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Diário de um domingo atípico. Por Zuggi Almeida
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Ter, 16 de Abril de 2019 02:28

Zuggi_AlmeidaO domingo começou meio eiro,com chuvas ocasionais durante toda a manhã. Motivo para que desse continuidade a minha leitura do poeta chileno Pablo Neruda em sua autobiografia ' Confesso Que Vivi'. Assim, coloquei para tocar Carlos Santana, perfeitísimo no clássico Abraxas ( boas lembranças da galera do Pero Vaz, na década de 70).

Mais latino que isso, só tequila e peyote.

Decisão tomada, partir então em busca do cálice sagrado, digo, da bebida. No buteco de Galego constatei que o destilado que poderia se assemelhar ao poder da bebida mexicana era uma boa Abaíra.

Uma dose da cachaça, algumas gotas de limão e vestígios de mel.
Bebi de um gole só e vi que estava preparado para enfrentar a feijoada sergipana produzida por Dona Zenaide. O bacana dessa iguaria é que as sobras derivam numa sopa suculenta ( os milagres culinários que eram operados por nossas dedicadas mães ).

Começo de tarde e abdiquei de ouvir os sambistas de Itapuã e fui beber na fonte verdadeira, Nelson Rufino e seus clássicos estariam no Pelourinho no final de tarde. Segui para participar do ritual do menestrel. Ao chegar na Praça da Sé, meu gps sempre indica o Bar do Cravinho e como acredito nas dicas da tecnologia segui direto pro destino.

A atmosfera do buteco estava densa, o Tricolor de Aço estava tomando 1X0 do cover de Feira de Santana, aí pedi uma jamaica pra acalmar. Nem o espírito de Bob Marley é capaz de ter paciência com atual meio de campo do Bahia. Que mizera.
Intervalo e fui dar um abraço na baiana Alaíde do Feijão, tomei outro um a zero, minha amiga tinha ido pra casa mais cedo. Voltei pro Cravinho e pedi outra jamaica para assistir ao segundo tempo. O gigante só acordou aos 52 minutos do segundo tempo. Empate 1 X 1. “ Agora, nós pega eles na Bombonera “, disse um biriteiro que estava ao meu lado.

Minha aura latina continuou atraindo caisas boas e tive o prazer de reencontrar com meu amigo Mário Ulloa, grande musicista costa-riquenho acompanhado de uma cantora cubana e outro músico. Abraços, confraternizações e mais doses de jamaica, no Cravinho.

Segui, então para ver o mestre Rufino na Praça das Cores, nome até sugestivo não fosse a escuridão do local.O bamba ainda não tinha se apresentado e eu no meio daquele lusco fusco tentando encontrar alguns parceiros. O detalhe é que nos arredores da praça tinha algumas luminárias e alí estava concentrada a maioria das mulheres, talvez por precaução. Ah! Tinha um coreto iluminado onde estavam os vips no que seria um camarote usufruindo da bebida e da comida que eu e outros patrocinamos quando pagamos a festa deles através do ingresso.

Encontrei com amiga que queixou-se do desconforto por conta da pouca iluminação e a quantidade mínima de banheiros químicos. Considerando que parte considerável do público de Nelson Rufino está na meia idade, participar de um evento por mais de quatro horas em pé é dose pra leão. Isso deveria ser considerado quando da escolha do local.

Acredito que pelo nível profisional alcançado pelo grande compositor Nelson Rufino e pela fidelidade do seu público, os eventos deveriam ser organizados com mais qualidade. O público negro exige e quer conforto nos espaços onde paga a bilheteria.
Tenho certeza que a participação do querido Nelson envolve apenas a apresentação artística e isso deve ser respeitado.

Saí com quinze minutos de festa, não fui ao Beco do Mota participar da resenha do jogo do Bahia e me dirigi ao ponto de ônibus.

Destino: volta pra casa.

Ao passar pela Praça Municipal tive tempo suficiente para assistir uma encenação tipo, um Jesus Christ Superstar soteropolitano, justo na hora que Pedro fazia uma confissão para Jesus embalado por uma trilha sonora em italiano. Na parte mais alta do palco, um bailarino tentava manter equilibrada o seu par acima da cabeça. Talvez fossem pombas ou anjos, mas, não consegui entender.

O público circunspecto e não se ouvia nem um bater de asas dos pombos da praça, só a canção do tenor italiano.

Coisas da arte oficial !

Fui então cumprir a minha Via-Sacra no ônibus da Praça da Sé até Itapuã.

Enfim cheguei ao meu doce lar.

zuggi almeida é um escritor e roteirista baiano.

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