Salvador, 25 de November de 2020
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A cidade à espera de um milagre. Por Zuggi Almeida
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Qui, 05 de Novembro de 2020 06:39

Zuggi_Almeida2Salvador é sempre um grande filme. A magnífica e inesquecível produção cinematográfica composta por cenários maravilhosos, elenco de atores incríveis encenando histórias reais e surpreendentes. Em certa oportunidade ouvi de um cineasta que visitava a capital da Bahia que a nossa cidade era perfeita para receber qualquer tipo de produção.

Bastaria escolher e marcar as locações, porque Salvador estava apta a receber e atender a qualquer tipo de roteiro. Essa é uma das imagens dessa poderosa Roma Negra com poder de atrair uma imaginária produção do grande Federico Fellini ou possibilitar a revelação do gênio Glauber Rocha.
Essa é a Salvador de todas as telas e todas as cores.
Ciente dessas qualidades reunidas decido mergulhar numa busca por histórias capazes de simbolizar o passado e o contemporâneo da primeira capital do Brasil. A cidade que detém a maior população negra fora do continente africano, com forte poder místico, respeitada, porém, toda essa gente atada  às forças dominantes seculares.
Num ímpeto de abstração fui encontrar no enredo de À Espera de um Milagre, produção norte-americana de 1999, dirigida por Frank Darabont e inspirada no livro homônimo de Stephen King, a fonte para desenvolver essa crônica.
Na história do preso denominado Jonh Coffey, um afro - americano de grande estatura, forte, gentil, educado e condenado à morte por um crime que não cometeu, alí fui encontrar semelhança ao povo negro e pobre de Salvador. Jonh Coffey conduz toda a história, as situações de destaques ocorridas no ambiente da Penintenciária de Cold Mountain, onde Coffey está no corredor da morte giram em torno daquele gigante negro. Jonh Coffey tem o respeito dos guardas e dos colegas de presídio, ele é o protagonista naquele imenso ambiente de confinamento controlado por uma administração branca, assim, como é a maioria dos presidiários. O nosso herói só não possui o bem maior do homem: a liberdade.
Consigo estabelecer uma analogia entre a condição de Coffey confinado numa cela física e condenado à morte com o povo negro e sofrido de Salvador que saído das senzalas continua “preso” a um cárcere ideológico de uma elite branca hereditária que controla desde o nascimento até a decretação da pena de morte precoce ainda na adolescência dos nossos filhos. Ambos não cometeram crime algum.
O prisioneiro do filme possui poderes capazes de curar o câncer da próstata do chefe da guarda, ressuscitar um colega presidiário e salvar da morte, a mulher do diretor do presídio que sofria de um tumor no cérebro. A ancestralidade de Jonh Coffey lhe permitiu desenvolver esses dotes espirituais. Coisas provocadas pela diáspora negra que podem ocorrer tanto nos Estados Unidos como no Brasil, em dias atuais.
A mediunidade de Jonh Coffey provoca a confissão de um companheiro branco de cela que admite ser o verdadeiro assassino das irmãs gêmeas. Mas,a acusação dessas mortes é mantida contra Jonh e ele é executado na cadeira elétrica.
O gigante negro, no entanto não obteve o milagre de manter a própria vida.
Foi apenas um filme. Um triste e belo filme.

Retomo à realidade de Salvador nos dias próximos das eleições municipais que ocorrerão 15 de novembro. Ouso fazer mais uma analogia considerando que cada cidadão ou cidadã negra tem em suas mãos,  a chave da cela que nos trancafia de quatro em quatro anos. O nome dela é voto.

Nós vamos realizar o milagre que essa cidade aguarda há séculos. Vamos eleger em Salvador ,uma legítima representante do povo negro da Bahia.
Onde quer que ele esteja, Moa do Katendê vai adorar essa idéia.

Axé!

Zuggi Almeida é baiano, escritor e roteirista.

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