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Cinemateca Brasileira apresenta a Mostra A Cinemateca É Brasileira – Da Comédia ao Drama em SALVADOR

6 - 9 minutos de leituraModo Leitura

A nova mostra itinerante da Cinemateca Brasileira, A CINEMATECA É BRASILEIRA – DA COMÉDIA AO DRAMA desembarca em Salvador entre 01 de julho e 14 de outubro, em sessões gratuitas, no Cine Glauber Rocha.


Nesta terceira edição, a mostra A CINEMATECA É BRASILEIRA – DA COMÉDIA AO DRAMA parte dos gêneros cinematográficos presentes na filmografia nacional, tais como suspense, ficção científica, aventura ou melodrama, para mostrar que, para além dos movimentos cinematográficos como o Cinema Novo, o Cinema Marginal ou a Retomada, o cinema brasileiro sempre dialogou com os códigos do cinema de gênero, ainda que de maneira singular.

As ações de itinerância da Cinemateca pelo Brasil fazem parte do Projeto Viva Cinemateca, que reúne os grandes projetos da instituição voltados à recuperação de importantes acervos, além da modernização de sua sede e infraestrutura técnica. O Projeto Viva Cinemateca conta com o patrocínio estratégico do Instituto Cultural Vale e da Shell; e tem o Itaú Unibanco, como copatrocinador.

“Na Shell, entendemos a cultura como ferramenta potente de impacto social positivo. Dentre nossos patrocínios culturais, temos orgulho de apoiar o Viva Cinemateca, projeto que assume um papel fundamental na conservação, difusão e fortalecimento do cinema nacional, arte tão importante para guardar a nossa herança cultural”, comenta Glauco Paiva, gerente executivo de Comunicação e Marca da Shell Brasil, patrocinadora estratégica do projeto Viva Cinemateca.
 

“A Cinemateca é a casa da produção audiovisual brasileira e uma das maiores instituições do gênero no mundo. Para a Vale, a parceria para preservação e recuperação de acervos de valor inestimável e em iniciativas que aproximam o público das coleções da Cinemateca reforça nossa atuação no sentido de preservar memórias e democratizar o acesso à diversidade cultural do país”, diz Mariana Luz, diretora de Investimento Social Privado e Cultura da Vale.


Na passagem por Salvador a mostra reúne nove filmes que evidenciam a pluralidade de nossa produção cinematográfica. A programação inclui A hora e vez de Augusto Matraga, dirigido por Roberto Santos; Últimas Conversas, de Eduardo Coutinho; Branco sai, preto fica, dirigido por Adirley Queirós; e Roberto Carlos em ritmo de aventura, de Roberto Farias.

Ao reunir obras tão distintas sob a lente do cinema de gênero, a Mostra Viva Cinemateca convida o público a revisitar o cinema brasileiro em toda a sua complexidade: múltiplo, híbrido, atravessado por influências globais — e profundamente conectado às tradições e transformações do cinema mundial.

Em 2023, a Cinemateca Brasileira organizou sua primeira edição da mostra itinerante A CINEMATECA É BRASILEIRA. A programação percorreu o país levando filmes que perpassam diferentes momentos históricos e propostas estéticas ao longo de mais de 120 anos de história. Em 2024 e 2025, a Cinemateca realizou sua segunda edição, A CINEMATECA É BRASILEIRA – RESISTÊNCIAS CINEMATOGRÁFICAS. A curadoria incluiu títulos que demonstravam a resistência das produções brasileiras a retrocessos autoritários, em especial à ditadura militar que teve início há 62 anos.

Todas as sessões são gratuitas.


Cine Glauber Rocha

Praça Castro Alves, 5 – Centro, Salvador

Entrada gratuita


01 DE JULHO, QUARTA-FEIRA

19h30 SÃO BERNARDO
Brasil, 1972, Cor, 114 min, 10 anos
Direção: Leon Hirszman
Elenco: Othon Bastos (Paulo Honório), Isabel Ribeiro (Madalena) e demais
Sinopse: Adaptação do romance de Graciliano Ramos: Paulo Honório ascende socialmente, compra a fazenda São Bernardo e enfrenta conflitos pessoais e sociais decorrentes de sua ambição.

08 DE JULHO, QUARTA-FEIRA

19h30 MORTO NÃO FALA
Brasil, 2018/2019, Cor, 110 min, 16 anos
Direção: Dennison Ramalho
Elenco: Daniel de Oliveira, Fabiula Nascimento, Bianca Comparato, Marco Ricca
Sinopse: Stênio, plantonista de necrotério com dom de se comunicar com mortos, ouve confissões que revelam segredos ligados à sua vida e desencadeiam uma maldição perigosa.

22 DE JULHO, QUARTA-FEIRA

19h30 A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA
Brasil, 1965, P&B, 106 min, 14 anos
Direção: Roberto Santos
Elenco: Leonardo Villar, Joffre Soares, Maria Ribeiro, Maurício do Valle, Flávio Migliaccio
Sinopse: Augusto Matraga é um violento fazendeiro que, após ser emboscado e dado como morto, é salvo, volta-se à religiosidade e oscila entre instintos violentos e misticismo.

