Podcast Axé Das plantas lança a 3ª temporada com plantas da Caatinga
Ouçam o 1º episódio no dia 28 de agosto nos principais streamings de podcast
A 3ª temporada do podcast Axé das Plantas – Cura do Corpo e da Alma está chegando com a proposta de abordar as plantas dos biomas existentes no Brasil. As primeiras plantas trazidas para o público são da Caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro, que ocupa nove estados nordestinos e o norte de Minas Gerais. Devido à extensão, foi feito um recorte geográfico no Baixo São Francisco, região que compreende o trecho final da bacia do Rio São Francisco, pegando os estados da Bahia, Alagoas e Sergipe. Esta temporada terá 5 episódios, com as seguintes plantas: Catingueira, Cactáceas, Juazeiro, Jurema Preta, Licurizeiro e Umbuzeiro. A Catingueira é a planta escolhida para o 1o. episódio, que será lançado 28 de agosto de 2026, nos principais streamings de podcasts. Os apresentadores Dr. Victor Diógenes Silva e Dr. Vagner Rocha, conversaram com 24 convidados e convidadas,, entre pesquisadores e pesquisadoras de universidades públicas brasileiras, caciques e caçicas, pajés, lideranças de terreiro de candomblé, juremeiros e quilombolas, consolidando a proposta do podcast de cruzar saberes tradicionais e da ciência moderna sobre as plantas medicinais do Brasil.
Esta temporada começar com a Catingueira não é por acaso, ela batiza o bioma. Extremamente presente e marcante na Caatinga, ela é conhecida popularmente também como “pau-de-rato” ou “catinga-de-porco”, resiste ao semiárido, é a primeira a renascer quando chegam as chuvas. A catingueira tem sido usada amplamente na medicina tradicional, suas cascas, folhas, flores e raízes são utilizadas na forma de decocção e infusão para o tratamento de gastrite, cólica, diarreia, asma, bronquite, diabetes, inflamação, além de apresentarem atividade curativa.
O Laboratório de Neuroquímica e Biologia Celular do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia, representado pela entrevistada Profa. Silvia Lima Costa, desenvolveu estudos pré-clínicos com um composto da catingueira, que apresentou potencial antitumoral, antioxidante, antiinflamatório e neuroprotetor.
Participam também do 1º episódio a Caciça Neide, dos Truká Tupan; as artesãs Marlene e Maria Eliene, da Associação de Mulheres Quilombolas da Serra da Viúva; Makota Kayaci, do Terreiro de Katendê de Òdòmìròsóòdún ; Prof. Me. Maristela Mazzotti, Farmacêutica e Profª Colegiados Farmácia e Odontologia do Centro Universitário do Rio São Francisco- Unirios; Cacique Milton, liderança da Aldeia Pankararé, no Raso da Catarina; Profa. Márcia Vanusa da Silva, Doutora em Biologia e Professora do Departamento de Bioquímica do Centro de Biociências da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e a jornalista cearense e podcaster Pamela Queiroz, criadora do Catingueiras.
A Caçica Neide, da aldeia Truká Tupan, nos conta que “A catingueira serve para gripe, serve para inflamação urinária e para inflamação de mulher quando tá com problema, né? E ela cura também o câncer, ajuda também se tratar. A raiz serve, a casca serve e a flor também. As folhas “serve” para banho, a flor serve para chá e também para banho. Tanto o banho para limpar o corpo, como também para inflamação. Aqui nós não “destrói” de nada. A gente quer mais para plantar, para nos curar e curar também quem precisa. Não só para nós da aldeia, como para outros fora.”
A profa Maristela, Farmacêutica e Profª Colegiados Farmácia e Odontologia do Centro Universitário do Rio São Francisco- Unirios, traz em sua fala a importância de conhecimentos tradicionais para as pesquisas acadêmicas, “Sim, é a perspectiva mais promissora que tem é a gente trabalhar com os detentores do conhecimento tradicional. A partir do momento que a gente quer desenvolver algo e a gente aborda, iniciamos a nossa pesquisa através de um estudo etnodirigido, seja ele etnobotânico, etnofarmacológico, até químico-sistemático, né? Quando você já conhece uma determinada família e os metabólicos secundários dela, a perspectiva da gente ter um estudo promissor lá na frente na área de fitoquímica e farmacologia é muito alta. Então eu acho que iniciar por um estudo etnodirigido é o padrão ouro de quem trabalha com a ciência experimental, né, de bancada.”
A partir da 3a temporada, o podcast falará das plantas dos biomas brasileiros. Para o Dr. Victor Diógenes Silva, “A escolha de falar sobre os biomas brasileiros nasceu da importância de valorizar nossa biodiversidade, cultura e conhecimentos tradicionais. Cada bioma possui espécies e saberes únicos, que fazem parte da história e da identidade do nosso país. Queremos aproximar esses conhecimentos da sociedade de forma acessível e interessante. Falar sobre os biomas também é falar sobre preservação, saúde e cultura. É uma forma de mostrar a riqueza do Brasil e a importância de conhecê-la e protegê-la.”
Chegar a três temporadas com a parceria do Instituto Serrapilheira é fundamental para a equipe do podcast Axé das Plantas seguir em frente. Segundo o Dr. Vagner Rocha, “Chegar à terceira temporada do Axé das Plantas é uma conquista que mostra a força e a relevância do projeto. O apoio do Instituto Serrapilheira foi fundamental para ampliar o alcance e consolidar essa iniciativa de divulgação científica. Esse apoio nos permite continuar aproximando ciência, biodiversidade, cultura e sociedade. Também fortalece a valorização dos saberes populares e da nossa biodiversidade.”
Com lançamentos quinzenais, o podcast “Axé das Plantas – Cura do Corpo e da Alma” é uma produção da Universidade Federal da Bahia, em parceria com o podcast Viagem Gastronômica com Dr. Dendê, e apoio do Instituto Serrapilheira.
SERVIÇO:
3ª Temporada podcast Axé das Plantas – Cura do Corpo e da Alma
Estreia: 1º episódio em 28 de agosto de 2026, com lançamentos quinzenais dos demais episódios.
Streamings: Spotify, Deezer, Youtube, Apple Podcast e Amazon Music
Por Jean Cardoso
