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Médicos e Médicas Pela Democracia da Bahia questionam posicionamento do SINDIMED sobre pandemia do coronavírus
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Seg, 29 de Junho de 2020 06:45
Renan_AraujoO consagrado artista brasileiro, Milton Nascimento, em recente entrevista, declarou que "esse governo tem escancarado, com a maior naturalidade um desprezo absoluto pela arte, pela ciência e, principalmente, pela história do Brasil".

É nesse contexto, que o Brasil se consolida como o pior país no enfrentamento da pandemia do Coronavírus, acumulando números crescentes e incontroláveis de mortes e de casos novos de COVID-19.

Enquanto outros países definem e aplicam estratégias nacionais de controle e retomam de forma organizada suas atividades, com avanços e recuos programados, o Brasil segue sem basear-se em critérios científicos, contanto apenas com a dedicação de governadores e prefeitos, em graus diferentes de eficiência.

O que se viu no Brasil, desde o início, foi o presidente da República agir de maneira irresponsável, desprezando, e até boicotando, as medidas adotadas pelo próprio Ministério da Saúde. Ao tempo em que surgiam e aumentavam os números de casos e de mortes, o presidente demonstrava publicamente seu desprezo pelo isolamento social e sua subestimação quanto a gravidade da COVID-19.

Na birra pela adoção da cloroquina como medicamento "milagreiro" no tratamento da COVID-19, Bolsonaro demitiu dois ministros da saúde, médicos de formação, que não se sujeitaram a alterar protocolos sem base científica e, assim, colocar em risco a vida e a saúde da população, bem como pressionar os médicos brasileiros a prescrever uma medicação que se mostrava ineficaz e com comprovada ocorrência de efeitos colaterais.

Registre-se que a OMS suspendeu definitivamente os estudos com a cloroquina, com base no estudo Solidarity, e, mais recentemente, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, proibiu que seus médicos tratem pacientes da instituição com cloroquina.

Ordenou Bolsonaro que o Exército Brasileiro providenciasse a produção do medicamento de maneira atabalhoada, o que já é alvo de inquérito do MP e do TCU, com suspeita de superfaturamento e desperdício de dinheiro publico. O documento do MPF pede ainda que os responsáveis sejam penalizados.

Nesse interim, o presidente dos EUA doou ao Brasil mais 2 milhões de doses de cloroquina, ao tempo em que a FDA revoga autorização para uso emergencial da droga nos EUA.

Apesar do debate inconclusivo sobre o uso da cloroquina, o Ministério da Saúde já encaminhou cerca de 4,3 milhões de comprimidos de 150 mg para todos os estados do país, inclusive para aqueles que decidiram não utilizar o medicamento no tratamento contra a doença

Diante desse cenário, causou espanto o fato do Sindicato dos Médicos da Bahia – SINDIMED, extrapolando suas atribuições estatutárias, comungar com o discurso bolsonarista de uso da cloroquina, e também da ivermectina, sob o falso argumento de que "a imensa maioria dos médico demonstra preocupação acerca da necessidade imperiosa do tratamento especifico e precoce da Covid 19 na fase 1".

Assim, a diretoria do SINDIMED que foi eleita com o discurso do "sindicato sem partido", partidariza e dá contornos ideológicos a uma questão que deveria estar submetida exclusivamente à ciência e aos ditames da boa prática médica, preservando o interesse maior da vida, da saúde e da segurança dos pacientes e dos médicos baianos.

Retornamos ao grande Milton Nascimento, na certeza de que a ciência e a medicina sobreviverão ao medievalismo que se pretende reinante, inspirados em uma de suas canções que diz que "nada será como está, amanhã ou depois de amanhã".

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Última atualização em Sáb, 04 de Julho de 2020 06:47
 

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