Salvador, 22 de agosto de 2019
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Documentário “Samba Junino - de Porta em Porta” exalta o ritmo criado em Salvador
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Sáb, 03 de Agosto de 2019 07:38

Samba_Junino_-_DivulgaoO Samba Junino é um ritmo essencialmente soteropolitano. Reconhecido em 2018 como Patrimônio Cultural e Imaterial de Salvador, sua sonoridade e formas de apresentação – em cortejo pelas ruas dos bairros populares – influenciam as manifestações culturais e resgata as tradições nordestinas durante os festejos juninos. Para contar histórias e curiosidades sobre o estilo musical, o documentário Samba Junino - de Porta em Porta será lançado no dia 6 de agosto, no Espaço Itaú de Cinema – Glauber Rocha e em outros quatro espaços.

O doc é assinado pela cineasta Fabíola Aquino, que divide direção e roteiro com Dayane Sena. Com financiamento da Fundação Gregório de Mattos (FGM), a iniciativa integra as ações de Salvaguarda do Samba Junino e as comemorações pelo mês da Igualdade Racial.


O documentário musical mostra o Samba Junino inserido em um movimento de resistência e luta da cultura negra. Produzido pela Obá Cacauê Produções, com duração de 52 minutos, o filme evidencia o surgimento do ritmo oriundo dos bairros periféricos e com predominância da população negra de Salvador, tendo inicio no final da década de 1970. A narrativa também destaca que, ao influenciar na formação da música baiana, o ritmo contribuiu para dar visibilidade a artistas como Ninha, Tatau, Tonho Matéria, Xexéu, Márcio Vitor e os Irmãos Bafafé, entre tantos outros. Já sonoridade marcante – com batidas aceleradas que apresentam um “samba duro”, gênero irmão do samba caboclo – e as letras melódicas do ritmo, ganharam as vozes de cantores como Daniela Mercury e Jorge Zarath.           

A cineasta Fabíola Aquino ressalta que Samba Junino – de Porta em Porta é uma oportunidade de mergulhar na cultura soteropolitana e promover a riqueza desse universo, sua origem nos terreiros de candomblé, histórias dos festivais e toda a pluralidade das manifestações culturais que permeiam as ruas de Salvador o ano todo, mas com especial vigor nas festas juninas.

“Toda essa memória precisava ser resgatada e preservada. A FGM deu o primeiro grande passo com o Registro da Salvaguarda em 2018, nossa missão com este documentário foi construir uma narrativa que abrangesse os principais aspectos que marcam as características do Samba Junino”. Num momento em que a produção cultural sofre fortes ataques em nosso País, o filme levanta a importância da união entre os agentes culturais e a população. “Esse exemplo merece ser celebrado, tanto pela preservação da nossa identidade quanto para o resgate dos nossos valores culturais. É muito gratificante concluir um projeto tão potente como este”, justifica com entusiasmo.    

Presidente da FGM, Fernando Guerreiro acredita que o estilo estimula o combate a intolerância religiosa e promove a igualdade racial. “A intolerância passa pelo esvaziamento de conteúdo. No momento em que contribuímos para a divulgação desse ritmo, criamos um movimento que diminui essa intolerância. Não posso deixar de destacar todos os grandes lutadores que mantêm o Samba Junino vivo, sejam pessoas, grupos ou heróis. São pessoas que, com ou sem condições, põem o Samba Junino nas ruas há décadas. A minha relação com esses apaixonados pelo Samba Junino é de total reverência”, avalia.   

Criado na comunidade do Engenho Velho de Brotas, o cantor Ninha, personagem do documentário, defende que o Samba Junino faz parte de um processo de resistência do povo negro da Bahia, além de promover, de forma efetiva, o resgate das tradições populares da capital. “Muitas pessoas fizeram o Samba Junino acontecer. Eu, quando começo a cantar samba, me perco no tempo e não sei mais o que estou fazendo. Quando começo a cantar, seja onde for, tenho a consciência que foi o samba quem me deu esse direito. Viva o Samba Junino!”, festeja o cantor.

Dentro das ações de promoção do filme estão programadas cinco exibições, sempre gratuitas e respeitando a capacidade dos locais. A seguir as datas e demais detalhes do calendário de difusão do documentário “Samba Junino – de Porta em Porta”.

Exibições

1.      Dia 06 de agosto (terça-feira) – Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha (Praça Castro Alves, s/n – Centro), às 18h30;

2.      Dia 09 de agosto (sexta-feira) - Cineclube Boca de Brasa (Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) – Valéria), às 15h;

3.      Dia 09 de agosto (sexta-feira) – Cineclube Boca de Brasa (Subúrbio 360, Vista Alegre), às 19h

4.      Dia 11 de agosto (domingo) – Casa do Maestro (Rua do Mestre Pastinha, 365, Federação), às 17h30

5.      Dia 23 de agosto (sexta-feira) – Colégio Estadual Cidade De Curitiba (Rua Padre Luis Filgueiras, Engenho Velho de Brotas), às 19h.

Equipe técnica do documentário

Fabíola Aquino – Diretora, Produtora Executiva e Coroteirista

Dayane Sena – Codiretora, Roteirista e Diretora de Produção

Robério Braga – Diretor de Fotografia

Rick Caldas – Codiretor de Fotografia, Cinegrafista, Finalizador de Cor

Gabriel Póvoas – Finalizador de Som

Pedro Garcia – Técnico de Som Direto

Iris de Oliveira – Montagem

Renata Almeida – Assistente de Produção

Serviço

O que: Lançamento do documentário Samba Junino de Porta em Porta

Quando: dia 06 de agosto de 2019; às 18h30

Onde: Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha (Praça Castro Alves, s/n – Centro, e em outros quatro espaços culturais de Salvador.

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