento nacional de um projeto que reúne amor, ancestralidade, literatura e memória. 

No dia 3 de agosto, às 19h, na Livraria da Travessa – em Botafogo, o casal apresenta ao público seus novos livros — O Velho Mundo: Egito Negro – KMT e Jorge Obaína e o Tesouro de Nefertári, respectivamente — e lançam oficialmente a Atotô Editorial, selo criado em parceria com a Editora Caxinguelê para ampliar a circulação de narrativas negras, afrocentradas e decoloniais. Para aqueles que desejam garantir antecipadamente, os livros estão com pré-venda na Amazon, no valor de R$59,90 (cada).

Mais do que lançar duas publicações simultaneamente, Bárbara e Thiago apresentam um projeto editorial que nasce de uma mesma travessia. Em agosto de 2024, poucos dias após oficializarem a união no Brasil, os dois embarcaram para o Egito, onde celebraram simbolicamente o casamento nas Pirâmides de Gizé. 

Durante dez dias percorreram o Cairo, Saqqara, Luxor, Assuã, Abu Simbel e diferentes territórios da antiga civilização kemética – hoje, Egito, numa imersão que extrapolou o turismo e se transformou em experiência de pesquisa, espiritualidade, pertencimento e criação artística.  O retorno ao Brasil foi acompanhado por uma certeza compartilhada: aquela vivência precisava continuar reverberando.

Cada um encontrou, então, uma forma distinta de narrar a mesma travessia. Bárbara voltou-se à pesquisa histórica e à educação. Thiago escolheu a ficção, o suspense e a aventura. O resultado são duas obras independentes, mas profundamente conectadas. “Voltamos do Egito completamente atravessados pela experiência. Não era possível viver tudo aquilo e simplesmente seguir a vida. Enquanto Bárbara transformou essa experiência em investigação histórica e educação, eu a transformei em aventura e ficção”, pontua Thiago Thomé.

O Selo

Os lançamentos marcam também o nascimento da Atotô Editorial, selo criado para atuar na publicação de obras voltadas à valorização de perspectivas negras, afrocentradas e decoloniais, reunindo literatura, educação, memória, filosofia, arte e pensamento crítico. Mais do que uma chancela editorial, a Atotô nasce como um espaço de circulação para autores e autoras comprometidos com outras formas de produzir conhecimento e imaginar futuros. 

Segundo Bárbara Carine, a criação do selo responde a uma necessidade percebida ao longo dos últimos anos, tanto na universidade quanto no mercado editorial. “Queremos construir uma casa para obras que desafiem narrativas embranquecidas, fortaleçam intelectuais negros e ampliem o acesso a produções comprometidas com justiça social, educação e ancestralidade. A Atotô nasce para permanecer”, reforça a escritora, vencedora do Prêmio Jabuti, em 2024, com o livro “Como ser um educador antirracista”.

Essa perspectiva também orienta Thiago Thomé, que enxerga a literatura como um território de disputa simbólica. “Sempre me inquietou a ausência de protagonistas negros vivendo grandes aventuras. Crescemos consumindo histórias em que arqueólogos, exploradores e heróis quase nunca se pareciam conosco. A Atotô também nasce para ajudar a mudar esse imaginário.”

A mesma viagem, duas formas de contar uma história

Enquanto “O Velho Mundo: Egito Negro nas Escolas” convida o leitor a revisitar a história da antiga civilização kemética a partir de uma perspectiva afrocentrada, articulando arqueologia, filosofia, educação e relações étnico-raciais; “Jorge Obaína e o Tesouro de Nefertári” mergulha na ficção para construir um thriller arqueológico protagonizado por um herói negro brasileiro que enfrenta conspirações internacionais, disputas por patrimônio histórico e enigmas milenares espalhados pelo Egito.

Numa conversa íntima com o leitor, Bárbara Carine apresenta uma obra que amplia sua produção intelectual ao aproximar pesquisa acadêmica, relato de viagem e ensaio histórico. Resultado de anos de estudos e da imersão realizada no Egito, o livro convida leitores, educadores, estudantes e pesquisadores a revisitar uma das civilizações mais importantes da humanidade a partir de uma perspectiva afrocentrada. 

