Série documental feita pelo povo de axé estreia no Globoplay e Canal Futura mapeando 14 terreiros em cinco estados brasileiros
Os 13 episódios da segunda temporada constroem um painel poético, ancestral e político, através da história do candomblé e da vida e do legado de grandes sacerdotes da Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe
A série Àgbára Dúdú – Narrativas Negras é essencialmente uma produção baiana, feita em colaboração direta com as comunidades de terreiro e com uma equipe de realizadores baianos, onde colaboradores têm sua trajetória marcada pelo pertencimento e pela vivência real na religião de matriz africana; a exemplo da diretora e roteirista Silvana Moura e do diretor de fotografia Hans Herold, que ao lado da produtora-executiva Sylvia Abreu (produtora Truque), do produtor musical André T. (trilha sonora) e com a participação fundamental do povo de Axé, criaram obras que carregam em si uma forma de ativismo e combate ao racismo religioso, com a perspectiva profunda e clara de expandir o conhecimento sobre a pluralidade do candomblé e o seu extenso universo de expressões e manifestações da cultura afro-brasileira. A estreia nacional, com exibição gratuita na Globoblay e no Canal Futura, é no dia 28/07 (terça-feira), às 22h30. Veja aqui um video (teaser) da série: https://shorturl.at/ah5Ds
Nesse amplo painel da diversidade cultural e religiosa do candomblé brasileiro, minunciosamente construído pela série, a interseção de grandes intérpretes da dança afro criam uma atmosfera mística e poética, ao passo que traz nas diversas personagens relatos de sabedoria ancestral e histórias de luta, ativismo e formação das novas e antigas gerações do povo de santo. São narrativas potentes de pessoas de axé, valorizando experiências que, durante décadas, permaneceram à margem das produções audiovisuais. A exemplo de Pai Reginaldo Flores (Ilê Axé Opô Osogunlade), Mãe Beata de Yemanjá, Mãe Kabeca (Casa Fanti-Ashanti), Mestre Getúlio, Mestre Damaré, Sandoval, Dona Dinha, Dona Valdelice (Jarê da Chapada Diamantina), Mãe Vania (Kale Bokun), Mãe Valnízia do Cobre, Nengwa Vulasese (Nzo Onimboyá), Comunidade do Ilê Agboulá, Pai Ivo do Xambá, Mãe Aninha de Xangô e Pai Manoel Papai (Sítio do Pai Adão).
Os 13 episódios mapeiam regiões muito relevantes e representativas, através de 14 terreiros dos estados da Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe. Numa jornada que percorreu 10 cidades: Cachoeira, Salvador, Vera Cruz (Ilha de Itaparica), Lençóis, Olinda, Recife, Rio de Janeiro
São Luís, São João do Meriti e Nova Iguaçu.
Para Silvana Moura, que também é uma equede, trabalhar com uma equipe de gente de candomblé, junto ao povo de candomblé e com profissionais que frequentam casas e/ou compreendem o papel desses terreiros na preservação de valores, costumes, saberes africanos e afro-brasileiros, reforçou ainda mais importância dessa comunhão para pensar o Brasil.
“É impossível pensar o Brasil sem a presença negra e foi dentro das comunidades-terreiros que valores, saberes, crenças e costumes foram preservados. Os terreiros são espaços de acolhimento, de amor e são fundamentais na formação da cultura e da identidade brasileira.”
A produção estreou em novembro de 2020 no canal Futura como parte da programação especial do Dia da Consciência Negra, ambientada em terreiros de candomblé e feita pelo povo de Axé. Fruto de um trabalho de pesquisa, inscrições em editais, pré-produção que vem sendo feito desde 2015.
A estreia acontece poucos dias após o 25 de Julho, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e, no Brasil, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
“Àgbára Dúdú não observa os terreiros de fora: ele é realizado a partir de dentro das comunidades, por profissionais que vivem essa experiência como pertencimento, memória e continuidade”, reflete Silvana Moura.
Acompanhe a série nas redes sociais: https://www.instagram.com/agbaraduduseriedoc.
SINOPSE:
Àgbára Dúdú – Narrativas Negras é uma série documental ambientada dentro dos terreiros e construída pelo povo de axé. Uma imersão na cultura e religião afro-brasileira, lugar de preservação de um patrimônio que carrega a riqueza do Brasil. A partir da trajetória de grandes líderes negros e suas comunidades, refletiremos sobre memórias, história, identidade, ancestralidade, saberes, combate ao racismo, diversidade, religiosidade, arte e cultura negra e outros assuntos pertinentes.
Novas Histórias, Novos Terreiros, Novas Personagens
Assista os conteúdos GRATUITOS na Globoplay
Canal Futura
Estreia: 28/07 (terça-feira), às 22h30
Exibição: toda terça-feira, às 22h30
Disponível na Globoplay.