05 DE AGOSTO, QUARTA-FEIRA

19h30 ÚLTIMAS CONVERSAS
Brasil, 2015, Cor, 88 min, 12 anos
Direção: Eduardo Coutinho
Sinopse: Entrevistas com estudantes da rede pública do Rio de Janeiro. Último filme de Coutinho, composto por depoimentos que exploram sonhos, expectativas e realidades dos jovens.

19 DE AGOSTO, QUARTA-FEIRA

19h30 O HOMEM DO PAU-BRASIL
Brasil, 1982, Cor, 112 min, 18 anos
Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Elenco: Ítala Nandi, Juliana Carneiro da Cunha, Flávio Galvão, Dina Sfat, Grande Otelo, Othon Bastos
Sinopse: Biografia delirante e modernista de Oswald de Andrade, reconstituindo episódios de sua vida com linguagem satírica e fragmentada.

02 DE SETEMBRO, QUARTA-FEIRA

19h30 AMEI UM BICHEIRO
Brasil, 1952, P&B, 90 min, 12 anos
Direção: Jorge Ileli e Paulo Wanderley
Elenco: Cyl Farney, Eliana Macedo, Grande Otelo, José Lewgoy
Sinopse: Jovem ambicioso envolve-se com o jogo do bicho, é preso e tenta reabilitar-se, mas retorna ao crime para salvar a esposa doente.

16 DE SETEMBRO, QUARTA-FEIRA

19h30 BRANCO SAI, PRETO FICA
Brasil, 2014, Cor, 93 min, 14 anos
Direção: Adirley Queirós
Elenco: Marquim da Tropa, Shockito, Dilmar Durães, Gleide Firmino, Dj Jamaika
Sinopse: Mistura de ficção e documentário sobre a repressão policial num baile de black music em Brasília nos anos 80 e as consequências para os jovens da periferia.

30 DE SETEMBRO, QUARTA-FEIRA

19h30 ROBERTO CARLOS EM RITMO DE AVENTURA
Brasil, 1968, Cor, 98 min
Direção: Roberto Farias
Elenco: Roberto Carlos, Reginaldo Faria, José Lewgoy, Reginaldo Farias
Sinopse: Comédia musical da trilogia com Roberto Carlos tem perseguições e aventuras com o cantor-astro no centro das ações.

14 DE OUTUBRO, QUARTA-FEIRA

19h30 O ESTRANHO MUNDO DE ZÉ DO CAIXÃO
Brasil, 1968, Cor, 80 min, 18 anos
Direção: José Mojica Marins
Elenco: José Mojica Marins, Mário Lima
Sinopse: Antologia de três episódios macabros (O Fabricante de Bonecas; Tara; Ideologia) com temas de necrofilia, sadismo e ritos.

PROJETO VIVA CINEMATECA

O Viva Cinemateca foi lançado em junho de 2023 voltado a ações de preservação de importantes acervos e coleções da Cinemateca Brasileira, como a coleção dos filmes em nitrato, agora recuperados, e o acervo do Canal 100 – o próximo grande projeto da instituição.

Ao longo de sua realização, o Viva Cinemateca incluiu ações educativas e de difusão como a mostra de cinema e a exposição A CINEMATECA É BRASILEIRA, que percorreram 15 cidades de todas as regiões do país, o FESTIVAL CULTURA E SUSTENTABILIDADE, as mostras POVOS ORIGINÁRIOS DA AMÉRICA LATINA e MULHERES PIONEIRAS DO CINEMA, e os cursos de FORMAÇÃO TÉCNICA E CULTURAL, gratuitos, em formatos presencial e on-line com transmissão ao vivo pelo canal da instituição no Youtube.

PATROCINADORES

O Projeto Viva Cinemateca conta com o patrocínio estratégico do Instituto Cultural Vale e da Shell; e tem o Itaú Unibanco, como copatrocinador.

Aprovado na Lei Rouanet, o projeto permite a empresas e pessoas físicas destinarem parte do imposto de renda para a iniciativa (Art. 18 da Lei Federal de Incentivo à Cultura).

SOBRE A VALE

A Vale acredita que a cultura transforma vidas. Pelo sexto ano consecutivo é a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.

Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 1.000 projetos, contemplando as cinco regiões do país com investimento de mais de R$ 1 bilhão em recursos próprios da Vale e via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org

SOBRE A SHELL BRASIL

Há 111 anos no país, a Shell é uma companhia de energia integrada com participação em Upstream, Gás Natural, Trading, Pesquisa & Desenvolvimento e no Desenvolvimento de Energias Renováveis, com um negócio de comercialização no mercado livre e produtos ambientais, a Shell Energy Brasil. Aqui, a distribuição de combustíveis é gerenciada pela joint-venture Raízen. A companhia trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

CINEMATECA BRASILEIRA

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social. O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 40 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

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