Aldeia Nagô
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A tempestade que se avizinha. Por Zuggi Almeida

3 - 4 minutos de leituraModo Leitura

A Terra vem respondendo às agressões ambientais praticadas pelo homem em nome do progresso. A série de catástrofes como grandes inundações, tornados e secas com longas durações tem revelado a face de um planeta doente que pede ajuda à sensatez mesmo tendo a indiferença como seu maior inimigo. Os incêndios e as altas temperaturas que atingem a Europa tem acendido o sinal de alerta para um futuro dantesco colocando em risco a existência da vida no próprio planeta.

Os incêndios florestais nos Estados Unidos tem acarretado prejuízos consideráveis ameaçando até as proximidades aos grandes centros urbanos.

O Brasil sendo um país com dimensões continentais tem sofrido os extremos das condições climáticas, no Sul com o aparecimento de tornados cada vez mais destruidores e inundações que acarretam grandes prejuízos humanos e econômicos para as populações. No Sudeste, os alagamentos em áreas urbanas vem sendo um desafio para as administrações públicas.

No caso do Norte, a seca seguida por alagamentos tem atormentado a vida dos habitantes dessa região, principalmente a redução nos volumes dos rios,as as mais importantes vias de transportes das pessoas e escoamento da produção. As queimadas originadas pelos desmatamentos tem sido uma das maiores preocupações do Centro-Oeste contribuído no aumento do aquecimento global.

Esse é o preço pago pela irresponsabilidade e ganância do homem que usando do argumento da aceleração do desenvolvimento criou condições suficientes para os grandes desastres ambientais, esses fora do controle humanos. Os resultados severos tem despertado uma participação de alguns países contra os extremos climáticos e a minimização desses problemas.

Não é o caso dos Estados Unidos que negam reconhecer as agressões ao ambiente e retirou a assinatura desse país do Acordo de Paris ( um protocolo de intenções das nações a favor da defesa do planeta)-, cujo o presidente Donald Trump usando dos argumentos da América Primeiro afirma que as metas climáticas prejudicam a indústria norte-americana e geram concorrência desleal frente a potências asiáticas.

Para fundamentar sua irresponsabilidade com a vida, prejudicou a atuação dos serviços de previsões climáticas com a redução de pessoal, cortes em pesquisas climáticas e revogação das normas de gerenciamento ambiental afetando as operações das previsões climáticas. O corte severo no quadro de funcionários do NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration enfraqueceu a atuação desse importante departamento ambiental americano. Um grupo de ex-funcionários do NOAA se uniu de forma independente para lançar uma plataforma alternativa chamada Climate.us, visiando preservar o acesso público a décadas de pesquisas e monitoramento ambiental.

Jair Bolsonaro quando presidente do Brasil entre 2019 e 2022 seguindo a doutrina trumpista praticou uma série de ataques aos órgãos de monitoramento ambiental no Brasil. A tentativa de desmonte do IBAMA e a quase extinção dos INPE e do INMET com cortes orçamentários, perseguições de funcionários e proibições de divulgações das previsões climáticas foram atitudes tomadas pelo ex-presidente. Bolsonaro não compareceu presencialmente as Conferências das Nações sobre a Mudança Climática (COP26 em Glasgow e COP27 no Egito).

O aumento no desmatamento e nas queimadas e o incentivo ao garimpo ilegal com um crescimento de 90% caracterizaram a política ambiental de Jair Bolsonaro no governo do Brasil. O abandono as populações indígenas e quilombolas eram práticas do racismo ambiental no governo passado.

Em 2026, o ano eleitoral traz à cena um representante do clã Bolsonaro na corrida eleitoral. Flávio Bolsonaro pretende ocupar o mais alto cargo do país sem apresentar uma mínima plataforma de governo, inclusive para as questões ambientais.

O que temos certeza é que seguindo os passos do pai e rezando na cartilha do Donald Trump, Flávio Bolsonaro tem as intenções de referendar as negações climáticas, flexibilizar as normas ambientais, abrir as portas da Amazônia para a exploração internacional e a entrega dos nossos minerais críticos, principalmente para os Estados Unidos.

Essa é a tempestade que descortinamos no horizonte do Brasil!

– Zuggi Almeida é um cronista baiano

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