Veja a programação do Futura na TV. Você pode conferir nas principais operadoras do país pelos seguintes canais:
Sky – 434 HD e 34
Net e Claro TV – 534 HD e 34
Vivo – 68HD e 24 fibra ótica
Oi TV – 35
+ SOBRE Silvana Moura – diretora e roteirista
Silvana Moura é jornalista, roteirista e diretora de documentários e programas de tv, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFBA, em 1998, com Pós-graduação em Roteiros para Televisão e Vídeo, na UNIJORGE, em 2005. Atua desde 1996 em audiovisual, dirigindo e roteirizando programas de tv e documentários, entre eles: Alàpini: A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá (2017), vencedor de melhor documentário do The 41st Philadelphia International Film Festival. A série Àgbára Dúdú: Narrativas Negras (2021), finalista do prêmio Abra (2021) na categoria Melhor Roteiro de Documentário. Escreveu o roteiro do curta Severiana e as Lágrimas do Mar, segundo lugar no prêmio International Script Challenge (2020). Em 2022, foi finalista do Lab Cabíria com a série de ficção Severiana e as Lágrimas do Mar. Em 2022, dirigiu e roteirizou as séries O Futuro é Ancestral e Cordel da Gente (GNT). Em 2022-2023 participou com assistente de roteiro de uma série de ficção em produção para Disney+ e foi vencedora do edital Salvador Cine para desenvolvimento da série Severiana e as Lágrimas do Mar. Em 2026 lança a segunda temporada da série Àgbára Dúdú: Narrativas Negras no Canal Futura e Globoplay.
+ SOBRE Hans Herold – diretor de fotografia
Hans Herold é diretor de fotografia, operador de câmera e fotógrafo e atua em cinema, televisão e vídeo. Campanhas publicitárias premiadas, produções nacionais e internacionais de cinema como o filme El Milagre Del Candeal de Fernando Truebas e o documentário Filhos de João de Henrique Dantas (Prêmio Especial do Júri e Júri Popular no Festival de Brasília 2009), vídeo-clips e prêmio como Melhor Direção de Fotografia no Festival de Cinema do Ceará com O Papel das Flores de Edgard Navarro (2000), além de produções para televisão. Em 2017, dirigiu e fez a direção de fotografia do documentário Alàpini: A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá, vencedor de melhor documentário no The 41st Philadelphia International Film Festival-2018. Em 2021, fez a direção de fotografia e câmera da série Àgbára Dúdú: Narrativas Negras, finalista do prêmio ABRA na categoria melhor roteiro de documentário. Em 2022 fez a direção de fotografia do documentário Arembepe de Ducca Rios. Também fez a fotografia e câmera das séries O Futuro é Ancestral e Cordel da Gente (GNT). Outro trabalho é a série Territórios da Bahia de Jorge Alfredo (2024). É o diretor de fotografia da segunda temporada de Àgbára Dúdú: Narrativas Negras (2026)
+ SOBRE André T. – diretor musical
André T. é produtor musical, compositor, arranjador, músico e engenheiro de gravação. Produz discos desde 1997. Foi parceiro de Duda Machado no estúdio Madeira (de 1999 a 2002). Criou o seu próprio espaço, onde a partir de então produz muitos discos, trilhas sonoras e áudios para filmes que foram gravados, produzidos e mixados neste novo local. De lá para cá, diariamente, vários músicos da Bahia e de outros Estados tiveram seus projetos executados em sua Técnica, na cidade de Salvador. O Estúdio T recebe diariamente produtores de cinema, diretores, atores, técnicos de som, músicos renomados, bandas que começam suas composições agora, grupos que estão na estrada há muito tempo, audiodescritores e parceiros musicais.
André T. já assinou trabalhos e contribuiu em algum momentos de projetos para a Baiana System, Pitty, Retrofoguetes, OQuadro, Luiz Caldas, Os Informais, Mondaze, Mateus Aleluia, Letieres Leite, Ativos Resistentes, Canto dos Malditos na Terra do Nunca, Pedro Pondé, os irmãos Macedo (Armandinho, Dodô e Osmar), Juninho Costa, Tuzé de Abreu, Edgard Navarro, Cecília Amado, Jamile Coelho, João Mattos, Roberto Studart, Nikima, Mauro Telefunksoul, Lydia Hortélio, Circo de Marvin, Manuela Rodrigues, Silvana Moura, Camila Ávila, Enio Nogueira, Opanijé, Cachorro Grande, Vendo 147, Cascadura, Ramon Cruz, Martin e Eduardo, Sua Mãe, Souto, Alexandre Guena, Sanitário Sexy, Bolsa Estúdio Skol, Carla Laudari, Sylvia Abreu, Rebeca Matta, DuTxai, Lampirônicos, Alan Du Grave, Jô Estrada, Guimo Migoya, Banda Horda, Fêu Barbosa, Alma Rasta, Diih Cerqueira e muitos outros.