Ao longo dos capítulos, Bárbara questiona a narrativa eurocêntrica que historicamente desvinculou o Egito de sua identidade africana e evidencia as contribuições keméticas para áreas como arquitetura, medicina, matemática, astronomia, filosofia e organização social. Mais do que apresentar informações históricas, a autora propõe uma mudança de perspectiva sobre a construção do conhecimento.

Um herói negro brasileiro

Já Thiago Thomé transforma o Egito em cenário para uma grande aventura contemporânea. Em “Jorge Obaína e o Tesouro de Nefertári“, o cantor, ator e escritor carioca estreia uma saga protagonizada por um arqueólogo negro brasileiro, que mistura suspense, ação, romance, investigação histórica e disputas internacionais pelo patrimônio cultural africano.

A narrativa começa em 2050, quando Jorge Obaína, já reconhecido internacionalmente, é provocado pelo neto a contar como ele se tornou um dos arqueólogos mais famosos do mundo. A resposta leva o leitor de volta ao Cairo, onde um papiro aparentemente comum revela uma escrita impossível — reunindo hieróglifos, árabe arcaico e símbolos adinkra — dando início a uma investigação que atravessa templos, pirâmides, museus, cidades históricas e redes clandestinas de tráfico de patrimônio.

Ao lado da arqueóloga egípcia Nádia El-Din, Jorge enfrenta organizações criminosas, colecionadores milionários e personagens que disputam não apenas tesouros, mas o controle sobre a própria narrativa da história. Embora dialogue com elementos clássicos da literatura de aventura, Thomé desloca o olhar para personagens historicamente ausentes desse gênero.

O protagonista não é um explorador europeu em busca de riquezas exóticas. É um pesquisador negro brasileiro que compreende a arqueologia como ferramenta de preservação da memória e de restituição simbólica dos patrimônios africanos. Terceiro livro de Thiago Thomé, o romance inaugura uma saga literária e apresenta um personagem com potencial para dialogar especialmente com leitores jovens, fãs de fantasia, arqueologia, cultura pop e grandes aventuras.

Travessia Compartilhada

Se em “O Velho Mundo” a ancestralidade é recuperada por meio da pesquisa histórica, em “Jorge Obaína” ela reaparece pela potência da imaginação. Juntos, os livros demonstram que a literatura pode assumir diferentes linguagens sem perder de vista um mesmo compromisso: ampliar repertórios, disputar narrativas e fortalecer novos imaginários sobre a África e sua centralidade na história da humanidade.

Após o Rio de Janeiro, o casal segue para um lançamento em terras baianas, na Festa Literária Internacional do Pelourinho (FLIPELÔ), em Salvador, no dia 8 de agosto — data que marca exatamente dois anos da cerimônia simbólica de casamento realizada nas Pirâmides de Gizé, no Egito. Mais do que celebrar a publicação de dois livros, a agenda apresenta ao público o nascimento de um projeto editorial que transforma uma experiência íntima em literatura e reafirma a escrita como ferramenta de memória, imaginação e transformação social.

SERVIÇO

Lançamento da Atotô Editorial

Livros
O Velho Mundo: Egito Negro nas Escolas, de Bárbara Carine

Jorge Obaína e o Tesouro de Nefertári, de Thiago Thomé

Data: 3 de agosto de 2026, às 19h

Local: Livraria da Travessa, no bairro Botafogo – Rio de Janeiro

Pré-venda: 

Jorge Obaína e o Tesouro de Nefertari – 

Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/6597980301/

Site editora: https://www.editoracaxinguele.com.br/product-page/jorge-obaina-e-o-tesouro-de-nefertari

O Velho Mundo – Egito Negro nas Escolas

Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/659798031X/

Site editora: https://www.editoracaxinguele.com.br/product-page/o-velho-mundo-egito-negro-nas-escolas

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